Precisamos de um líder, por Leo Cazes

O alvinegro Leo Cazes foi além do resultado de sábado: voltou no tempo e olhou um pouco para a frente para entender a temporada lamentável que o Botafogo atravessa. Eis a análise do Leo, que estava lá na caixa de comentários, mas merece – como outras – um destaque maior.

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Leo Cazes

Creio que talvez seja útil ir um pouco mais longe para entender o cenário desolador atual. Quando, no ano passado, o clube disputava os primeiros lugares e tinha dois ídolos em campo (além do Jefferson, Seedorf), o presidente disparava insistentemente contra a torcida. A culpa era nossa, dos torcedores, por um eventual fracasso. Vejam só: em vez de buscar a comunhão entre time, clube e torcida, o presidente dentista buscava responsáveis por futuros e possíveis fracassos (o que na época era ficar fora do G-4, sdds). Típico de quem busca alguém pra servir de trouxa e esconder a própria incompetência.
Com a vaga da (pré)Libertadores na mão, ele bota o estagiário de técnico (como definiram aqui genialmente) e manda embora os melhores jogadores. A torcida, uma eterna desconfiada desde aquela maldita final de Copa do Brasil em 99, acreditou, abraçou o time e fez algo que eu, em 26 anos como alvinegro, não me lembrava. Havia uma confiança, uma eletricidade no ar que não era comum. E aí? Aí a gente encontrou a dura realidade, um time abaixo da crítica que caiu na primeira fase numa das Libertadores mais fáceis das últimas décadas. O presidente não podia mais apontar o dedo para torcida. As máscaras foram caindo, a tragédia escondida pelos capos que mandam em General Severiano foi aparecendo.
Ano que vem vai ser difícil, muito difícil. E o outro também. E o outro também. O Botafogo precisa de um líder que abra o clube para o seu maior patrimônio: a torcida. Se o Botafogo somos nós, não podemos ser tratados como lixo, desrespeitados como torcedores, sendo obrigados a pagar preços de ingressos abusivos e ainda criticados pelo mandatário da vez. Nessa hora, eu me lembro de Alexandre Kalil, o homem que tirou o Atlético Mineiro do buraco. Kalil faz besteiras, deixará dívidas, mas ninguém pode questionar o quanto ele ama o clube. É passional, se equivoca diversas vezes, mas conseguiu reavivar uma comunhão entre time, clube e torcida. É isso que o Botafogo precisa.
Com Rogérios, Murilos e Mamutes o caminho só poderia ser a Série B. As eleições estão próximas e admito que não tenho muitas esperanças de mudança. Mas, como alvinegro, não vou desistir do Botafogo. Aceitar um fim melancólico, trágico seria dar uma vitória para os canalhas que jogaram o clube num lugar que não é o dele. Esse prazer eu não vou dar.
PS: O time é sofrível, depois do afastamento dos quatro é indigente, mas o Mancini erra tanto que não entendo como pode ser técnico profissional. Mesmo sendo obrigado a gerir um vestiário em frangalhos.
Saudações alvinegras.
Venceremos.

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E aí, concordam com o Leo? Eu assino embaixo.

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