Botafogo 1 x 0 flamengo: Batismo de Fogo

 

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Muitos já destacaram que o adversário teve maior posse de bola. De fato, isso ocorreu, em especial no primeiro tempo – mas sem tantas chances claras de gol.

Outros notaram que o Botafogo cresceu no segundo tempo, quando teve as oportunidades mais perigosas da partida: três bolas na trave, uma delas convertida em gol graças a um golpe de sorte, fator que raramente nos acompanha quando o time do outro lado é o maior rival.

Poderíamos também enaltecer a corajosa substituição do René Simões, que tirou Diego Jardel ainda no primeiro tempo. Ou comentar a boa partida do volante Arão, talvez o melhor em campo, que apoiou e marcou com eficiência. Ou lamentar a nulidade da dupla Jobson-Bill; sozinho, Cirino deu mais trabalho do que a nossa dupla, em especial no primeiro tempo. Ou, pela enésima vez, elogiar as intervenções decisivas de JEFFERSON, dessa vez em uma defesa espetacular, de pura elasticidade e precisão, no lance de “fogo amigo” do Diego Giaretta.

Eu prefiro destacar um outro fator: o batismo de fogo para a turma de novatos que vestiu pela primeira vez em um clássico a camisa alvinegra (lotada de patrocinadores pontuais, mal necessário nesses tempos de pindaíba). Muitos deles nunca jogaram no futebol carioca, vivenciaram pela primeira vez ao longo da semana a expectativa do enfrentamento contra o maior rival. Ainda mais em uma data festiva para a cidade carioca. Eles passaram  no teste; não tremeram. Muito pelo contrário. Impulsionados por uma torcida em menor número, mas muito mais vibrante, os jogadores alvinegros demonstraram valentia e cresceram ao longo da partida até conquistar a superioridade no placar. Foi muito importante, para criação de um vínculo mais forte entre esse grupo e a torcida, ganhar um clássico tão especial, transmitido para boa parte do Brasil. Do apagado Tomas, que pouco fez além do tirambaço que resultou no gol, ao experiente Bill, da limitada zaga (melhor na segunda etapa) aos outro recém-chegados, todos lembrarão dessa vitória. Todos eles agora sabem o que é ganhar um clássico carioca. Vão saborear nos próximos dias o gostinho da vitória. E vão querer repetir a dose.

O Rio de Janeiro continua lindo. Que continue assim nos próximos 450 anos. Aquele abraço.

 

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