Cruzeiro 2 x 1 Botafogo: Os números enganam

Em setembro do ano passado, o Botafogo enfrentou o Cruzeiro no Mineirão. Foi um jogo duríssimo, no qual o alvinegro lutava para vencer e assim encostar no líder que seria o campeão brasileiro. Não deu. Depois de um primeiro tempo bem equilibrado, no qual o time da casa só conseguiu marcar nos acréscimos, a partida se decidiu na segunda etapa: Seedorf perdeu pênalti, o Botafogo esmoreceu de vez e o time azul fez 3×0, abrindo sete pontos de vantagem.

Eu estava lá. E o placar foi bem enganoso, injusto com um time que lutou o tempo inteiro e conseguiu equilibrar as ações em boa parte do jogo.

Na tarde desse domingo, o Botafogo voltou ao Mineirão para enfrentar o líder, contudo bem longe da condição de integrante do G4, de postulante ao título. A situação agora é bem outra. É de desespero. Não há mais Seedorf, salários em dia, titulares em condição de enfrentar de igual para igual qualquer time da Série A…

E o placar do domingo apontou mais uma vitória do Cruzeiro, só que dessa vez por apenas um gol de vantagem, apesar de, novamente, o time celeste ter marcado os três gols da partida: 2×1.

Os números enganam, os números mentem, os números não espelham o que acontece no gramado. Porque o Botafogo do ano passado vendeu muito mais caro a derrota no Mineirão: em 2014, em menos de 15 minutos, com duas falhas da zaga (Rodrigo Souto, improvisado, foi um desastre), o Botafogo já estava derrotado e o Cruzeiro tirou o pé.  Mesmo assim, continuou a comandar o jogo e só não fez mais porque a trave e Jefferson impediram a goleada.

O gol contra cruzeirense, ao fim da partida, mostrou que, se o alvinegro tivesse sido um pouco mais ambicioso e tentado chegar mais próximo das traves defendidas por Fábio, poderia ter saído do Mineirão com a sensação de ter chegado próximo de um empate. Mas o time parecia conformado com o 2×0, criando muito pouco e pouco se aventurando no ataque, por causa dos desempenhos nulos de Rogério, Murilo, Jobson, Bolatti: o Botafogo, por incrível que pareça, sentiu falta do Wallyson… ou, ao menos, das tentativas de finalização do Wallyson, pois Fábio quase não foi acionado pelos atacantes alvinegros.  Cazalberto ainda se movimentou, mas pouco criou e estava solitário no papel da ligação do meio com o ataque. E Ramírez, que entrou no segundo tempo… bem, Ramírez só mostrou porque a seleção peruana não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo.

Com a zaga desfalcada e improvisada, diante do ataque mais positivo da competição, a derrota era até certo ponto previsível. E, com as falhas individuais, o jogo se definiu nos primeiros 20 minutos, com os dois gols marcados e a total incapacidade de reação alvinegra. Pra conseguir um resultado positivo em uma partida como essa, só jogando no limite – e isso não aconteceu.

Agora, no sábado à noite em Volta Redonda, o jogo contra o Atlético-PR ganha ainda mais importância. Conquistar três pontos será essencial para sobreviver. Mesmo que seja de 1×0. E caberá ao Mancini, ao longo da semana, treinar uma formação que garanta  ímpeto ofensivo desde os primeiros minutos.

Será que ele vai conseguir encontrar?

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