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Bragantino 1 x 0 Botafogo: Grito de alerta

Uma vitória nos últimos cinco jogos.
Duas derrotas para time bem inferiores – Macaé e Bragantino.
Um empate em casa com um dos últimos colocados, Boa Esporte Clube.
Um meio de campo que pouco ou nada produz.
Uma dupla de volantes que, antes séria e comprometida, agora erra por displicência (Arão) ou por limitação técnica (Giaretta).
Tá na hora de dar o grito de alerta.
Tá na hora de repensar a eficácia do trabalho do René Simões.

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Grenás 3 x1 Botafogo: O que importa

O resultado nem importa tanto, e acabou sendo mais elástico do que o mostrado dentro de campo.

O que importa é perceber que ainda há um longo caminho a percorrer até se chegar a um time de fato competitivo para vencer a Série B.

É preciso, por exemplo, ter uma dupla de zaga mais consistente, talvez até mais cascuda e experiente – Renan Fonseca teve uma atuação lamentável, perdeu todas no mano a mano com Fred e falhou nos dois últimos gols do adversário.

Também será preciso montar um sistema defensivo que possibilite a Gilberto apoiar sem que o time corra riscos e transforme a ala direita em uma avenida, como tem acontecido.

O meio de campo, ainda emperrado na parte da criação, também está bem longe do ideal: Gegê e Diego Jardel demonstram, a cada jogo, totais condições de permanecer no banco, não de garantir a posição de titular. Arão jogou mal e Mattos ficou sobrecarregado.

No ataque, apesar de Bill demonstrar segurança e força no papel de pivô, é preciso controlar a afobação e o individualismo de Jobson.

E é preciso também que as alterações de René voltem a funcionar, pois no clássico as substituições desmontaram um time que já esbanjava fragilidade.

Enfim, é preciso muito trabalho – e algum dinheiro – para atingir o objetivo que realmente importa em 2015: voltar à Série A.

Botafogo 2×1 Nova Iguaçu: O início da virada

“Eu gostei da lição. O aprendizado com o gol sofrido no início e depois com a virada fez do jogo desse sábado o mais importante até agora: foi ótimo”, destacou René Simões depois da vitória no Estádio Nilton Santos, diante de mais de 13 mil alvinegros, que apoiaram o time de forma incondicional, a ponto de o técnico ter confessado que se surpreendeu o com o fato de os seus pupilos não terem sido vaiados no intervalo:”Fiquei surpreso e encantado com o comportamento dos torcedores que vieram ao estádio”.

Eis um dos ingredientes mais importantes para o início da virada, e a nova diretoria parece bem atenta para esse componente, com o uso mais inteligente das redes sociais e a redução no preço dos ingressos:  o restabelecimento da ligação entre time e torcida. Mesmo com as limitações evidentes no meio (e ninguém me convence que Arão tem mais futebol do que o tresloucado Aírton, e Mattos não parece estar totalmente em forma), mesmo com o fato de a zaga ainda não ter sido testada de forma efetiva, mesmo com o fato de que as opções no banco são escassas (Gegê ainda não correspondeu esse ano), mesmo com um ataque que ainda tem evidentes dificuldades de tomar as decisões certas quando chega a hora de finalizar a jogada. Mesmo com todos esses problemas, a eficiência da dupla Jobson e Bill garantiu vitórias alvinegras nas três últimas partidas.

Que venha o clássico. Mas que, independente do resultado, prevaleça o que realmente importa nesses meses que antecedem o início da Série B: a continuidade dos processos de construção de um time e de reconstrução do vínculo entre os que estão dentro e fora de campo.

 

 

Botafogo 1 x 0 Boavista: Boa nova

Estamos de volta!

Ainda não exatamente em ritmo normal, ainda esquentando os motores para a temporada, mas já destacando o que de melhor apareceu na estreia alvinegra no Carioca. A boa nova foi o espírito de luta de todos os jogadores, mesmo os mais limitados, mesmo os sobreviventes da temporada passada.

Depois de um primeiro tempo opaco, com pouquíssimas emoções, o time melhorou no segundo tempo, em especial depois da saída do Gegê. O esquema com dois meias, ele e Diego Jardel, não rendeu o que René esperava. Aí apareceram mais chances de gol, em especial pelas subidas perigosas do Gilberto.

Gostei do volante William Arão, da tranquilidade da zaga, das entradas do Fernandes e do Sassá.

Não gostei da dupla Bill/Pimpão, achei o Carleto excessivamente discreto.

Mas gostei mesmo do gol de cabeça do Roger Carvalho e da caneta do Jefferson. E de não ter que ouvir os nomes de Zé Ballos, Carlos Alberto, Mamute,Húngaro…

Enfim, é um time limitadíssimo, o que já era previsível, pelo orçamento minguado. Mas é um time aguerrido. Que continue com o mesmo espírito de luta, mas apresente melhoras técnicas para não passarmos tantos sustos.

Renê Simões? Paciência…

Sei que a situação financeira é desesperadora, pouquíssimos técnicos topariam o desafio de encarar a incerteza reinante no Botafogo, etc etc…

Mas Renê Simões é uma escolha desanimadora, que representa uma cachoeira de água fria na já combalida torcida. É de lascar.

Da minha parte, preferia o investimento num nome sem projeção na Série A – Doriva, Sérgio Soares, Dado Cavalcanti –  mas que estivesse acompanhando atentamente a Série B. Qualquer um dos nomes citados, ou o Jorginho (ex-Palmeiras), teria mais conhecimento atualizado da realidade da Série B, poderia inclusive indicar jogadores de custo baixo. Mas parece que a opção da diretoria foi resgatar um treinador obsoleto, com sucessivos fracassos no currículo, sob a alegação que ele tem experiência e conhecimento.

Paciência. Só nos restará torcer para que ele contrarie a lógica e nos surpreenda com um trabalho digno e competente.