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Uma lágrima para Bebeto

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Obrigado pelo suor e também pelas lágrimas, Bebeto.

Você foi herói em cada jogo, mesmo sem entrar em campo. Você foi um de nós. Você é um de nós. Com Heleno de Freitas e João Saldanha para te receber, você estará em casa. Em família. Agora você é mais uma Estrela.

Obrigado pelo zelo e pelo amor que você tantas vezes demonstrou pelo seu time. Tantos episódios marcantes: a entrada ao vivo em programas de tevê para defender com veemência Dodô e o Botafogo, a reação forte ao peitar a polícia pernambucana e tentar proteger o zagueiro André Luís no estádio dos Aflitos, a emoção com as lágrimas derramadas por ver seu time roubado mais uma vez em uma final estadual. E, tempos depois, mesmo já consolidada a imagem depreciativa do gesto, dizer que tinha orgulho e não se arrependia, porque eram lágrimas de raiva, mas também lágrimas de um defensor incondicional do seu time do coração.

Bebeto era assim: veemente, intransigente, irascível, intenso, apaixonado. Como Heleno e João Saldanha. Sua saída intempestiva da presidência, quando praticamente abandonou o fim do mandato para aceitar uma proposta de emprego, magoou bastante a torcida. Mas, além da atitude, o que ele fez para tirar o Botafogo da Série B e ter o seu próprio estádio é coisa pra se guardar pra sempre do lado esquerdo do peito.

O coração de Bebeto parou de bater em território alvinegro, porque as únicas cores de sua vida foram o preto e o branco.

Bebeto, você morreu como viveu: com o Botafogo no Coração. Continuar lendo

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O BOTAFOGO VOLTOU!

O Botafogo voltou de onde nunca poderia ter saído.

O Botafogo voltou no campo, na base da dedicação, mais transpiração do que inspiração.

O Botafogo voltou porque soube se impor durante toda a competição.

O Botafogo voltou porque trocou de treinador no momento certo.

O Botafogo voltou porque agora tem um presidente sério.

O Botafogo voltou porque tem um ídolo fora de série.

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O Botafogo voltou porque tem história, tradição e vergonha na cara.

O Botafogo voltou porque, na verdade, nunca se foi.

Tentaram apagar a Estrela, mas não conseguiram. Essa Estrela é a Nossa Estrela.

Essa estrela sempre brilhará. Essa estrela é eterna.

Feliz 2016, Botafogo.

2015, o ano que começou

Reabertura do Engenhão, campanha para mudar o nome do estádio para Estádio Nilton Santos e o apelido para Niltão (eu apoio!), entrevistas esclarecedoras, valorização do torcedor alvinegro, credibilidade na hora de acertar as contas com a justiça, RENOVAÇÃO DO JEFFERSON…

Que saudades que eu estava de ver um botafoguense na presidência do Botafogo.

E, antes tarde do que nunca, um 2015 menos sofrido e mais alvissareiro a todos os alvinegros que por aqui se encontram.

 

“Que saibamos aproveitar esse time”

O comentário da alvinegra Ana Telhado, ponderado e pormenorizado, merece destaque e sair da caixa de comentários para ganhar um post próprio. Seguem as observações da Ana:

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Aqui vão algumas considerações minhas sobre o Botafogo:

– Arbitragem: ainda que as atuações tenham sido pavorosas, foram determinantes para o resultado nos últimos dois jogos. E não é possível que ninguém no clube reclame disso aberta e veementemente. Até quando?
– Seedorf: está morto, no limite físico. Oswaldo PRECISA poupa-lo. Mas também tem o outro lado: por que ele não pede para não jogar, por que ele próprio não se poupa? Ok, tem o senso de líder do grupo, mas ele pode dizer que não tem como jogar, concorda?
– Lodeiro: problema não parece ser físico, parece que a cabeça não está em campo. Inexplicável.
– Cansaço: todos os times estão jogando direto, não é desculpa, assim como o “ah, mas os outros tem elenco, podem poupar”. Quem? Ponte Preta, Bahia? A apatia não tem desculpa.
– “Todo ano a mesma história”: não se pode esperar resultados diferentes tendo as mesmas atitudes, não é? Pois então, nosso departamento de futebol é um lixo. Execramos o Anderson Barros, mas nunca cobramos reforços do Chico Fonseca ou do Sidney Loureiro. Onde eles estão, o que fazem nesse momento?
– Oswaldo: acredito, de verdade, que ele deixa de colocar um jogador (ex: Julio Cesar no sábado) porque não pode, ele não é louco. Mas é aquilo: as substituições estão de chorar. Sei que falta elenco, mas estamos falando (especificamente) de Bahia e Ponte Preta, somente VONTADE de ganhar já deveria ser suficiente. Estamos falando de Marcelo Lomba, Obina, Fahel, Talisca, Wallyson, Willian Barbio, Fernandão, Felipe Bastos, Roberto, Baraka…
– Apatia: já que falei sobre VONTADE, uma menção à apatia que assola o Botafogo. Ontem só Bolívar e Marcelo Mattos pareciam indignados. Nem ir pra cima do árbitro no ~pênalti~ os jogadores foram! Salários estão em dia (atrasem, por favor!), não existe desculpa. O primeiro tempo contra o flamengo só não foi pior porque temos Jefferson e porque o time deles é muito limitado, MUITO. O que eles tiveram? Vontade.
– Título x Libertadores: sejamos sinceros, nossa luta sempre foi pela Libertadores, o título seria a cereja mais do que desejada do bolo, mas a nossa realidade, que não envolve patrocinadores que dão cheques em branco, é Libertadores. Por isso, desde a derrota pro Cruzeiro, a hora é de olhar para baixo, garantir a vaga e não para o alto, que já não depende de nós. Não é hora de ser orgulhoso, é hora de ser humilde: de novo, o que vier além da vaga é lucro.
– Torcida: não dá pra julgar. Não mesmo. Mas, assim como o time, a torcida também tem que olhar para baixo, assumir a nossa realidade e buscar, junto, a tão sonhada, aguardada e merecida vaga pra Libertadores. Quando teremos um time assim de novo? Que saibamos aproveitá-lo.

