Botafogo 3 x 0 Criciúma: Um instante de comunhão

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A comunhão de torcida e time, mesmo que só tenha sido plena no último jogo, é a imagem mais marcante do Maracanã nesse domingo. A partir dos versos do nosso Hino, entoados com devoção e plenos pulmões pela torcida pouco antes de o Lodeiro cobrar a falta que resultou no primeiro gol alvinegro.

Botafogo, quarto colocado no Brasileirão, melhor colocação desde 1995.

Podia ter sido melhor, não fosse a brusca queda de produção no returno.

Mas, ao menos nesse domingo, a imagem que prevaleceu foi a de total interação, sintetizada no sorriso e lágrimas do Seedorf, premiado com o último gol do Botafogo. Um Botafogo que, empurrado pela torcida desde o primeiro minuto, se impôs em casa, jogando de forma vibrante e incisiva, no campo do adversário. O time e a torcida estavam mordidos: Gabriel, Dória, Julio Cesar, o oportunista Elias, todos pareciam imbuídos da necessidade de vencer – e de sufocar o adversário ao longo dos 90 minutos. E, enfim, deram a resposta.

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Temos o que comemorar nesse domingo, sim. Outros torcedores estão amargando um rebaixamento e outras frustrações. Já o amanhã ao Lanus pertence.

E ninguém me tira a certeza que o autor do cruzamento na cabeça do Seedorf no terceiro gol não foi o Julio Cesar.

Foi você, Nilton Santos.

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Obrigado por um domingo iluminado.

Obrigado por um domingo no qual o grande vencedor foi a torcida do Botafogo.

 

PS: Enfim, a diretoria acertou na forma de ocupação do Maracanã, cobrando preços acessíveis em todos os setores. E a torcida correspondeu: 38 mil, depois de duas derrotas, foi um ótimo público.

PS II: Adelante, Lanús!

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4 Respostas para “Botafogo 3 x 0 Criciúma: Um instante de comunhão

  1. Fim do Brasileirao 2013. Melhor campanha dos últimos 17 anos. Um 4o. lugar que pode ser celebrado ou chorado na quarta-feira. Um brevíssimo balanço: um técnico teimoso, porém competente dentro das evidentes limitações do elenco e da administração do clube.
    Um goleiro fantástico, talvez o melhor de todos os tempos no alvinegro.
    Uma zaga sem brilhantismo mas competente. Dois laterais acompanhando a zaga mas com menos comprometimento com as cores e a torcida.
    Um meio defensivo de muita dedicação e suor com umtoque de classe qdo entra o Renato, aí perdendo em combatividade. Um meio ofensivo dependente do fôlego e do brilho de Seedorf. Nos dias de bom astral, decisivo.
    Um ataque fraco e muito abaixo da tradição do glorioso. E um banco de muito pouco talento.
    A torcida, com raras exceções, desconfiada e pouco paciente. Me incluo.
    Que venha 2014 com ou sem Libertadores e com a volta do Engenhao.

  2. Eu gostaria, do fundo do meu coração, que a torcida do Fogão lotasse o Maracanã, ou qlqr estádio do mundo, sempre, em todo mundo.
    Mesmo sendo atletas profissionais, tanto apoio moral qto cobrança são indispensáveis sempre. Até jogos das categorias de base a torcida alvinegra deveria estar com maior “densidade demográfica”

  3. Marcelo,

    Mais Botafogo que isso é quase impossível!
    Homenagem ao nosso Ídolo Nilton Santos!
    Dia da União dos dois Botafogo e da nossa padroeira!

    Abs e Sds, Botafoguenses!!!

  4. Eu não assisti a nenhum jogo do Botafogo no campeonato, porque os meus nervos não me favorecem. Ontem, por acaso, liguei a TV e tive a felicidade de ver o 2º gol do Fogão e tive a coragem de continuar vendo no final o 3º gol desse incrível jogador Seedorf, grande dentro e fora de campo. Quem duvidar assista à sua entrevista à turma da ESPN no Bola da Vez. Senso crítico, verdadeiro, articulado, emotivo – foi o grande astro do Botafogo no Brasileiro.
    Só não consigo entender porque botaram na seleção do campeonato alguns jogadores do flamengo e esqueceram o grande Seedorf.
    Com ele, o Botafogo renasceu – ele, sim, foi o grande jogador de 2013.
    E, agora, nesta segunda-feira à noite, confesso que nunca gostei muito dos argentinos mas me confesso torcedor do Lanus desde novinho.
    Dá-lhe Lanus, que me desculpe o meu sobrinho e amigo Enilson Sales, hoje um torcedor ponte-pretano, por dois motivos: 1 – porque mora em Campinas, segundo porque a Ponte também é alvinegra. Mas ele, que aprendeu com o esse velho tio a ser botafoguense desde menino, desta vez vai torcer contra a velha macaca.
    Disso não tenho dúvida.
    E salve o Fogão, o grande clube carioca que salvou o futebol do Rio que terá dois grandes disputando um campeonato pernambucano/potiguar com Náutico, Santa Cruz, América e ABC.

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