Botafogo 1 x 2 Ponte Preta: O maior dos problemas

Um dos exemplos da atuação ridícula nesse domingo no Engenhão: o Botafogo deu um chute a gol no segundo tempo. Um único chute: Vitor Junior, logo no início da etapa. Aos 40 minutos, placar desfavorável, o time começou a alçar bola na área – uma delas para o Vitor Junior, 1m45cm. 

É isso o que temos por hoje, amigos.

O que temos? Uma dependência total de dois jogadores para criação e finalização de jogadas – Vitor Junior e Fellype Gabryell. Quando eles fazem uma partida ruim e/ou são bem marcados, como nesse domingo, o time some. Não cria, não finaliza, não se movimenta, torna-se presa fácil. E, lá atrás, bem lá atrás não existe esquema – só se for o de manter a média de tomar dois gols por partida.

Nunca antes na história recente desse clube estivemos tão vulneráveis defensivamente. Antonio Carlos e Fábio Ferreira tiveram uma atuação lastimável. Pelo meio, Jadson e Renato foram totalmente envolvidos. E, nas laterais, aquelas avenidas de sempre. A Ponte Preta fez o que quis – e só não fez mais gols por incompetência de seus atacantes.

Será mesmo que todos os problemas serão resolvidos com a saída do Loco Abreu?

Sim, o uruguayo não jogou nada. A lentidão o tornou presa fácil. Mas quantas chances recebeu? Quantas vezes realmente teve chance de fazer alguma coisa? Será que sua barração e dispensa, subitamente defendida de forma ardorosa por parte da torcida, vai resolver nossos problemas?

Não creio.

A verdade é que o Botafogo até ofereceu um futebol razoável no início da partida. Mas graças uma falha coletiva de marcação, 1×0 Ponte Preta, e o time desmontou. Conseguiu um pênalti, bem cobrado por Andrezinho, graças à impetuosidade de Marcio Azevedo – um dos poucos que tentou até o fim. Fora isso, nada mais.

A defesa do Botafogo é o maior dos nossos problemas. E a responsabilidade por mais esse vexame deve ser debitada à diretoria, que não consegue fazer contratações devidas, e ao técnico, que não consegue dar equilíbrio ao seu sistema defensivo – mesmo quando tem uma semana para treinar. 

Diante de tanta inconstância e tanta irregularidade, temo pela nossa saúde quando enfrentarmos Bahia, Atlético-GO ou algum clube que esteja passando por um mau momento na tabela.

E, assim, o que seria uma vitória tranquila se tornou um vexame. Alguma novidade?

Obrigado, Botafogo, por transformar mais um domingo em segunda-feira. Você está se tornando um especialista sem concorrentes nesse setor. 

PS: Jogar com o Engenhão ridiculamente vazio, sem apoio da torcida, é e sempre será o primeiro passo para o desastre. Como diz o Pereirão, “Jogar no Engenhão é jogar fora de casa”. Que diretoria é essa, tão boa de marketing, mas que não consegue convencer seus torcedores a frequentar com assiduidade o seu estádio? Será que, em vez de bonequinhos, revistinhas e balõezinhos, essa não deveria ser a prioridade a ser resolvida no relacionamento com o torcedor? 

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4 Respostas para “Botafogo 1 x 2 Ponte Preta: O maior dos problemas

