Botafogo 3 x 1 vasco: Da euforia à eficiência

O Botafogo continua sem um meio-de-campo capaz de articular durante 90 minutos (Andrezinho foi a grande decepção do lado alvinegro no clássico), o lado esquerdo continua vulnerável (Marcio Azevedo, por que será, estava presente no lance da falta e do “pênalti” inventado pelo juiz), o lado direito continua improdutivo (cadê você, Lucas?).

Mas o Botafogo tem o melhor goleiro do Brasil (não é, Mano?), tem uma zaga entrosada (e, nesse domingo, os dois deram conta direitinho do recado) e, muuuuuuito de vez em quando, um jogador em noite iluminada.

Foi o que aconteceu nesse clássico com Fellyppe Gabbryell, o artilheiro das letras dobradas. Quem, no maior devaneio, imaginaria que essa aposta do Oswaldo faria três gols em um clássico? Pois é, ele fez. E mostrou, além de categoria para finalizar quando a bola surge na frente da trave, uma sorte incrível – o terceiro gol é prova disso, só empurrou para as redes depois que a pelota sobrou livre, dentro da pequena área.

O time melhorou tanto assim para ganhar, com folgas, de um adversário forte, ainda que desfalcado? Não, infelizmente não dá para acreditar. Pois vimos alguns dos mesmos erros de sempre – e, pior, constatamos que Jobson, A Grande Esperança de Março, está completamente fora de forma, tão cedo poderá ser titular.

  Mas, ao menos, assistimos ao Elkeson participando ativamente dos três gols, algumas demonstrações de empenho e assistimos também a mais uma soberba atuação de Jefferson – a malandragem, ao apontar para Juninho o canto em que ele deveria bater (e bateu), se mostrou eficiente. Não foi muito, mas foi o suficiente para nos fazeer vencer pela primeira vez um clássico no ano.

E que a euforia momentaneamente solitária se converta, nas próximas partidas e ao longo de toda a temporada, em eficiência de quem ganha porque merece. E porque fez, ao longos dos 90 minutos, por merecer.

Heleno de Freitas, tão citado nos últimos dias por seu botafoguismo presente no filme e homenageado com um belo bandeirão no Engenhão, merece.

Nós também.

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3 Respostas para “Botafogo 3 x 1 vasco: Da euforia à eficiência

  1. Sua frase no final do jogo disse tudo,até resumi ela e de mais uma seguidora no twitter,foram as 2 frases do clássico de hj além do Fellype Gabriel fazer os gols que até teve menina babando por ele e soltando orgasmo daqueles no twitter e o Jéfferson fazendo defesa que vibrei muito.
    Agora a vitória não pode esconder tantos defeitos que ainda vamos ter que aguentar nesse 2012!#fato!
    Abraço e vida que segue e dalhe Fogão!
    Igor
    Meu blog: http://igoresportes.blogspot.com/ e no twitter @blogdoigor05

  2. Estava a um tempo sem entrar aqui e acabei lendo todos os posts anteriores para poder comentar.
    Discordo de quase tudo que foi escrito. Não vejo um time que tem nomes como Loco Abreu, Renato, Jefferson e outros como um time fraco. O Botafogo tem carências pontuais, e isso não pode ser colocado na conta do Oswaldo. Aliás, este não está no Botafogo há um ou dois anos, na verdade ele está a tão pouco tempo que não dá nem para criticá-lo excessivamente e nem para elogiá-lo.
    O Botafogo está invicto, e isso tem que ser ressaltado. Mais cedo ou mais tarde ele vai perder, pois faz parte do futebol. Só que é imediatismo demais e um mal nosso já querer crucificar o técnico por todos os males do time. Se o Botafogo tem algum mal hoje, que pra mim não é técnico mas que se refere ao plantel do Botafogo, limitadissimo quando o assunto é zagueiros e laterais, isso se deve ao responsável pelas contratações. Mas não acredito que o Oswaldo não tenha se dado conta dessas carências, ele mesmo já deu entrevistas ressaltando as necessidades do time.
    Meu sonho é o Paulo Autuori como técnico, não por achar ele melhor que o Oswaldo, mas por acreditar que hoje ele é o único técnico ao qual a torcida ainda teria alguma paciência para dar crédito e tempo para que ele trabalhe, reflexo do trabalho bem feito em 1995.
    Nossa torcida é especialista em caçar culpados pelos males do Botafogo, mas acredito que o nosso mal maior é também nosso bem maior, ou seja, aquele que deveria ser nosso maior tesouro é também aquilo que muitas vezes afunda o time: nossa própria torcida, que de tão carente, tão supersticiosa e medrosa, amando com tanta intensidade o time que às vezes esse amor se transforma em ódio, acaba, tal qual uma criança birrenta, se impacientando em demasia, criticando quando não deve criticar, perdendo a fé e a esperança cedo demais.
    Demos tempo ao tempo.

  3. O time do BFR/2012 é fraco em relação a quem?
    O técnico do BFR/2012 é fraco em relação a quem?
    A Unimed gastou mares de dinheiro. O Florminense tem uma super defesa ? Contratou o Anderson, ex-BFR, …………
    A São Paulo gastou mares de dinheiro. O São Paulo tem uma super defesa ? Contratou o João Felipe, Édson e Cortez, todos ex-BFR.

    Saudações Gloriosas!

    Cléto Martins

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