Union Española 1 x 1 Botafogo: O fim e o princípio

No começo de tudo, há a vontade de ganhar.

Sem ela, não dá para entrar em campo, não dá para viajar para fora do seu país, não dá nem para se chupar um chicabon em Santiago, se é que há picolés de chocolate na capital chilena.

E, ao contrário do jogo contra o Deportivo Quito, vontade não faltou ao Botafogo no primeiro jogo fora de casa pela fase de grupos da Libertadores. Vontade simbolizada na boa atuação de Marcelo Mattos, o mais regular em campo, na opinião deste que vos digita, coroada com o cruzamento preciso para o cabeceio do Tanque.

Mas faltou qualidade no fim da jogada, no arremate, na hora de fazer a vantagem e até mesmo ampliá-la.

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Lembro de uma jogada no segundo tempo, com a participação de quatro jogadores: Wallyson, Lodeiro, Ferreyra e Gabriel. Toques rápidos, qualidade, visão coletiva,  tudo certo, em evidência da superioridade técnica do alvinegro… até o erro na finalização do nosso volante que, de frente para o crime e sem obstáculos pois o argentino cuidara de removê-los, chutou para o alto.

Erros de finalização, portanto, têm nos custado caro em algumas partidas.

Então o que faltou para voltar dos Andes com três pontos na bagagem? Faltou mais rendimento no meio de campo, faltaram empenho do Julio Cesar e  maturidade ao Dória no lance do gol chileno, faltou objetividade ao Lodeiro,  faltou Wallyson atuar com a mesma desenvoltura que já mostrou no Maracanã, faltou poder de decisão ao Bolatti nos parcos minutos que permaneceu em campo.

Mas o que não nos faltou, de novo, foi a confiança em um goleiro capaz de executar uma defesa assombrosa sem estardalhaço, como fez Jefferson ainda no primeiro tempo, confirmando sua condição de melhor goleiro em atividade no sistema solar.

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E não faltou a vontade do limitadíssimo Ferreyra que, mesmo após perder um gol e ver o goleiro adversário evitar o balançar das redes em outra ocasião, não esmoreceu e lutou até ser recompensado.  Com as pedras arremessada nas redes sociais contra o argentino, ele vem construindo um castelo de gols. Que a vontade dele, a mesma que a nossa, prevaleça o fim.

Fotos: Lancenet!

 

 

 

 

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3 Respostas para “Union Española 1 x 1 Botafogo: O fim e o princípio

  1. Faltou a torcida, que transforma o “barro original” desse time em luz, em brilho. Até o dia 12, é bom que eles encontrem algo que acalente tanto quanto o 12º jogador, que este ano, na Libertadores, tem feito a diferença. Abraço.

  2. O Botafogo não é só um time dividido por dois adjetivos, titular e reserva; também o reserva e o titular tem múltiplas personalidades.

    O time titular da Libertadores, quando jogou em casa, exibiu qualidades insuspeitadas na equipe que jogou as três partidas no estadual. O da Libertadores é vibrante, enérgico, alegre, capaz até de algumas proezazinhas virtuoses.

    Atuando no Maracanã, os jogadores do Botafogo são como uns funcionários querendo mostrar serviço, quando visitados pelo chefe da repartição.

    Mas esse mesmo time titular da Libertadores, quando joga forasteiro, aparece apático, sem inspiração, molenga, baratinado.

    Como os mesmos funcionários longe, alheados da vigilância da chefia.

    Especialmente ontem, o desleixo foi uma praga onipresente.

    Me preocupou muito a dormência do nosso lado esquerdo de ataque, Wallyson e Júlio César, no jogo de ontem. Me preocupou a inapetência do Jorge Wagner, que até agora mostrou ser pouco mais que um bom “placekicker”. Foram em tudo o oposto do Edilson, que tem pouco mais a apresentar do que apetite, e ontem não deixou de mostrá-lo.

    Preocupou-me o descapricho do Lodeiro em quase todos os seus passes __ embora que, se errou muito, foi porque participou bastante, e não se escondeu.

    O que não me preocupou foi o Tanque, que mostrou ontem o que dele se pode esperar: bom cabeceio, presença na área, correria, raça, inteligência (a quem tem paciência de procurar), espírito de compromisso. Ele é o tipo do aperreador de zagas adversárias, coisa muito útil numa Libertadores. Os que procuram nele um Jairzinho vão se decepcionar.

    O saldo desses primeiros quatro jogos nos diz que o time vai muito irregular, conforme atue dentro ou fora de casa, e para jogar no melhor de sua capacidade necessita do aditivo de um estádio cheio e a favor. Este é, bem, um ingrediente fundamental para fazer um time campeão de Libertadores__ isto é, que saiba jogar, e cresça quando tenha as velas a favor. Mas é preciso que não oscile tanto, não tenha uma atitude tão apática, tão descolorida, tão sem compromisso, quando vá jogar longe do apoio da torcida.

  3. Amigos deste espaço. Tudo foi dito, e muito bem dito pelo Marcelo, pelo Breno e pelo Pedro. Nada mais me cabe senão reverenciar este espaço democrático e hora prazeiroso, hora depósito de ira.
    Num dos jogos atrás, um de nossos companheiros nos acusou de bipolares por acariciarmos e batermos no(S) atual(is) time(S) do nosso Fogão.
    Realmente, um time Bipolar pode transformar seus torcedores em algo igual. Doravante farei como meu filho Daniel. Me inscreverei na “Loucos” para justificar a minha bipolaridade.
    Mas, será que somos insanos? Ou reagimos de acordo com a irregularidade deste(S) time(S)? Qual deles seria o melhor? O dos dominantes 2×0 contra o San Lorenzo. Ou o dos 3×0 com chocolate contra o Flor? E, que time foi aquele que entrou em campo contra o Bangu? Era o mesmo Botafogo?
    Mr. Húngaro deve ter tido aulas com os melhores autores de novelas, porque nos apronta uma surpresa a cada jogo.
    De verdade mesmo, exercemos a bipolaridade do Branco e Preto. E amamos ambos com a mesma intensidade e paixão.
    Ebony and Ivory live together in perfect harmony slide by slide on my piano keyboard, Oh lord! Why don’t we?…….

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