Botafogo 0 x 1 U. Española: Os onze culpados

(Aviso: a ordem dos fatores infelizmente não altera o produto)

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1. A culpa é do juiz, que enxergou um pênalti na Avenida Julio Cesar

2. A culpa é do Henrique, que perdeu um gol na marca do pênalti

3. A culpa é da diretoria, que contratou o Henrique

4. A culpa é da diretoria, que não contratou uma sombra para o Henrique

5. A culpa é da diretoria, que não paga o salário do Henrique

6. A culpa é da torcida que ficou só se esgoelando na arquibancada, poderia ter entrado em campo para cabecear e chutar a gol

7. A culpa é do Tanque Ferreyra, que não entrou em campo para aproveitar um dos 4.237 cruzamentos na sua direção

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8. A culpa é do mosaico que, assim como o Wallyson, não entrou em campo

9. A culpa é do Lodeiro, Bolatti e Jorge Wagner, que não conseguem acertar uma finalização sem dar chance de o goleiro adversário se consagrar

10. A culpa é do Hungaro, que não soube fazer o seu time atacar com objetividade e ainda colocou o Renato nos acréscimos

11. A culpa é da diretoria, que escalou o Hungaro

Eis os meus 11 titulares na escalação dos culpados pela derrota diante de 43 mil alvinegros no Maracanã.
Fiquem à vontade para indicar o banco de reservas.

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6 Respostas para “Botafogo 0 x 1 U. Española: Os onze culpados

  1. Os culpados que não jogaram: El Tanque, Edilson e Gabriel…

  2. Jogador ruim recebendo em dia não é bom. Jogador bom não recebendo também não é legal. Agora jogador ruim não recebendo é catástrofe na certa. E não deu outra. Na verdade, não acho que devemos culpar os jogadores. Ninguém tem culpa de ser ruim de bola. Da mesma forma, não devemos por a culpa no técnico; ele não tem culpa de ser despreparado, inexperiente e de ter assumido um time profissional pela primeira vez logo em uma Libertadores. Queriam o quê ? Que ele não aceitasse ? A culpa, acho que todos sabemos, é de quem contrata esses jogadores medíocres (ou menos) e os coloca sob a administração de um técnico de juniores que está mais perdido que cachorro que caiu de mudança. Esse é certamente o pior time do Botafogo que vi desde que caímos para a Segundona em 2003. Logo no ano da volta à Libertadores. Irônico e melancólico. Não dá para contratar jogadores melhores por que falta dinheiro ? Então certamente é porque algumas (ou muitas) besteiras foram feitas lá atrás. Dizem que com a paralisação do Engenhão deixaram de entrar R$45 milhões nos cofres do clube. É ? E daí ? O Botafogo já processou alguém por isso ? É tudo muito estranho e mal explicado.

  3. Meu grupo de 22 culpados, mais os refugos do plantel, resumem-se na pessoa do odontólogo, e presidente diletante, Maurício Assumpção.

    Já vi diretores míopes no Botafogo __aliás, foi o que mais vi. Já vi diretores incompetentes e mal intencionados. Vi grandes fanfarrões ocuparem essa cadeira. Nenhum eu vi,entretanto, com tanta capacidade de mentir sorrindo, de engabelar com o gogó, de fazer fina demagogia com maléficas intenções, como o atual presidente.

    Incompetência antológica foi o modo como o time do ano passado foi desmanchado e outro, estranho, foi montado. Mas mesmo a incompetência mais escura não explica tudo: há de haver outra explicação no vulto das comissões em transações de atletas que vão e que vem.

    Algo mais que incompetência, algo mais que leviandade, parece que houve mesmo dolo de sonegação no fato de a diretoria ter saído do ato trabalhista (costurado pela primeira vez nos tempos do Bebeto) que nos garantia uma estabilidade mínima contra as penhoras.

    Descalabros desse calibre acontecem sob nossos olhos, e tem como única consequencia a palavrinha mole, medida, eminentemente política, do odontólogo Assumpção__ que não diz nada, não explica nada, não soluciona nada, mas serve de sinal, para o ouvinte cauteloso, de que algo muito pior está por vir.

    De fato, caros confrades, quem viveu as vésperas de 2002, o escurecimento progressivo da atmosfera botafoguense a partir da segunda metade da década de 90, vai perceber alguns mesmos sinais, alguns mesmos cheiros, alguns mesmos barulhos que percebíamos no logo-antes de chegarmos ao fundo do poço.
    (Aliás, muitos desses cavaleiros do apocalipse alvinegro que, durante os anos do Bebeto, viveram em ostracismo, acabaram, na gestão odontóloga, inteiramente reabilitados para a política do clube).

    O time que temos, a campanha que fazemos, o atraso dos salários, são apenas o indício mais doloroso disso tudo.

  4. Agora o Hungaro… ah, o Hungaro…

    Sofremos uma epidemia de levar gols pelo lado do Julio Cesar; uma, duas, três, várias partidas. Um erro não rematado. Um erro repetido.
    Diziam os gregos, ou os chineses, que errar é humano e repetir o erro é burrice.
    Pois aí estão os chineses, ou os gregos, com a comprovação lógica da burrice profissional do Eduardo Duda Hungaro.
    Uma burrice metódica, completa, científica; e, como a maior parte de suas congêneres, uma burrice teimosa.

    Que ele não transmite vibração aos jogadores não parece ser um critério justo para julgar nosso técnico. Que ele não muda nem maneja o esquema tático da equipe, não é critério suficiente. Que ele não tenha acertado uma sequer substituição nesses três meses nem saiba mudar a postura do time durante os jogos, isto já é um critério robusto, mas que a nossa boa vontade releva e credita à pobreza técnica do elenco.

    Agora, que ele se permita cometer o erro Julio Cesar tão renitentemente, tão impavidamente, tão sem intenção de retificá-lo, isto já é o atestado da inépcia; o comprovante da burrice; o tacape que estraçalha a nossa boa vontade.

    Isso ocorrendo mesmo ao botafoguense com mais boa vontade, mais simpatia e mais torcida para que o Hungaro dê, ou desse certo. Isso ocorrendo, a despeito da figura de fala fluente e simpática nas entrevistas, do tipo singelo-artesão-sabedor-de-todos-os-segredos-ocultos-da-arte, que o Hungaro faz de si.

    A burrice incontornável do Hungaro faz acreditar que não foi o odontólogo que o escolheu, mas, lá do céu, o San Thiago Dantas (com intenção de ajudar). Apontou o Duda e disse, sem titubear: É este! Contratem este! Este tem a vocação do erro!

  5. A pior herança da derrota de ontem é o sentimento de 43.297 enganados ao vivo e um contingente bem maior de enganados virtuais via radio, TV ou web, caso do meu filho no exterior.
    Sobre estes vai pairar a nuvem da insegurança de acompanhar e participar do enredo de mais uma farsa desta tragicomedia atual chamada jogo do Botafogo.
    Ao bater o sinal de convocação traduzido no canto da torcida:…” Hoje tem jogo, do Botafogo, o Glorioso, meu verdadeiro amor…”, todos sentiremos ainda que por um segundo, a revolta de quem viu no que se transformou este pálido pretenso espantalho de time.

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