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O BOTAFOGO VOLTOU!

O Botafogo voltou de onde nunca poderia ter saído.

O Botafogo voltou no campo, na base da dedicação, mais transpiração do que inspiração.

O Botafogo voltou porque soube se impor durante toda a competição.

O Botafogo voltou porque trocou de treinador no momento certo.

O Botafogo voltou porque agora tem um presidente sério.

O Botafogo voltou porque tem um ídolo fora de série.

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O Botafogo voltou porque tem história, tradição e vergonha na cara.

O Botafogo voltou porque, na verdade, nunca se foi.

Tentaram apagar a Estrela, mas não conseguiram. Essa Estrela é a Nossa Estrela.

Essa estrela sempre brilhará. Essa estrela é eterna.

Feliz 2016, Botafogo.

2015, o ano que começou

Reabertura do Engenhão, campanha para mudar o nome do estádio para Estádio Nilton Santos e o apelido para Niltão (eu apoio!), entrevistas esclarecedoras, valorização do torcedor alvinegro, credibilidade na hora de acertar as contas com a justiça, RENOVAÇÃO DO JEFFERSON…

Que saudades que eu estava de ver um botafoguense na presidência do Botafogo.

E, antes tarde do que nunca, um 2015 menos sofrido e mais alvissareiro a todos os alvinegros que por aqui se encontram.

 

“Que saibamos aproveitar esse time”

O comentário da alvinegra Ana Telhado, ponderado e pormenorizado, merece destaque e sair da caixa de comentários para ganhar um post próprio. Seguem as observações da Ana:

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Aqui vão algumas considerações minhas sobre o Botafogo:

– Arbitragem: ainda que as atuações tenham sido pavorosas, foram determinantes para o resultado nos últimos dois jogos. E não é possível que ninguém no clube reclame disso aberta e veementemente. Até quando?
– Seedorf: está morto, no limite físico. Oswaldo PRECISA poupa-lo. Mas também tem o outro lado: por que ele não pede para não jogar, por que ele próprio não se poupa? Ok, tem o senso de líder do grupo, mas ele pode dizer que não tem como jogar, concorda?
– Lodeiro: problema não parece ser físico, parece que a cabeça não está em campo. Inexplicável.
– Cansaço: todos os times estão jogando direto, não é desculpa, assim como o “ah, mas os outros tem elenco, podem poupar”. Quem? Ponte Preta, Bahia? A apatia não tem desculpa.
– “Todo ano a mesma história”: não se pode esperar resultados diferentes tendo as mesmas atitudes, não é? Pois então, nosso departamento de futebol é um lixo. Execramos o Anderson Barros, mas nunca cobramos reforços do Chico Fonseca ou do Sidney Loureiro. Onde eles estão, o que fazem nesse momento?
– Oswaldo: acredito, de verdade, que ele deixa de colocar um jogador (ex: Julio Cesar no sábado) porque não pode, ele não é louco. Mas é aquilo: as substituições estão de chorar. Sei que falta elenco, mas estamos falando (especificamente) de Bahia e Ponte Preta, somente VONTADE de ganhar já deveria ser suficiente. Estamos falando de Marcelo Lomba, Obina, Fahel, Talisca, Wallyson, Willian Barbio, Fernandão, Felipe Bastos, Roberto, Baraka…
– Apatia: já que falei sobre VONTADE, uma menção à apatia que assola o Botafogo. Ontem só Bolívar e Marcelo Mattos pareciam indignados. Nem ir pra cima do árbitro no ~pênalti~ os jogadores foram! Salários estão em dia (atrasem, por favor!), não existe desculpa. O primeiro tempo contra o flamengo só não foi pior porque temos Jefferson e porque o time deles é muito limitado, MUITO. O que eles tiveram? Vontade.
– Título x Libertadores: sejamos sinceros, nossa luta sempre foi pela Libertadores, o título seria a cereja mais do que desejada do bolo, mas a nossa realidade, que não envolve patrocinadores que dão cheques em branco, é Libertadores. Por isso, desde a derrota pro Cruzeiro, a hora é de olhar para baixo, garantir a vaga e não para o alto, que já não depende de nós. Não é hora de ser orgulhoso, é hora de ser humilde: de novo, o que vier além da vaga é lucro.
– Torcida: não dá pra julgar. Não mesmo. Mas, assim como o time, a torcida também tem que olhar para baixo, assumir a nossa realidade e buscar, junto, a tão sonhada, aguardada e merecida vaga pra Libertadores. Quando teremos um time assim de novo? Que saibamos aproveitá-lo.

