O maior motivo de preocupação

Ando sem tempo para passar por aqui, mas apareço apenas para dizer que, mais preocupante do que cair fora antecipadamente das finais do Estadual é observar as seguidas e primárias falhas do sistema defensivo titular – tanto de posicionamento quanto de marcação.

Dória está muito afobado para dar o bote; a tranquilidade que exibiu no ano passado parece ter desaparecido.  A linha de impedimento, cada vez mais burra, e Julio Cesar e Edilson têm deixado autênticas crateras nas laterais. Para piorar, Gabriel está igualmente afoito, indo com excessiva força na marcação e correndo risco de ser surpreendido com um cartão de cor diferente do amarelo que virou rotina.

O Estadual foi importante, importantíssimo em nossa história recente, no século 21.  Conquistá-lo foi essencial quando precisamos tirar o nó da garganta do trivice, e ano passado também teve um gosto especial quando impusemos derrotas aos três rivais. Mas, em 2014, é muito mais importante concentrar forças na Libertadores, já que o time mostrou que não vai muito além dos 11 titulares e olhe lá, do que avançar para um mata-mata desgastante no Carioca.

 

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Uma resposta para “O maior motivo de preocupação

  1. Pois, Marcelo, eu também acho que encontrei um motivo de preocupação.

    Penso que todas as bisonhices pontuais que temos visto nos times do Botafogo provem de uma calha comum: a falta de motivação ___ um diagnóstico mais ou menos óbvio.

    Assim, a esquizofrenia do Botafogo-2014 não se deve tanto ao desnível entre o time considerado titular e o reserva, nem às caraminholas do técnico, ou à má qualidade dos campos, ou o que seja.

    Deve-se, sim, ao quilate das partidas e à proximidade da torcida ao quengo dos jogadores. As atuações das equipes variam conforme a importância do que se disputa (seja cariocão ou Libertadores). Isto é, o time, seja o titular ou o reserva, é capaz de apresentar-se satisfatoriamente (seja na Libertadores ou no cariocão), desde que o público o empurre, e/ou o jogo tenha relevância.

    Conhecer isso parece ser bom, pois, uma vez diagnosticada a moléstia, é mais fácil tratá-la, e nos permite saber o que esperar de cada jogo.

    Por outro lado, a falta de motivação nos jogos de menor importância traduz duas coisas, bastante graves:

    Uma, que os jogadores necessitam de estímulo adicional para bem produzir em cada jogo, sendo insuficientes para eles os motivos de vestirem a camisa do Botafogo, estarem disputando um campeonato a valer e deverem satisfação a uma torcida desconfiada. O jogo-em-si não merece que eles joguem o quanto sabem___ e esse time, limitado como é, precisa que todos joguem o que sabem, para jogar bem.

    Daí para a falta de comprometimento é menos que um passo.

    Duas, esta talvez mais preocupante, é que o técnico Hungaro não consegue (ou, para sermos benévolos, não tem conseguido) inspirar motivação nos jogadores; pois a qualidade, digamos, “motivacional” de um treinador mostra-se no momento de o time enfrentar o Audax em Bangu às quatro da tarde. Ser um motivador é uma qualidade que não pode ser subestimada num técnico, e que é inútil quando só se revela em uma partida internacional, valendo pontos e classificação, com o estádio cheio e a favor.

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