Derrota no clássico: e daí?

Mais do que o resultado, previsível, a derrota no clássico preocupa por um único e exclusivo motivo: a queda de rendimento do time reserva, que tinha feito um bom jogo contra os grenás e nesse domingo padeceu de vários males, entre eles a acomodação, a displicência e a preguiça.

Exceção do Aírton, sempre à espreita e sempre à caça (do adversário e de um cartão) e das tentativas infrutíferas do Henrique e do Zeballos sem qualquer entrosamento, o resto do time simplesmente não estava afim de jogar. Muito menos de ganhar.

Quem tinha ido bem em outras ocasiões, em especial o Bolatti, dessa vez não fez qualquer diferença. Nem se esforçou muito para fazê-lo. Já quem costuma se esconder dessa vez bateu recorde de invisibilidade – caso do Renato. Outra grande decepção foi o Daniel, que não produziu absolutamente nada no primeiro tempo. No pouco tempo que esteve em campo, Gegê se mostrou mais útil e interessado na partida.

Mais destaques negativos? A insegurança de Dankler, em especial no primeiro tempo, o péssimo desempenho de Lucas, fazendo o Edilson garantir cada vez mais um lugar entre os titulares. E as saídas em falso do espalhafatoso Helton Leite – tenho dúvidas se ele tem cacife para ser o reserva imediato do Jefferson.  

A verdade, meus amigos, é que esse time não jogou patavinas no estadual. E agora tem de mostrar, na Libertadores, dentro e fora de casa, que pode render muito mais do que o mostrado no Carioca.

 

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5 Respostas para “Derrota no clássico: e daí?

  1. Está me parecendo que o salário atrasado está fazendo efeito no time, nestes jogos cada vez mais sem graça – e sem visibilidade – do carioquinha, já há muito tempo ex-cariocão.
    Abraço,
    Carlos L.

  2. “Tudo como dantes no quartel de Abrantes”. Frase que aprendi em 1987 quando fui morar no RJ e o Glorioso padecia do jejum quebrado 2 anos depois. Parece que voltamos no tempo. Time, dirigentes, publico, juiz, etc.
    Não tenho esperanças para a Libertadores. Apenas torcerei, como sempre.
    Mesmo sabendo que entre titulares e reservas salva- se o Jeferson e temos uma zaga (linha de 4) bem razoável. O resto, pode trocar tudo. A começar pelo “planejador”.
    Fico a me perguntar se o valor do salário deste time (bando) de hoje, mais o R. Souto e um zagueiro uruguaio que nunca jogou, não pagariam a folha que esta em atraso.???Quem sabe somados não dariam dois bons reservas e o restante seriam completados pela base.
    Se não desse, pelo menos pagariam um técnico de verdade.
    Me pergunto também quem fez o “planejamento” dos nossos rivais que tocam as mesmas competições????
    Caro Carlos L. Não há salário que faça este péssimo time jogar.
    Boa noite, se é que podemos nos despedir hoje com este cumprimento.

  3. Previsível. Esse é o adjetivo que cabe nesse momento. Achar que iremos longe, mesmo com o time titular, é ser muito ingênuo. Um time que se habitua a fazer de reservas e encostados em outros clubes soluções para as suas muitas carências não pode ter mesmo outro destino que não seja o vexame. Foi citado o exemplo do Helton Leite: o rapaz era reserva do “poderosíssimo” Criciúma. Por que diabos seria a solução para o Botafogo ? O que acho às vezes engraçado é que adoramos classificar nosso clube como gigante, vencedor, matador, etc., mas nos contentamos com tão pouco … Uma vaguinha para a Libertadores, ganha às custas de um time argentino, vale como um título mundial para a nossa torcida. Enquanto isso perdurar, faço questão de ser a exceção.

  4. O que acontece com esse time, dentro de campo, é tão misterioso quanto o que ocorre com o clube, nas coxias de General Severiano.

    Algumas atuações do Botafogo no cariocão são dignas de uma antologia das nossas maiores lambanças. A atuação da nossa diretoria, preparando o time para a Libertadores, foi das mais incongruentes e inoportunas que eu já vi.

    E como cereja do bolo do primeiro bimestre, vimos a saber que o Botafogo é o único entre os grandes a apoiar o artífice desse estadual sob todos os pontos de vista fracassado.

    Doutor Assumpção, para não ferir susceptibilidades pessoais (ou comerciais, sabe-se lá) achou melhor reiterar apoio ao Rubem Lopes.
    Tal como fez no passado, com a Rede Globo, quando os grandes clubes quiseram negociar seus direitos de TV com a Record.

    Eu não poderia dizer que o doutor Assumpção protege melhor seus interesses pessoais que os do Botafogo; mas digo que ele, se protege os do Botafogo, só consegue ver no prazo curto. Não consegue preparar o clube pra voos mais altos.

    O Botafogo tem boa tolerância a índices altos de ingerência e incompetência; essa tem sido a nossa história. Historicamente, por outro lado, é mínima a tolerância do Botafogo e dos Botafoguenses à venalidade, ao mercenarismo, à substituição da honra pelo dinheiro, à precedência de qualquer outro valor sobre a integridade e a retidão de fins e meios.

    Nossa penúria financeira tem servido de pretexto a que vendamos nossa alma ao capiroto.

  5. Sobre o jogo, uma palavrinha:

    Gege e Daniel, nossos mais proeminentes “garotos de ouro” da base (para quem acredita no engodo de que um fenômeno fênix operou-se em nossas categorias de base), parecem que jogam como quem se exibe, numa pelada, para o mulherio da plateia. Essa característica, em garotos recém começados na profissão, revela o pitoresco de um caráter tão daninho para um jovem jogador como a vassoura de bruxa num cacaueiro.

    E Zeballos mostrou que valeram, pelo menos, 50% do esforço que fizemos para contratá-lo. Mostrou também, entretanto, que não terá forças para se isentar da falta de vontade que toma conta do time, e que será contaminado se o marasmo não puder ser contido ou, ao contrário, disseminar-se.

    (esse marasmo misterioso, que chega sem anunciar-se e vai embora sem aviso, e que parece ter motivos mais compridos que a falta de salários)

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