Botafogo 2 x 1 Cruzeiro: Jogo de seis pontos

Jogamos mal, mas ganhamos de um rival direto na briga pela Libertadores. É o famoso “jogo de seis pontos”. E, ainda mais importante, conseguimos a vitória em momento importante, quando o adversário já começava a despontar para a parte de cima da tabela. Não só interrompemos essa ascensão como pulamos para as primeiras posições.

Duas vitórias e um empate – fora de casa, contra o campeão paulista. Um ótimo começo de campeonato.

Não, não jogamos bem nesse sábado. A ausência do Fellype Gabriel foi crucial para que o meio de campo pouco rendesse, e Seedorf realizasse uma de suas piores partidas com a camisa alvinegra. Lodeiro, apesar da luta e dos dois gols, também pouco apareceu. E Rafael Marques correu bastante, mas só se destacou no segundo tempo.

Vitinho fez algumas boas jogadas, inclusive a que gerou o primeiro gol, e sua entrada dá ao time maior poder de fogo – ele parte pra cima, mesmo abusando do individualismo, e isso faz uma grande diferença quando um time ajusta a marcação de forma tão competente como fez o cruzeiro no primeiro tempo e no início da segunda etapa.

A verdade é que, não fossem falhas individuais de Leandro Guerreiro e Nilton, teria sido bem difícil sair com mais essa vitória do Raulino de Oliveira.

O Botafogo tem jogado com personalidade. Quando não vai na técnica, vai na raça. E isso é essencial para uma competição tão renhida como o Brasileirão. O que não dá é disputar uma partida tão importante como essa para menos de três mil pagantes.

Que o Botafogo resolva logo esse problema do Engenhão, ou alterne exibições em Volta Redonda com outras praças, como Juiz de Fora e Brasília. Ao menos dez mil pagantes, fazendo um jogo por mês, o público dessas cidades é capaz de garantir. E isso faz muita diferença – para o ânimo dos jogadores e para os cofres do clube.

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3 Respostas para “Botafogo 2 x 1 Cruzeiro: Jogo de seis pontos

  1. Prezado Marcelo,

    Parabéns pelo blog. Seu texto é de excelente qualidade. Quanto ao jogo de hoje, notei que uma vantagem do Cruzeiro foi a força física, o que o levava a ganhar várias disputas de bola. Eles tinham pelo menos cinco “cavalos” em campo (Diego Souza, Dedé, Nilton, Ancelmo e depois o Luan) e nós nenhum, apenas o André Bahia, no final. Isso dificultou muito o jogo, somada à pressão na nossa saída de bola.

    Att.,

    Rodrigo.

  2. Que o time jogou mal, todos viram. Sinto o time um pouco “frio”. De certa forma eh bom, pois controla os nervos. No entanto, a “frieza” nao pode ser confundida com falta de combatividade. Exceto o Gabriel, vejo os craques com muito “fair play”, um certo ar de superioridade. Como se a qualquer momento pudessemos definir a partida. E esta dando certo. Mas nao podemos ser dominados por um time que conta com: Nilton, L. Guerreiro, Luan e outros “refugos”.
    O Seedorf precisa recuperar a forma fisica. Esta cansando muito cedo e o F. Gabriel eh imprescindivel.
    Temos dois jogos aparentemente faceis, ou menos dificeis. Eh bom lembrar que jogaremos fora de casa.
    Forca Fogao!!!

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