Botafogo 1 x 1 Goiás: Um time, um grupo

fogonomane

Bem, depois da frustração pelo empate, não resta muito a não ser constatar o óbvio: que temos um time em total condição de brigar de igual pra igual, e vencer, qualquer outro time do Brasileirão. Mas, quando esse time é desfalcado, aí a coisa complica e temos dificuldade mesmo nas partidas contra adversários mais fracos.

Deixamos de ganhar do Goiás já no primeiro tempo, quando simplesmente desperdiçamos 45 minutos preciosos. Com um Botafogo embolado e inofensivo, o adversário teve muito mais chances perigosas de abrir o marcador. Com Seedorf mais recuado e visivelmente com dificuldade de se movimentar, caberia a Renato fazer a articulação do meio com o ataque. E apenas Gilberto apoiava, Julio Cesar – não sei se propositalmente – pouco fez lá na frente.

Renato também pouco, ou quase nada, fez. Pelo contrário: facilmente marcado, não contribuiu ofensivamente. Sem o dinamismo de Lodeiro e Gabriel, como comentou o amigo Fábio Snoopy de Deus na saída do estádio, o time perdeu consideravelmente.

No segundo tempo, logo nos primeiros minutos, o crescimento do rendimento de Vitinho deu outro ímpeto. E, se Elias não tivesse desperdiçado chance claríssima, teríamos ampliado a vantagem e praticamente liquidado o jogo.  Aí veio o outro “se”:  se Bolivar estivesse em campo, André Bahia não precisaria ter sido tão infeliz no lance do empate dos goianos. Um gol que desmontou o Botafogo, que, falemos a verdade, escapou por pouco de ser derrotado, com o chute na trave do Walter – impressionante, aliás, como ele tem visão de jogo e precisão nas conclusões: com 10 kg a menos, poderia ser um dos grandes centroavantes em atividade no Brasil.

Um resultado sem dúvida frustrante, mas que preocupa mais por dizer muito também sobre o futuro imediato. Quando não tivermos o time titular, vai ficar bem mais difícil brigar pelo topo – e pela Copa do Brasil. Avalio que Cruzeiro, Corinthians, Inter e Grêmio têm mais elenco do que o alvinegro. É com eles que brigaremos até o fim, ao menos desse primeiro turno.

Mas com que elenco, se os reservas não dão conta da tarefa a eles atribuídas?

Na próxima quinta, contra o Inter, ao menos teremos os retornos de Bolívar e Gabriel. Vamos em frente.

PS:  Sobre o público: poderia ter sido mais gente, claro, ainda mais se as vendas tivessem se iniciado no começo da semana e não houvesse essa confusão sobre preço de meia-entrada e inteira, pois em Brasília NINGUÉM precisa pagar o valor cheio do ingresso – as carteirinhas não são cobradas nem na compra nem no estádio. E o público, mais com perfil familiar e menos torcedor apaixonado (tanto é que o “Ninguém Cala”, agora definitivamente transformada na versão alvinegra do “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”, foi a música mais cantada nas arquibancadas inferiores), não cantou tanto quanto o esperado – pessoal da Superior tentava puxar outras músicas, inclusive o Hino, mas não recebia tanto apoio. Mas o número de 23 mil pagantes, maior público do Botafogo como mandante, comprova que Brasília é efetivamente a segunda casa alvinegra. A primeira, pelo menos até o fim do ano, tem que ser o Maracanã.

 PS II: Seedorf ficou devendo ao público brasiliense uma exibição à altura do nome do estádio. Que volte em plenas condições físicas e dê uma aula de futebol para orgulhar o Mané.

PS III: Vitinho e Dória jogam muito, têm muita técnica, dá para ver que terão um grande futuro no futebol. Mas Gilberto, como apontou o Fernando Lauande pelo Twitter, foi o melhor em campo.

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6 Respostas para “Botafogo 1 x 1 Goiás: Um time, um grupo

  1. Foi lindo ver o Fogão aqui em Brasília. Tinha mais de 23 mil, com certeza.

  2. perfeitas suas observações, marcelo.
    foi frustrante, mas, estranhamente, sigo confiante toda história vitoriosa tem seus tropeços e, ontem, foi um deles.
    vamos em frente!

    satisfação te conhecer!
    abs

    • Oi Fábio, como conversamos rapidamente na saída, o problema da ligação do meio com o ataque se mostrou determinante. Sim, o sentimento foi de frustração, mas os resultados de domingo mostraram que não tem porque esmorecer – todos estão tropeçando, em casa ou fora dela. Foi um grande prazer te conhecer! Abração,

  3. Marcelo,

    Faço das palavras do Fabio as minhas!
    Quinta, gritarei por vocês!

    Abs e Sds, Botafoguenses!!!

  4. O Botafogo é um avião entrando numa área de turbulência, que vai durar até o fim de setembro. Ali é que vamos ver se temos condições de completar a viagem e fazer um pouso tranquilo. A sequência de jogos é acachapante. A meu ver, nosso sucesso depende da qualidade dos jogadores da base (desconhecidos, a maioria) que temos no banco de reservas, para repor desfalques. Há uns anos, o Botafogo depender da base era tragédia certa. Hoje, depois de Dória, Gabriel, Vitinho e Gilberto, mesmo os céticos acreditam que temos uma chance.

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