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Botafogo 4 x 0 Atlético-PR: O bom e o melhor

Ganhar do vice-líder do campeonato.

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Golear o vice-líder do campeonato, ainda que desfalcado.

Ganhar com dois gols do ressuscitado Bruno Mendes.

Golear com uma atuação SOBERBA do Seedorf (será que, enfim, entregaram a carta que escrevi pra ele?), uma das melhores performances dele com a camisa alvinegra: visão de jogo, dribles e passes precisos, além de um gol de pura precisão.

Ganhar com atuações convincentes de Renato, Rafael Marques, Hyuri, Gabriel.

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Ganhar graças ao esforço e à valentia de Elias, um centroavante que não tem medo de se arriscar pra fazer gols.

Golear sem correr riscos, administrando a partida com inteligência e lucidez.

É, tem coisas que só acontecem com o Botafogo…

Ganhar seria muito bom, como foi. Ganhar com uma goleada foi muito melhor. Porque conseguimos o que há muito tempo não acontecia: dominar o meio-de-campo, ditando o ritmo do jogo, graças à atuação impecável de Renato/Seedorf, constantemente acionando os atacantes e os alas.

Ganhar fazendo as pazes com a torcida, que cantou o TEMPO INTEIRO no Maracanã.

Empolgação? Sim, foi uma atuação de empolgar.

Vai se repetir? Não sei. Só sei que o Botafogo nos permitiu, ao menos, voltar a sonhar.

Pode ser insuficiente para garantir uma vaga na Libertadores.

Mas foi suficiente para nos premiar, ao menos por uma noite, com um sorriso como os de Seedorf e Bruno Mendes, ao fim da partida.

Ao menos por uma noite.

Que,antes do Natal, venham outras noites felizes.

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Botafogo 1 x 0 Corinthians: Mais do que três pontos

Mais do que três pontos, conseguimos na noite dessa quarta-feira vazar a defesa que menos gols tomou no campeonato  até agora, que impressiona pela marcação forte e asfixiante. Foi na base da paciência, persistência e preciso.

Mais do que três pontos, ganhamos a partida logo naquela zona outrora sombria, a dos minutos finais. Oswaldo resolveu duelar com a recente maldição dos acréscimos. Venceu o duelo. E com Lucas Zen em campo.

Mais do que três pontos, obtivemos a vitória graças a uma jogada primorosa, para ver e rever, toda construída em linha reta, e importante frisar, por três jogadores que estão longe de serem as estrelas do time, saíram do banco de reservas: Renan repõe a bola rapidamente, Edilson arranca, olha para o lado, dá passe de trivela e Hyuri, com a frieza e categoria de veterano, consegue encobrir Cássio. A bola, depois de alguns segundos que pareceram uma eternidade, beija mansamente as redes do Maracanã. E a vibração do Edilson pelo êxito de sua jogada foi de arrepiar.

Mais uma vitória com mais um golaço.

Mais do que três pontos, estamos vencendo batalhas. Foi assim contra o Criciúma, foi agora contra o Corinthians. Vale lembrar que empatamos no Pacaembu e batemos no Maracanã o atual campeão mundial. Na mesma temporada, empatamos duas vezes e goleamos o atual campeão da Libertadores. Também vencemos duas vezes (uma delas na final do Carioca) o atual campeão brasileiro. Não é pouco.

Mais do que três pontos, estamos ganhando reforços dentro do nosso próprio elenco. Edilson, tão criticado inclusive aqui neste blog, encorpou ofensivamente. Ganhou confiança e apoia agora com desenvoltura. Foi dele o cruzamento para o golaço do Elias no domingo. Foi dele o passe de trivela para o gol do Hyuri nessa quarta.

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Mais do que três pontos, estabelecemos um pacto de confiança entre a torcida que vai ao Maracanã (e poderia ir mais gente, claro) e os jogadores. Os torcedores cantam o tempo inteiro, não desistem, fazem valer o ingresso – mesmo de casa, dava para ouvi-los berrando minutos antes do gol, e explodindo de felicidade, cantando o Hino, logo após o lindo toque do Hyuri. E quem está em campo retribui com muita garra, muita gana, muita vontade de vencer, mesmo quando já faltam pernas.

Mais do que três pontos, procuramos o gol o tempo inteiro. Dominamos amplamente um adversário muito forte. Mas corremos riscos por não ter definido a partida mais cedo, como em um cabeceio do Pato, que subiu sozinho, escolheu o canto e a bola só não entrou porque os deuses assim não quisera. Agora para o returno, o Seedorf terá que buscar sua própria reinvenção, pois o rendimento já não é mais tão assombroso quanto como no início do campeonato.

Mais do que três pontos, temos que comemorar o brilho de Hyuri, Edilson, Milton Raphael, Octávio, todos extremamente importantes nas três últimas partidas. Provamos também que não dependemos totalmente do Jefferson: sem ele, ganhamos os três jogos – e Renan fez uma defesa dificílima e providencial no jogo da noite dessa quarta-feira. O Botafogo, tantas vezes avaliado como carta fora do baralho por ter apenas um time e não um elenco, teima em desmentir também essa tese.

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Mais do que três pontos,  mostramos que estamos superando todas as dependências individuais para, em troca, exibir um grupo solidário, consistente e persistente, que batalha até o último minuto pelo que almeja – e vai até o limite físico, como fez Lodeiro, que jogou pelo Uruguay na terça e, 24 horas depois, estava correndo que nem um loco até sair com cãibras.

