A missão de Seedorf

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Seedorf chegou, Seedorf nos alegrou, Seedorf nos impressionou, Seedorf levantou uma taça, Seedorf ensinou, Seedorf falou e nos irritou, Seedorf ocasionalmente se apagou, Seedorf chorou, Seedorf nos emocionou, Seedorf vibrou com o seu último gol, Seedorf nos conduziu a uma vaga na Libertadores… e, no dia 15 de janeiro de 2014, Seedorf nos deixou.  Deixou os gramados, deixou o futebol como jogador, nos deixou a duas semanas de um jogo importantíssimo. Mas nos deixou também um legado, devidamente destacado por ele na entrevista coletiva em que comunicou a sua saída: “Meu desejo maior é que o Botafogo possa manter a auto-estima e o que a gente construiu”.

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Sim, o resgate da auto-estima alvinegra, que recebeu generoso pontapé inicial de Loco Abreu e Jefferson na final do Carioca de 2010, prosseguiu e acelerou com a passagem de Clarence Seedorf, um dos gigantes do futebol mundial, pelo Botafogo de Futebol e Regatas.

Foi bom pra ele, que vivenciou uma experiência intensa no Brasil e pôde também dar os seus primeiros passos como treinador, e foi bom pra gente, pois o time voltou a ser projetado internacionalmente e, sem a experiência de Seedorf e a regularidade de Jefferson, não teríamos voado alto em 2013, ainda que com algumas desnecessárias turbulências.

Seedorf veio, Seedorf se vai. Sua missão, mesmo não integralmente cumprida (faltou um título tão expressivo quanto a Liga dos Campeões), foi executada com profissionalismo, dedicação e brilho. Mais uma vez, o Botafogo escreve um capítulo da história do futebol mundial: o último time de Seedorf como jogador, o primeiro time de Seedorf como treinador (sorry, Oswaldo).

Seedorf ainda nos deixa, de brinde, uma ótima frase de despedida: “Meu desafio era fazer voltar a brilhar a Estrela, e ela está brilhando bem bonito”.

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Obrigado, Seedorf, por ter escolhido a Estrela.

Foi ótimo enquanto durou. Na verdade, foi mais do que isso: foi inesquecível.

Bola pra frente.

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2 Respostas para “A missão de Seedorf

  1. O Seedorf fez sucesso na chegada, durante a permanência e na saída. Assim foi em todos os clubes que passou e o barulho da imprensa europeia em sua transferência só confirma.
    Um exemplo como jogador, como ser humano. Um líder.
    Na saída destacou que fez a sua parte no retorno do Botafogo ao cenário dos grandes clubes mundiais. Mais do que nos recolocar na Libertadores após 17 anos, nos recolocou nas manchetes de todos os jornais esportivos do mundo. Gol do Seedorf, assistência do Seedorf, expulsão do Seedorf, choro do Seedorf. Tudo foi motivo de destaque para o astro que incorporou,como ícone, temporariamente a estrela solitária.
    Ajudou a formar jovens, ajudou em projetos sociais, ajudou ao seu teimoso treinador, ajudou a vender camisas e ajudou como há tempos não víamos a nos tornarmos respeitados pelos adversários mesmo antes da bola rolar.
    Teve momentos de baixa, como todo o ser humano tem.
    Mas, como negar ou questionar uma trajetória com tantas coisas boas dentro e fora dos gramados.
    Podemos lamentar a inconveniência do momento da saída. As vésperas do inicio da Libertadores, mas a oportunidade bate aa porta sem avisar e pedir ao ídolo mais este sacrifício e uma renúncia a um convite que veio na direção de seus desejos e planos, com uma antecipação de 6 meses, seria um gesto de ingratidão deste humilde torcedor alvinegro e admiradores bom futebol praticado por ídolos de verdade.
    Ídolo de verdade, eh aquele que deixa saudades. Eh aquele que deixa exemplos, e o holandês entregou tudo o que prometeu e muito mais.
    Tot kort Clarence. Dank u.

  2. Poucas palavras: recebemos um grande jogador de futebol, um homem de verdade, um exemplo a seguir pelos jovens jogadores do Botafogo e devolvemos à Europa, particularmente ao Milan um técnico iniciante na carreira, mas que tem certamente um futuro promissor.
    Obrigado ao Seedorf pelo bem que fez ao Botafogo e ao futebol brasileiro nos 18 meses em que por aqui passou – jogou, mostrou fibra, determinação, experiência e sobretudo liderança , atributos difíceis de encontrar nos chamados craques da atualidade.
    Que ele tenha sucesso como treinador de futebol e que, mesmo à distância, permaneça torcendo pelo Glorioso e pela estrela solitária, cujo brilho ele aumentou muito.
    Obrigado, Seedorf e boa sorte!

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