Botafogo 2 x 3 Cruzeiro: O jogo das ausências

Dois jogadores fizeram falta em momentos cruciais da partida – Fellipe Gabryell e Jefferson. Dois jogadores fizeram falta dentro de campo: Maicosuel e Andrezinho. E um técnico ausente no segundo tempo, Oswaldo Oliveira, que tomou um nó tático de um técnico muito presente na segunda etapa, Celso Roth. E, a maior das ausências, a da pressão da torcida, afastada pela combinação de ingressos caros, horário esdrúxulo em um feriado (bom para a tevê, péssimo para quem vai a campo) e uma chuva forte que caiu no Rio pouco tempo antes de a bola rolar. Nessas horas em que o Engenhão vira campo neutro, me perdoem, mas dá uma saudade danada do caldeirão de Caio Martins, muito efetivo para jogos como esse em que é necessário fungar no cangote do adversário – e do próprio time – ao longo dos 90 minutos.

Em resumo, foi isso o que ocorreu: uma sequência de ausências que nos custaram três pontos fáceis. Muito mais fáceis de conquistar do que os obtidos contra o Coritiba e São Paulo.

Mesmo quando conseguiu a vantagem (graças a um gol contra, vale ressaltar), o Botafogo pecou na falta de vontade de matar o jogo, de dominar o adversário por completo – o que sobrou nos dois primeiros compromissos. Parece que a chuva esfriou os ânimos alvinegros. No primeiro tempo, vimos um time que, se conseguia repetir o padrão ofensivo graças às diversas ultrapassagens e chegada de jogadores-surpresa (Lucas, Jadson) para finalizar, estranhamente não parecia tão interessado assim em liquidar a fatura. Apenas Vitor Junior demonstrava objetividade e o Herrera, bem, o Herrera demonstrou vontade, perdeu dois gols e depois fez um – tá na média.

Era o que o Cruzeiro precisava para tentar uma reação, já iniciada nas substituições de Roth, que fizeram seu time crescer em campo e Oswaldo, apático, não reagiu.

Reação que, por ironia, só veio por causa do segundo gol – o que já estava flácido amoleceu de vez. “Parece que eles se acomodaram”, falou Montillo, com toda razão. Vitor Junior sumiu; Maicosuel, uma piada; Andrezinho, outra nulidade. Renato, errando passes de cinco metros, e muito apático para um jogador com a braçadeira de capitão. Era hora de um esporro coletivo, de redobrar as atenções – mas conseguimos vacilar até em uma reposição de bola do goleiro adversário, que resultou no lance do pênalti. Faltou liderança dentro de campo (Loco) e fora dele (reage, Oswaldo!), faltou inteligência de posiconamento e leitura de jogo (F.Gabriell) e faltaram os milagres rotineiros do Jefferson – que, convém lembrar, costuma fazer duas defesas impossíveis em momentos cruciais, e que acabam nos empurrando para a vitória.

Uma derrota, pela forma que foi construída, com três gols em 10 minutos, simplesmente vexatória. Ainda mais por expor a fragilidade do elenco, de alguns titulares em péssima fase… e da crônica dificuldade de o técnico fazer a leitura das mudanças da partida e evitar as armadilhas do adversário.

Se o Botafogo entrar com essa falta de ambição contra o Náutico, me perdoem o trocadilho: ficaremos ainda mais aflitos.

PS: Milton Raphael estava até indo bem na partida mas desmoronou depois do primeiro gol, vacilou no segundo gol e ainda cometeu pênalti. Não tem ainda cancha para encarar um jogo do Brasileirão como titular.

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3 Respostas para “Botafogo 2 x 3 Cruzeiro: O jogo das ausências

  1. sempre este time de merda entrega, porra o Renato kkkkkkk que merda errando passe de 5 metros, Milton Rafael horrivel, Brinner pessimo Maicosuel ridiculo. Desisto ah este Andrezinho é uma merda bichado

  2. Só sei que to perplexo com o que tudo que aconteceu e bota na conta da zaga e tb da tal pane em tudo e a do Oswaldo que parece que tem medo de botar a garotada(ou tem empresário por trás disso)hein!
    Sem mais!
    Abraço
    E um jogo fácil que se torna complicado!
    E você falou de Caio Martins,ê Caio Martins,como faz falta hein!Embora o tal ingresso caro,mostra que a diretoria caga e anda pro torcedor!
    Meu blog: http://igoresportes.blogspot.com.br/ e no twitter @blogdoigor05 e um perfeito post,sem mais e eu como Botafoguense não aguento mais jogos deste tipo,só não gritei o famoso PQP…pq acordaria os vizinhos facinho facinho aqui hahahahaha

  3. Marcelo,
    Como você bem escreveu, até o retranqueiro do Roth viu o jogo. O cara fez a primeira substituição no intervalo e logo após sofrer o segundo gol fez mais duas substituições. Tirou até o seu afilhado, Tinga!
    Enquanto isso o monge japonês manteve o cabeça baixa, individualista, inoperante do Maicosuel e o sem preparo do Andrezinho.
    Segunda vez que vejo o Osvaldo perder o jogo!

    Abs e Sds, Botafoguenses!!!

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