Botafogo 0 x 1 Ponte Preta: Para reverter o declínio

Três jogos no Brasileirão, três derrotas.

Duas em casa, contra adversários mais fracos.

Mesmo no alto, o Botafogo está em queda livre.

Não apenas pelos resultados. Mas por fracassar ao tentar se impor com a determinação e técnica que marcaram o time durante quase todo o primeiro turno, e em jogos memoráveis como a vitória em cima do Corinthians.

A produção ofensiva de Seedorf, Lodeiro, Rafael Marques e Hyuri despencou. O time, antes tão consistente, agora se tornou inofensivo. Não consegue articular jogadas. Não consegue entrar na área do adversário e definir a jogada. Não consegue sequer chutar a gol.

Então, ainda mais preocupante do que as duas derrotas (salvo engano fato inédito no ano), foi o momento em que as mesmas vieram. Na reta final do Brasileirão. E da forma que vieram – com o time incapaz de reverter uma vantagem mínima.

Do show de horrores  na noite de sábado, só dá para aliviar a barra de quatro jogadores: Bolivar, Dória e Mattos (Jefferson só assistiu ao jogo). Os outros que entraram em campo, e seus medíocres substitutos, Alex e Henrique, dois homens-quase-gols (que vivem do ofício de balançar as redes e ainda estão virgens em 2013), tiveram atuações absolutamente lamentáveis.

Obrigado, Botafogo, por transformar a noite de sábado em uma manhã de segunda-feira.

Para reverter a fase de declínio e ao menos assegurar a vaga na Libertadores, vai ser necessário tomar algumas providências.

Que Gilberto volte no lugar do Edilson.

Que Julio Cesar volte no lugar do Lima.

Que Elias volte no lugar do Hyuri-Alex-Henrique.

Que Lodeiro vá reencontrar seu futebol no Uruguay.

Que Rafael Marques reencontre o futebol que mostrou em 2013.

Que Seedorf volte a ser Seedorf, nem que seja por alguns minutos.

Que a estrela volte a iluminar o Oswaldo.

Anúncios

9 Respostas para “Botafogo 0 x 1 Ponte Preta: Para reverter o declínio

  1. Parece que o Oswaldo não está mais com o elenco nas mãos. Não os motiva, não os treina para rendimento individual e coletivo. Agora é torcer para prosseguir na Copa do Brasil. No brasileiro, matematicamente ainda dá até para título, mas a queda de rendimento coletivo do meio de campo para o ataque não me parece rapidamente reversível. A menos que, jogando contra times mais qualificados, o time acorde e apareça uma melhora significativa com vitórias para dar confiança.

  2. O Botafogo sendo o mesmo dos últimos 4 anos, perdendo a força e insistindo em jogadores que: entregam o jogo ou prejudicam o time de alguma forma em lances bobos. Nos lembremos de Márcio Teodoro, Fahel, Alessandro, Emerson, entre outros. O QUE FAZ O LIMA NO BOTAFOGO ?! Por que o Osvaldo insiste em escala-lo. Se ele pode improvisar um volante na zaga, pode improvisar qualquer outro na lateral quando o Julio César nao jogar. ALEX e HENRIQUE juntos nao valem por um atacante !!! O que fazem ainda ?! Por que jogam ?!
    Vamos torcer para o Botafogo recuperar o seu bom futebol do primeiro turno e nao jogar um bom trabalho no lixo !!!

  3. Ao que parece o elenco do BOTAFOGO rende mais quando os salários atrasam. Só culpo o treinador, apenas por insistir com Henrique e Alex.
    Sassá é melhor do que ambos.
    No mais, a instituição voltou a “normalidade”, perder para times pequenos.
    Como os atletas desmiolados sempre dão sorte ao clube, digo: VOLTA JOBSON.

    SB

  4. Ainda acredito numa vaga na Libertadores e num vice campeonato.
    No título, lamentavelmente não.
    Não da pra ser campeão perdendo em casa da Ponte e do Bahia.
    Lamentável!

  5. O time desencantou, no pior sentido.

    A zaga ficou frouxa, Seedorf parece um peladeiro veterano, perna de pau posto bem intencionado, Marques e Lodeiro perderam o interesse e o compromisso, Hyuri virou abóbora.

    Eles são a face visível do desastre. Mas a face necessária do desastre é outra.

    Uma diretoria de futebol tem duas missões essenciais (todas as outras são satélites): a primeira, formar um time capaz de ganhar títulos.

    Essa depende de dinheiro. Ou de muito engenho. Ou de muita sorte.

    O Botafogo, com muito engenho ou sorte, conseguiu isso em 2013.

    Daí vem a segunda missão fundamental do cartola: manter, a todo custo, um time campeão, enquanto seja capaz de títulos.

    Nisso a diretoria afundou fragorosamente. Era a única coisa que dela dependia. Era nisso que se devia ter empenhado a todo custo, vendendo as calças, a mãe, a alma ___ dado que o Botafogo está a duas décadas sem ganhar, não digo um título expressivo, mas uma singela vaga de libertadores.