  1. Marcelo,
    Engenhão ridiculamente vazio é proporcionalmente igual ao futebol e credibilidade apresentado pelo bando que entra em campo e os medíocres, incompetentes, dirgentes dos últimos anos.
    Quanto a torcida sou favorável a público zero até o medíocre “mulambo”anderson barros ser demitido! O presidentista omisso omissão prefere distribuir ingressos para os chefes das torcidas organizadas ao invés de fazer uma promoção (ingressos mais baratos) em um jogo desses.
    Sentei ao lado de um senhor, no Engenhão, que reclamava bastante e mais um a dizer que escutaria muito da mulher por ter ido ao jogo ao invés de ficar com a família. O senhor disse que mora em Rio das Ostras – Região dos Lagos – a mais de 120Km do Engenhão.
    E o medíocre do técnico culpa a torcida, estádio vazio, e a semana agitada (venda e vindas de jogadores) pelo futebol apresentado. Não será culpa do “planejumento” do presidentista e do diretor de futebol?
    Não sei se é a dor da derrota, mas acho o Renato omisso e se esconde o tempo todo. Acho que é um lento flavio melhorado. Nenhum técnico de ponta daria a braçadeira de capitão para um jogador assim.
    Herrera não é bom de bola, mas hoje senti falta do seu espírito guerreiro. O Botafogo sem ele é um bando de jogadores “inhos”, omissos e medíocres.

    Abs e Sds, Botafaguenses!!!

  2. Taticamente, falta pegada ao time. Não acho os zagueiros horríveis, acho a proteção a eles péssima. Nossos volantes marcam pouco e mal. Nossos laterais apoiam muito, naturalmente a zaga fica exposta. Precisamos de um volante porradeiro, tipo um Christian, e que os laterais guardem mais a posição. Nem acho a produção ofensiva tão ruim, mas realmente ela depende mto de VJr e FG.
    Quanto ao Engenhão vazio, é simples: ingressos a R$ 50. Com esse time, vale?

  3. Me deixa mais assustaa a incapacidade do Oswaldo, aliada à falta de peças, para mudar o time durante um jogo.
    Vejamos ontem:
    Tirou Jadson para colocar o Lucas Zen = seis por meia dúzia;
    Depois tirou o Loco Abreu para colocar o Elkeson, o que não dá nem para avaliar, já que o Loco Abreu não recebeu uma bola e, depois que ele saiu e o time começou a jogar bolas na área, o Elkeson não estava lá. Talvez estivessem procurando o gigante Vítor Jr;
    Aí saiu o Fellype Gabriel para entrar o Maicosuel. Essa foi a piada da rodada. Não que o FG estivesse jogando alguma coisa – estava um lixo – mas para entrar o Maicosuel? O fdp já não jogava nada há tempos e não ia ser agora, praticamente vendido, que ia entrar numa dividida e machucar a canela de vidro. Fica a pergunta: por que o Jeferson, que estava no banco, não entrou? Onde ele não se encaixa, no esquema ou no e$quema?

    Quais foram os jogos que perdemos? Cruzeiro, Náutico e Ponte Preta. Todos jogaram atrás e levamos SETE gols deles! Como isso é possível? Para mim, é óbvio: o sistema defensivo está errado. E parece que o foco de todos os problemas do time têm sido quem será o atacante! Isso não existe!
    E ainda tenho que ouvir o Oswaldo dizendo que “o time jogou bem, mas não teve tranquilidade” ou então troca tranquilidade por qualquer outra coisa, sorte, paciência… Cada jogo é uma desculpa.

    E enquanto perdemos pontos em casa e temos a defesa mais vazada do campeonato, a diretoria espera por Seedorf. De repente ele é a solução que precisamos: também jogará como zagueiro, atacante e lateral. Para quê reforços, então?

  4. Sobre a torcida, entendam uma coisa:
    Eles descobriram o filão de colocar a culpa da torcida, prontamente atendida por uma imprensa que nunca teve a menor boa vontade com a gente.
    Eles não querem torcedor no estádio. Imaginem se ontem, com o estádio cheio, mais gente tivesse assistido a este vexame?
    Claro, podemos analisar de outra maneira e dizer que talvez com o estádio cheio, o time tivesse mais garra. Mas sejamos sinceros: vocês realmente acreditam nisso? Depois de estádio cheio e a campanha de 2011?
    E tem como culpar uma torcida que vai gastar pelo menos uns R$80 entre ingresso, estacionamento, pedágio (no meu caso) e uma água, sem nenhuma garantia de ver uns caras não honrarem as calças que vestem?

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