Coritiba 2 x 0 Botafogo: O início e o fim

No início de outubro, logo após derrota em casa para o Grêmio, Maurício Assumpção comunicou o afastamento de quatro titulares e justificou: “Nesse momento, o Botafogo está rebaixado. Era preciso tomar alguma providência”.

Pois bem: naquele momento, o Botafogo ocupava a 17a posição do campeonato e atravessaria uma fase menos arisca da tabela, com jogos em casa e confrontos diretos para escapar da degola. Depois que Maurício Assumpção tomou suas providências, aconteceu o seguinte: o Botafogo marcou quatro pontos em cinco jogos. Agora é o 19o colocado da competição. E ainda foi humilhado ao se despedir da Copa do Brasil.

Assim começou o mês de outubro, assim caminha para o fim o mês de outubro. Terrível, tenebroso, tétrico, tosco, tudo de ruim. Jefferson e Gabriel, vocês não mereciam esse time; nós também não.

Sabe aquela promessa que você estava pensando em fazer para o Botafogo não cair? Acho mais conveniente fazer uma troca e pedir para que outra graça seja alcançada: voltar para a Série A em 2016.  Será bem complicado retornar no ano seguinte ao rebaixamento.

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9 Respostas para “Coritiba 2 x 0 Botafogo: O início e o fim

  1. Lá pelos idos de março deste ano, eu escrevia que, se bobeasse, o Botafogo, com esse timeco montado com remendos, reservas e rejeitos de outros times, corria um sério risco de cair para a Série B. Agora que esse “objetivo” parece cada vez mais próximo de ser atingido, faço uma outra previsão: se algo não acontecer de muito bom e se essa base de jogadores medíocres e refugados não for substituída (o que, francamente, acho dificílimo de acontecer), a volta para a Série A no ano que vem será um parto com dor. Arrisco a dizer que esse time que está aí é, quando muito, para não cair para a Série C. Fico pensando na ironia que é o Botafogo ter esperado 18 anos para voltar à Libertadores e, quando isso acontece, montar o pior time que vi passando no clube nesses 45 anos em que o acompanho. E olhem que já testemunhei o ataque do Botafogo ser formado por Tuca, Puruca e Cremílson (os mais velhos hão de recordar). O time que caiu em 2002 é bem superior a este. Mas, enfim, a verdade é que quem pensa pequeno recolhe resultados pequenos. Quem vibra, se ilude e sonha com Carioquinhas tem mais é que acordar na Segundona mesmo.

  2. Quem desdenha o campeonato carioca talvez não lembre do que é ficar 20 anos sem conquistá-lo. Prefiro ser campeão da minha rua, do meu bairro do que fazer o papelão que foi feito na edição do carioquinha deste ano.
    A incompetente diretoria atendeu aos apelos de uma parte dos torcedores para mandar embora OdeO e Rafael Marques, nosso jogador mais regular do ano passado.
    É a vocação para o erro que impera em um clube que nunca quis angariar mais torcedores porque primam pela qualidade e não pela quantidade. E o item primeiro para prevalecer é preciso que as doações sejam generosas, algo que nunca foi feito porque os que tem dinheiro tem um escorpião no bolso ou nunca acreditaram nos dirigentes.
    Como a situação atual é calamitosa, uma vez que o elenco tem alguns atletas esforçados, porém mal treinados e pessimamente escalados, sem padrão de jogo, o que desperta a dúvida de qual treinador é pior, Eduardo Húngaro ou Vagner Mancini.
    Se isso não bastasse, estão seguindo à risca com a programação para liquidar o BOTAFOGO, certamente que “alguém” está levando vantagem com isso.
    Não sei se ainda cabe o SB

  3. Caro Marcello,

    Em 2002, tive muita raiva do rebaixamento do Botafogo. Raiva de quem o dirigia, raiva do estado em que estava, sem pagar contas nem salários, raiva de onde nos tinham colocado.
    O Botafogo era uma barcaça furada, e os ratos já o haviam abandonado todos.
    Tive também muita esperança em 2002. Os ratos não encontravam mais proveito no Botafogo, que ficaria, assim, para quem tivesse interesse e amor suficientes para recuperá-lo.
    Dia seguinte ao rebaixamento, fui voluntariamente ao comitê de campanha do Bebeto de Freitas, recolhi faixas, cartazes e adesivos e me pus a espalhá-los por onde houvesse ouvidos e olhos botafoguenses dispostos a me ouvir.
    O Bebeto venceu, evitou a barca de afundar, colocou-a de novo flutuante, e, se não a tornou um iate de 50 pés, ao menos a transformou num catamarã razoável, capaz de enfrentar as ondas mais perigosas, até ao próximo porto onde pudessem ser feitos reparos maiores.
    Aí havia esperança.
    Acreditávamos, eu acreditava, que se o Botafogo não era ainda o BOTAFOGO ao menos estava imune da volta dos ratos. Nós que passáramos os tantos apertos dos tempos duros, tínhamos vacina contra o retorno desse mal.
    Qual o que. Bebeto saiu, voltaram os ratos todinhos, ávidos como antes, cínicos como antes, oportunistas como antes. E, como antes, estão de volta os males de que nos acreditávamos curados. A recidiva é pior e mais dolorosa quando pensamos estar livres da doença.
    O time de hoje é tão ruim quanto o de 2002; os dirigentes, tão sujos e incompetentes como então, e o clube, tão mal de finanças. O problema maior é que em 2002 podia-se ver luz depois do túnel, e 2014 são as trevas depois da luz.

  4. A culpa disso é do Assumpção, claro; pule-de-dez na disputa entre os piores presidentes da história. Menos mal que a torcida reconhece isso, até aquela que vive a soldo do clube.
    Mas a culpa também é dos conselheiros, grandemente omissos, grandemente descompromissados, grandemente pusilânimes, grandemente coniventes com as coxias sujas que eles vem, como a figura dos três macacos sábios, que não veem, não escutam e não falam.
    A culpa é dos capitães donatários do Botafogo, as figuras de bastidores que, quando não exercem eles mesmos o poder, indicam quem exercerá, apontam, abençoam, ungem o grande clero do clube, com a mesma desfarçatez com que fingem nada ter a ver com a escolha, quando dá errado.
    (e a próxima eleição, coveira de esperança, terá, como sempre, ou indicados dos donatários, ou indicados de indicados; sinal de que nada mudará)
    A culpa é nossa, os sócios votantes, que não sabemos de fato escolher, mas apenas chancelar a escolha que nos impõem.

    Orgulhem-se, senhores, e tenham isso em sua conta: o Botafogo está acabando, e isso é obra nossa.

  5. Pedro,
    Comovido com teus comentários, volto ao espaco para aplaudi-lo.Mais ainda com a tua colocacao: ” A culpa eh dos capitaes donatarios do Botafogo, as figuras dos bastidores que, quando nao exercem eles mesmo o poder, indicam quem exercera, apontam, abencoam, ungem o grande clero do clube, com a mesma desfarcatez com que fingem nada a ver com a escolha quando da errado”.
    Esta eh a maior verdade de todas as verdades ja escritas neste espaco.
    Quem abencoou o dentista, hoje atira pedra e se disfarca de oposicao.
    Enquanto isso, nossa estrela vai se apagando, porque tambem concordo com o Silvio. “Com este timeco, quando muito poderemos nos salvar da serie C”.

  6. Já que não se pode trocar o presidente nem o time quase todo, que tal mudar de técnico? Por aqui, o Mancini é tido como especialista em rebaixar clubes para a segundona; Que venha o Cuca que há alguns anos salvou o fluminense da degola operando verdadeiro milagre!

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