Uma ajudinha ao Harry Potter

Por E.Sales

Uma breve análise tática sobre o atual momento do Botafogo.
O que era um diferencial no início do campeonato, jogar bem aberto com Herrera e Maicosuel se alternando e revezando com o Elkeson, tem se mostrado um erro e uma oportunidade para os adversários.
Ainda que concorde com a má fase técnica dos três (sendo que a de Herrera é um problema de nascença), deixar os dois (três quando revezando) de costas para o lateral adversário e espremidos pela linha lateral do campo, é facilitar a marcação dos homens que poderiam criar o ataque ou o contra-ataque. Pra piorar, estes forçam a entrada do Cortês e do Lucas em diagonal, já que ocupam o espaço de descida deles.
Esta tática deu certo enquanto era surpresa e se tornou facilmente previsível e marcável quando virou a única estrategia de ataque.
O Abreu fica só, enquato o Mago e o Casigol recebem a bola de costas para seu marcador e com pouco espaço para o drible. Sendo assim, não temos jogada de ataque. O meio não tem chegado com Elkeson ou Renato e M.Matos, e o time fica completamente sem opção. Não sei se vocês notaram nos últimos jogos a completa incapacidade de criação de jogadas alternativas a esta, já manjadíssima. Quando um dos dois “pontas” consegue o cruzamento, só encontra o Abreu já que o outro atacante está na outra ponta espérando a virada de jogo. Os laterais/alas estão atrás pois não conseguem ir à linha de fundo com o caminho congestionado pela tática errada de manter o espaço ocupado.
Este problema se resolveria se alternássemos a subida dos laterais bem abertos com os “pontas” correndo em diagonal ou esperando o cruzamento  dividindo a área com o Abreu.
A enfiada de bola aguda na vertical, que o Felipe (vasco) abusa de fazer, também é uma variante que deve ser usada para não ficarmos na mesmice.

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Taí a colaboração do E.Sales,  Mr. Potter. Anotou direitinho? Que tal colocá-la em prática já nessa quarta, diante do América-MG?

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3 Respostas para “Uma ajudinha ao Harry Potter

  1. Perfeito.

    Quando os jogadores que ocupam os lados do campo na espera do passe dos laterais (ou quem vier pelo lado) não têm a companhia de um terceiro homem pela parte de dentro, pra criar um triângulo, a jogada morre por ali, porque sempre haverá algum defensor na cobertura. E esse é o desenho de ataque recorrente, quando pelos lados do campo. Com pelo menos uma terceira peça é possível que haja variações de jogadas. Sem isso a jogada não se desenvolve, a não ser que seja em situações de contra-ataque ou que o Maicosuel ou o Elkeson façam fila, o que não é de se esperar que faça parte do planejamento das jogadas de ataque.

    Saudações botafoguenses!

  2. Rapaziada, não percam o tempo de vocês tentando ensinar alguma coisa para o Harry. Treinador que fica com pena dos jogadores, por eles estarem disputando,coitadinhos, duas competições ao mesmo tempo, não merece outra coisa senão a demissão. Engraçado é que o Vasco pode disputar as mesmas competições simultâneas e perigando ganhar as duas.

    Sílvio Porto Alegre.

  3. “Perigando ganhar as duas” hahahahha. Boa definição… e acho que é o perigo que todo torcedor gostaria de ter…

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