Mais do que comemorar três pontos, temos orgulho de torcer por esse time do Botafogo. Um time que vibra junto com a torcida, que se supera a cada adversidade, que escreve uma das páginas mais honradas da história recente alvinegra.

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Por isso, todos que foram ao Maracanã ou assistiram pela tevê o jogo Botafogo 1 x 0 Corinthians, na noite de 11 de setembro de 2013, sabem que foram testemunhas de uma vitória muito especial, daquelas pra se guardar no lado esquerdo do peito, dentro do coração.

Uma noite de superação. Uma noite de emoção. Uma noite de comunhão.

Uma vitória que vale bem mais do que três pontos.

Fotos: Site oficial do Botafogo

PS: Reparem que Hyuri, após fazer gol, corre para comemorar  e se prepara para subir a rampa e cair nos braços dos torcedores. Mas aí lembra que seria punido com cartão amarelo e freia a corrida. É absurda essa determinação antialegria que pune um momento de suprema felicidade de um jogador com a sua torcida.

Heróis de cada jogo: Os melhores do primeiro turno

Em ordem de preferência, a lista dos jogadores mais importantes do Botafogo no primeiro turno, na visão deste alvinegro que vos digita:

1- Jefferson

2- Seedorf

3- Rafael Marques

4- Dória

5- Vitinho

6 – Gabriel

7 – Mattos

8 – Lodeiro

9 – Gilberto

10 – Bolívar

11- Hyuri

O critério aqui é a contribuição em cada partida disputada, quem foi herói em cada jogo, quem ajudou decisivamente na construção do resultado. Se jogou mais vezes, a avaliação foi distribuída por essas partidas. Hyuri só jogou duas vezes, por exemplo, mas o que fez em uma das partidas foi essencial para a recuperação da auto-estima da torcida, por exemplo. Já Júlio Cesar, por exemplo, manteve boa regularidade, mas não chegou a desequilibrar na maioria das partidas que disputou.

E a sua lista, seria diferente?

Botafogo 3 x 1 Coritiba: Luz e mistério

Tem uma música do Gilberto Gil, “Esotérico”, que começa assim: “Não adianta nem me abandonar/Porque mistério sempre há de pintar por aí…”

Lembrei desses versos depois de rever, já depois do jogo, o golaço do Hyuri no Maracanã.

Porque a mágoa com a saída do Vitinho foi profunda. Conheço alvinegros de quatro costados, experientes, que sentiram tanto o baque que cogitaram não assistir mais aos jogos do time esse ano, tamanha decepção. É exagero? Pode até não ser. Apesar de Dória ser uma revelação mais consistente, a verdade é que o Vitinho representava o sonho de ver com a nossa camisa um craque ousadamente ofensivo, capaz de encantar o país com seus dribles e gols, nosso Neymar particular.

Vitinho foi embora. E fez muita falta no domingo passado. Ainda fará, em outras partidas.´Mas ninguém é insubstituível.

E esse Botafogo de 2013 é um time com muita fibra, muita personalidade. E, acima de tudo, muita estrela.

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Aí entra em cena o personagem da noite, até então uma incógnita, um jovem desconhecido.

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Hyuri, que logo após ser contratado postou em uma rede social uma foto que mostrou que ele já vestia a camisa alvinegra desde criancinha, entrou em campo carregando a bandeira do nosso time do coração.

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Não, ele não teve a atuação mais regular durante os 90 minutos – acho que Rafael Marques, Dória e Marcelo Mattos participaram mais ativamente da partida, por exemplo.

Mas Hyuri fez  o que ninguém, nem o botafoguense mais otimista (existe?), esperava. Dois gols: o primeiro, de cabeça, aproveitando a ótima jogada de R.Marques.

E o segundo gol…

Bem, o segundo gol foi mais do que uma pintura. Foi um gol no qual, reparem bem, o mais fácil e mais previsível foi o chute na conclusão. O que aconteceu segundos antes, com uma sequência de dribles estonteantes, foi de arrepiar. Ainda mais quando a gente lembra que poucos jogadores do nosso elenco seriam capazes de ousar tentar um lance como aquele.  Ainda mais por ter sido no Maracanã, bem diante da nossa torcida, e com a bênção de um craque do quilate de Seedorf.

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E, ainda mais, quando a gente lembra também que o Hyuri tinha nas costas de sua camisa alvinegra o número 7. Sim, meus amigos,nosso camisa 17 garrincheou naquele lance. E isso valeu a noite.  

Se ele vai fazer isso de novo, não sei. Torço para que sim, o jovem recém-chegado do Audax realmente parece ter muita qualidade técnica e facilidade para partir em direção ao goleiro adversário. Mas foi importante fazer um gol assim, tão inesperadamente glorioso, para nos ajudar a superar a saída do Vitinho e mostrar que, mesmo combalido e desfalcado, continuamos a honrar a camisa e escrever uma bela história. A luz da estrela continua a nos iluminar.

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“Deus está olhando a gente também”, disse Seedorf ao fim do jogo. Que Garrincha também continue a abençoar os nossos talentos. Mistérios (Por que o H antes do nome Yuri?)  sempre hão de pintar por aqui.

PS:  Botafogo acabou o jogo com Milton Raphael, Lucas Zen e Edilson em campo. E não tomou gol nos minutos finais. É ou não  uma evolução?

PS II: Lamentável a imprudência do Renan. E temeroso o fato de ter Milton Raphael como titular no próximo domingo.

PS III:  Parabéns para o Oswaldo, que apostou no Hyuri e acertou em cheio.

PS IV:  Estamos vivos. Vamos em frente.

Fotos: Facebook oficial do Botafogo