Botafogo 1 x 0 grenás: O fator Seedorf

Quem tem Seedorf tem uma estrela.

Em jogo morno, no qual os grenás até estiveram um pouco superiores no primeiro tempo, três jogadores alvinegros fizeram a diferença: Dória (que desarmou Fred e não deu chances ao incensado artilheiro), Jefferson (com duas defesas monstruosas e uma saída providencial aos pés do Sobis), e, claro, o holandês. E o Botafogo sentiu como nunca a ausência de Fellype Gabryell, ainda mais em uma tarde pouquíssimo inspirada do uruguayo Lodeiro. A ligação do meio com ataque ficou bem prejudicada, e a inoperância de Rafael Marques também contribuiu para a criação de poucas chances de gol.

Mas Seedorf, mais uma vez, foi o fator do desequilíbrio. E, dessa vez, em um clássico, com um grande chute de fora da área, um chute bem colocado que além de nos içar à liderança, mostrou porque Cavalieri não é  – nem nunca será – Jefferson.

Além do gol, Clarence Seedorf ainda mostrou em um passe perfeito para Elias (que, na conclusão, fez a bola passar rente à trave), que é sempre perigoso, mesmo quando parece fisicamente esgotado.

A liderança alcançada, graças à conclusão certeira de Seedorf, tem que servir para incentivo à diretoria para procurar um estádio mais próximo e no qual a torcida alvinegra possa apoiar o time em maior número (o Mané Garrincha continua sendo excelente opção).

E, depois de Maurício de Nassau, os pernambucanos agora podem dizer que têm outro holandês para reverenciar: CLARENCE SEEDORF.

 

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2 Respostas para “Botafogo 1 x 0 grenás: O fator Seedorf

  1. Temos visto um Botafogo comedido. Mais racional e menos afoito, ansioso.
    Assistir a jogos emocionantes, com muitos gols e lances de perigo sempre eh bom. Entretanto, começo a entender o estilo seguro e econômico dos últimos campeões brasileiros, onde a vitoria por um gol a cada jogo, ia construindo a pirâmide que os (nos) colocava (coloca) no topo.
    Chega a ser irritante ver o R. Marques cobrindo os laterais, e o Vitinho e Lodeiro fazendo o mesmo ou congestionando o meio de campo. Mas, parece que este eh o momento do futebol brasileiro.
    Neste cenário, quem tem um craque tem a diferença necessária para conseguir a vitoria.
    Se continuarmos nesta trajetória, garanto que me adapto, pois bons resultados e boa colocação são boas recompensas ao “futebol econômico”.
    Faltam os salários em dia, pois sem eles nao iremos longe e o apoio da torcida que agora tem uma boa desculpa, mas mesmo com o Engenhao, nao comparecia na proporção do esforço do time.

  2. Sinceramente, não consigo enxergar onde estaria a razão para o otimismo com esse time do Botafogo. Quem assistiu ao jogo ontem, viu claramente que o domínio foi do Fluminense (e aqui reverencio o Jefferson, o jogador que foi o real responsável pelo placar). Eles perderam várias chances. E ainda contamos com o apito amigo do juiz, que não deu um pênalti que 99% dos outros árbitros dariam. Na verdade, acho que o Botafogo está jogando no máximo para fugir do rebaixamento. Agora, falar em título, como alguns estão falando, para mim soa ridículo. Domingo vou assistir ao jogo contra o Grêmio aqui em Porto Alegre. Aí, sim, poderemos começar a separar as crianças dos adultos.

    Sílvio Porto Alegre

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