    Pois aí está. Por acreditar que dois ou três jogadores que vendessemos eram reponíveis, nosso elenco está exposto a osso. Chegou ao seu limite.

    E a direção, muito dada a maquiagem, a fala mansa, ao douramento da pílula, confronta a sua torcida com uma iminente, e enorme frustração.

    É esperar que o milagre que fez esse time se formar se renove, e permita que o desastre avizinhado se amenize. Em todo caso, já assesto os tomates e ovos para a diretoria fala-mansa, supremamente ineficaz.

  6. Acrescente mais um “que” à sua análise, Marcelo:
    – Que o pagamento dos salários dos jogadores volte a atrasar. Foi botar em dia e o time despencar. Que coisa!

  7. Marcelo,

    Desde 2007, exceção 2009, o drama se repete!
    O que acontece?
    Ontem, chegando ao Maracanã, vendo muitas crianças, pensei como os pais conseguirão manter essa paixão sem títulos! Difícil, Muito Difícil!

    Não é só cansaço! O time está estático! O Lodeiro corre o tempo todo, se desloca, pede bola e ninguém passa. Quando passa está marcado.
    Fui a todos os jogos no Rio e nesses últimos vi a mesma coisa!
    Ontem, além do Lodeiro, alguns jogadores desmarcados não recebiam bola. Hyuri foi um deles. Ninguém faz mais uma inversão de jogo. Quando fazem, telegrafam a jogada. Quando um jogador está cercado, dificilmente alguém chega para tabelar ou ajudar.

    O exemplo que o ambiente não é mais o mesmo foi a delegação voltar de BH de ônibus e apenas o Seedorf de avião. Outros tempos, mesmo não gostando da ideia, voltaria com o grupo. Repito, não pode ser só cansaço!

    Pereirão, sabe aquele sentimento de confiança no clube, time, de vender caro um empate ou derrota. De ser temido, respeitado, como nos bons e velhos tempos? Esse sentimento acabou!
    Achei que esse ano seria diferente pelo espírito apresentado até o jogo contra o Cruzeiro. Achei que com o Bolívar e o Seedorf seria diferente! Espírito de vencedor, bons jogos, aulas de futebol, boas apresentações que tínhamos no passado. Atualmente são espasmos.
    Nos últimos anos saímos dos estádios preocupados com o escárnio, chacotas dos adversários. Preocupados com o estigma de cavalo paraguaio.

    Esse ano, se os jogadores não mudarem esse rumo, será muito difícil reverter a desconfiança, descrédito da torcida!

    Ontem, pela terceira vez, a besta do monge japonês fez as mesmas substituições que não deram certo nos jogos anteriores!
    Ontem, foi a segunda derrota para times ruins e desfalcados!

    Abs e Sds, Botafoguenses!!!

  8. E tem comentarista dizendo que a torcida, por não comparecer, não tem o direito de se queixar do atual momento do time.

    Antes de tudo, tenho de dizer que não acredito em teorias conspiratórias da imprensa e dos árbitros contra o Botafogo. Não entendo quem acredita nisso, seriamente, e continua a torcer.
    ( além do quê, o Botafogo não tem hoje a relevância que teve há quarenta anos para justificar uma conspiração universal contra si).

    Dito isso, considero uma enorme cretinice um comentarista vir, a essa altura, falar da torcida do Botafogo.

    Primeiro, porque, de acordo com o parâmetro desses jornalistas, uma lotação de 2/3 num estádio com capacidade para 12 mil pessoas é um muito bom público. E uma assistência de 1/4, num estádio para 60 mil, é medíocre.

    Segundo, a maior prova de paixão e assiduidade da torcida do Botafogo é continuar torcendo para o Botafogo.

    O nosso é o único clube entre os 13 considerados grandes (ou maiores) que não foi à libertadores este século. A esse grupo de grandes juntam-se ainda coritiba, são caetano, paraná, atlético-pr, goiás, paulista, santo andré, paysandú, etc. Todos, menos o Botafogo.
    (Aliás, que outro time tido como grande tem como meta, todo ano, unicamente obter “a vaga”? e, mesmo nisso, é sempre baldado?)
    Não ganhamos títulos de expressão, não temos times de expressão, humilhações e frustrações são-nos tão incontornáveis e pontuais, ano a ano, como a rotação da Terra.

    Pois então, a prova de amor da torcida é continuar torcendo. Comparecer ao estádio é um bônus, um afago especial, que, escaldados, só entregamos se temos em campo, como uma espécie de caução, um time capaz de gerar a esperança de conquista.

    E o Botafogo de 2013, segundo parece, desonrou o compromisso, e perdeu a caução.

  9. Farei minhas as palavras de um amigo botafoguense após o final do jogo contra a Ponte Preta quando perguntei ao mesmo se o nosso time tinha desandado ao que ele respondeu: “Desandou, sim e não é a síndrome do vira lata não. O time é o vira lata em pessoa”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s