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Valeu, Ana!

Botafogo 3 x 0 Olaria: Uma tarde de golaços

Toca essa bola, Vitinho. Toca essa bola, Vitinho! Toca essa bola, PQP!!! QUE GOLAÇO, VITINHO!!! 

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Eis a definição para o segundo gol alvinegro, e o primeiro dos dois golaços do Vitinho na partida. Ele, que entrou no lugar de um apagadíssimo Bruno Mendes, foi um dos destaques do jogo. O maior, claro, foi o uruguayo Lodeiro, que fez uma partida monstruosa.

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Dois jogadores, três golaços, jogo resolvido no segundo tempo, depois de uma morna primeira etapa. Classificação antecipada. E a certeza que Lodeiro pode ser um dos grandes nomes da temporada 2013.

Agora, mais do que nunca, é se preparar bem para a estreia na Copa do Brasil e tentar eliminar o jogo de volta contra o Sobradinho-DF. Sobre o Carioca, nada de festa antecipada: não é do nosso feitio nem vale a pena. Um jogo de cada vez. O importante, nesse momento, é adquirir consistência – até porque continuamos com problemas no ataque: a dupla Bruno Mendes – Rafael Marques não funcionou.  Já a defesa melhorou bastante com a saída do Marcio Azevedo e o afastamento do Antonio Carlos – até o André Bahia parece mais seguro do que o nosso “xerife”.

Fotos: Lancenet!

Uma ajudinha ao Harry Potter

Por E.Sales

Uma breve análise tática sobre o atual momento do Botafogo.
O que era um diferencial no início do campeonato, jogar bem aberto com Herrera e Maicosuel se alternando e revezando com o Elkeson, tem se mostrado um erro e uma oportunidade para os adversários.
Ainda que concorde com a má fase técnica dos três (sendo que a de Herrera é um problema de nascença), deixar os dois (três quando revezando) de costas para o lateral adversário e espremidos pela linha lateral do campo, é facilitar a marcação dos homens que poderiam criar o ataque ou o contra-ataque. Pra piorar, estes forçam a entrada do Cortês e do Lucas em diagonal, já que ocupam o espaço de descida deles.
Esta tática deu certo enquanto era surpresa e se tornou facilmente previsível e marcável quando virou a única estrategia de ataque.
O Abreu fica só, enquato o Mago e o Casigol recebem a bola de costas para seu marcador e com pouco espaço para o drible. Sendo assim, não temos jogada de ataque. O meio não tem chegado com Elkeson ou Renato e M.Matos, e o time fica completamente sem opção. Não sei se vocês notaram nos últimos jogos a completa incapacidade de criação de jogadas alternativas a esta, já manjadíssima. Quando um dos dois “pontas” consegue o cruzamento, só encontra o Abreu já que o outro atacante está na outra ponta espérando a virada de jogo. Os laterais/alas estão atrás pois não conseguem ir à linha de fundo com o caminho congestionado pela tática errada de manter o espaço ocupado.
Este problema se resolveria se alternássemos a subida dos laterais bem abertos com os “pontas” correndo em diagonal ou esperando o cruzamento  dividindo a área com o Abreu.
A enfiada de bola aguda na vertical, que o Felipe (vasco) abusa de fazer, também é uma variante que deve ser usada para não ficarmos na mesmice.

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Taí a colaboração do E.Sales,  Mr. Potter. Anotou direitinho? Que tal colocá-la em prática já nessa quarta, diante do América-MG?

Sem Jobson, sem M.Mattos e com Lucio Flavio

E a semana não começa nada bem.

Jobson faltou aos treinos de sexta-feira e, como punição, treinará em separado por tempo indeterminado.

Na verdade, o rendimento dele caiu muito desde que voltou da “contusão”. Tem se mostrado individualista ao extremo e sem a explosão de velocidade que é sua principal força.

Taí um jogador que teve todas as chances do mundo esse ano e, pena, não consegue aproveitá-las.