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Valeu, Ana!

Botafogo 3 x 0 Olaria: Uma tarde de golaços

Toca essa bola, Vitinho. Toca essa bola, Vitinho! Toca essa bola, PQP!!! QUE GOLAÇO, VITINHO!!! 

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Eis a definição para o segundo gol alvinegro, e o primeiro dos dois golaços do Vitinho na partida. Ele, que entrou no lugar de um apagadíssimo Bruno Mendes, foi um dos destaques do jogo. O maior, claro, foi o uruguayo Lodeiro, que fez uma partida monstruosa.

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Dois jogadores, três golaços, jogo resolvido no segundo tempo, depois de uma morna primeira etapa. Classificação antecipada. E a certeza que Lodeiro pode ser um dos grandes nomes da temporada 2013.

Agora, mais do que nunca, é se preparar bem para a estreia na Copa do Brasil e tentar eliminar o jogo de volta contra o Sobradinho-DF. Sobre o Carioca, nada de festa antecipada: não é do nosso feitio nem vale a pena. Um jogo de cada vez. O importante, nesse momento, é adquirir consistência – até porque continuamos com problemas no ataque: a dupla Bruno Mendes – Rafael Marques não funcionou.  Já a defesa melhorou bastante com a saída do Marcio Azevedo e o afastamento do Antonio Carlos – até o André Bahia parece mais seguro do que o nosso “xerife”.

Fotos: Lancenet!

Uma ajudinha ao Harry Potter

Por E.Sales

Uma breve análise tática sobre o atual momento do Botafogo.
O que era um diferencial no início do campeonato, jogar bem aberto com Herrera e Maicosuel se alternando e revezando com o Elkeson, tem se mostrado um erro e uma oportunidade para os adversários.
Ainda que concorde com a má fase técnica dos três (sendo que a de Herrera é um problema de nascença), deixar os dois (três quando revezando) de costas para o lateral adversário e espremidos pela linha lateral do campo, é facilitar a marcação dos homens que poderiam criar o ataque ou o contra-ataque. Pra piorar, estes forçam a entrada do Cortês e do Lucas em diagonal, já que ocupam o espaço de descida deles.
Esta tática deu certo enquanto era surpresa e se tornou facilmente previsível e marcável quando virou a única estrategia de ataque.
O Abreu fica só, enquato o Mago e o Casigol recebem a bola de costas para seu marcador e com pouco espaço para o drible. Sendo assim, não temos jogada de ataque. O meio não tem chegado com Elkeson ou Renato e M.Matos, e o time fica completamente sem opção. Não sei se vocês notaram nos últimos jogos a completa incapacidade de criação de jogadas alternativas a esta, já manjadíssima. Quando um dos dois “pontas” consegue o cruzamento, só encontra o Abreu já que o outro atacante está na outra ponta espérando a virada de jogo. Os laterais/alas estão atrás pois não conseguem ir à linha de fundo com o caminho congestionado pela tática errada de manter o espaço ocupado.
Este problema se resolveria se alternássemos a subida dos laterais bem abertos com os “pontas” correndo em diagonal ou esperando o cruzamento  dividindo a área com o Abreu.
A enfiada de bola aguda na vertical, que o Felipe (vasco) abusa de fazer, também é uma variante que deve ser usada para não ficarmos na mesmice.

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Taí a colaboração do E.Sales,  Mr. Potter. Anotou direitinho? Que tal colocá-la em prática já nessa quarta, diante do América-MG?

Sem Jobson, sem M.Mattos e com Lucio Flavio

E a semana não começa nada bem.

Jobson faltou aos treinos de sexta-feira e, como punição, treinará em separado por tempo indeterminado.

Na verdade, o rendimento dele caiu muito desde que voltou da “contusão”. Tem se mostrado individualista ao extremo e sem a explosão de velocidade que é sua principal força.

Taí um jogador que teve todas as chances do mundo esse ano e, pena, não consegue aproveitá-las.

Que o Caio aproveite bem a chance contra o Internacional. Até porque precisaremos dos 3 pontos de toda forma – ainda mais depois que o Atlético-PR resolveu ganhar a partida no último minuto contra o Grêmio Genérico. Gol do camisa 10 deles, Paulo Baier.

Aliás, quando foi a última vez que o nosso camisa 10 fez um gol decisivo no fim do jogo? Pode ser no início, também… Mas Lucio Flavio não falta aos treinos – só não comparece aos jogos.

Acréscimo das 21h de segunda-feira: Pra piorar, uma notícia de derrubar o ânimo mesmo dos mais otimistas (e tá difícil de encontrar um alvinegro otimista): Marcelo Mattos, com apendicite, foi operado de emergência e está fora do restante do Brasileirão.

Teremos que aturar o Fahel, com sua saúde de ferro, fazendo a proteção de uma zaga já desfalcada.

E depois dizem que o Joel é sortudo…