Que o Caio aproveite bem a chance contra o Internacional. Até porque precisaremos dos 3 pontos de toda forma – ainda mais depois que o Atlético-PR resolveu ganhar a partida no último minuto contra o Grêmio Genérico. Gol do camisa 10 deles, Paulo Baier.

Aliás, quando foi a última vez que o nosso camisa 10 fez um gol decisivo no fim do jogo? Pode ser no início, também… Mas Lucio Flavio não falta aos treinos – só não comparece aos jogos.

Acréscimo das 21h de segunda-feira: Pra piorar, uma notícia de derrubar o ânimo mesmo dos mais otimistas (e tá difícil de encontrar um alvinegro otimista): Marcelo Mattos, com apendicite, foi operado de emergência e está fora do restante do Brasileirão.

Teremos que aturar o Fahel, com sua saúde de ferro, fazendo a proteção de uma zaga já desfalcada.

E depois dizem que o Joel é sortudo…

Geração Engenhão: O Primeiro Passo

A diretoria do Botafogo atirou no que viu e acertou no que (ainda) não viu.

A iniciativa de abrir o Engenhão na manhã de domingo para recepcionar os torcedores, mediante senha retirada gratuitamente, e deixá-los conhecer o estádio por dentro e tendo como ponto alto o encontro com Maicosuel, foi um gol de placa.

Por vários motivos. Os mais óbvios, claro, são a aproximação do torcedor com o ídolo só conhecido dos gramados e da tevê, logo ele, o cara que entortou Juanita e resgatou a nossa auto-estima no início de 2009. Também não podemos esquecer da alavancagem da venda de produtos oficiais, do contato com os outros ídolos presentes (Mendonça e Gonçalves), do clima de confraternização com torcedores de diferentes origens e gerações, da viabilidade de um programa familiar domingueiro que todos puderam desfrutar com segurança, etc.

Mas o que gostaria de destacar aqui é que, mais do que o encontro com o Maicosuel, esse domingo certamente representou para parte dos torcedores alvinegros um encontro mais íntimo com a sua própria casa, o Engenhão. Eles puderam conhecer o estádio por dentro, ir até o vestiário, sala de imprensa, sala de troféus (levados para lá), camarotes, etc.

Foi como se o Botafogo, PELA PRIMEIRA VEZ, dissesse para os alvinegros: “Fiquem à vontade, a casa é de vocês”. E os torcedores corresponderam – dêem uma olhada no tamanho da fila num domingo de manhã. MAIS DE DUAS MIL PESSOAS passaram pelo estádio sem ir ver um jogo – é muita coisa.

O que explica isso? A recente idolatria pelo Mago, claro. Mas também a oportunidade única de reforçar os laços com o clube.

Ou vocês têm alguma dúvida que muitos botafoguenses foram convertidos ou confirmados nesse domingo? Garotos quepela primeira vez puderam tirar foto com um jogador, moradores de ruas vizinhas ao Engenhão que aproveitaram para conhecer o estádio, entre outros.

Sobre as crianças: E o potencial multiplicador dessa experiência no dia seguinte na escola, com o garoto tirando onda com os amigos, pois pôde conhecer pessoalmente o ídolo do clube? É assim que se fideliza um torcedor na infância – somados, claro, à boa fase do time, a conquista de títulos, etc. Mas esse primeiro passo, tão cobrado aqui nesse blog para a formação da Geração Engenhão, foi dado – e com organização e profissionalismo (vejam o nível das fotos de divulgação, colocadas no site oficial do clube, aqui reproduzidas).

Parabéns, diretoria alvinegra. Que façam outros eventos do mesmo porte – e em outras cidades. Brasília, por exemplo, os espera de braços abertos – Vocês vão ficar surpresos com a acolhida dos candangos.

Agora, é necessário pegar o embalo do acerto e ajustar, com urgência, o horário de abertura da sala de troféus em General Severiano. O lugar mais glorioso de nossa sede não pode funcionar como repartição pública e fechar aos sábados e domingos nem para almoço. Ou seja: o torcedor (carioca ou de outros estados) que trabalha de segunda a sexta, só pode ir no fim de semana à sede. Vai na loja oficial, de repente pode até conseguir ver um treino recreativo (geralmente na manhã de sábado) antes de um jogo, mas não tem direito a visitar a sala onde são guardadas as nossas conquistas. Tá na hora de corrigir essa grave falha.

Fotos: site oficial do Botafogo/Agência Agif