Treze 1 x 1 Botafogo: Sobre as igualdades

Dois jogos, dois gols, dois empates. Em ambos, o Botafogo marcou e cedeu a igualdade. Adversários: Bangu e Treze. Enquanto isso, os três rivais cariocas disputam a Libertadores.

Não é fácil ser botafoguense em 2012, meus amigos. Nunca foi, mas esse ano tá com pinta de ser especialmente difícil.

Como sempre, quando se inicia uma competição, a gente mergulha numa ilusão. Antes de o jogo começar, acha que o Botafogo trilhará o caminho venturoso da vitória, dará espetáculo para sua torcida, vai impor a sua superioridade, honrar a tradição gloriosa… e a realidade nos entrega um espelho para enxergamos um time muito, mas muito aquém dos nossos devaneios.

Por isso, o pior desse empate no estádio Almeidão (alô, Pereirão, ainda bem que você não foi ao jogo, o coração não iria aguentar mais esse desgosto!) não foi tomar um gol bizarro nos acréscimos. Foi saber que o placar acabou sendo justo – Jefferson fez ao menos dois milagres, um em cada tempo, antes de o Herrera abrir o placar em uma jogada dentro da área. E o time poucas vezes se mostrou tão vulnerável, especialmente pelo lado esquerdo, no qual o guarabirense Marcio Azevedo parecia mais preocupado em observar a família na arquibancada do que em marcar seu adversário.

Quase nada além disso para comentar. Insistimos com a nulidade irritante chamada Felipe Menezzzes, a dupla Lucas Zen-Renato não deu liga, porque Elkeson se mostrou mais preocupado em fazer jogadas de efeito (como mostrou o desastroso lance final da partida) do que em contribuir para o time, Jobson ainda fora de forma perdeu um gol que teria garantido a classificação. E, dessa vez, não dá nem para culpar a imobilidade do Loco Abreu – o time, sem ele, fica até mais vulnerável defensivamente, tanto que voltamos a tomar gol de escanteio.

E sem querer tumultuar até porque não tenho nenhum nome a sugerir, o time me parece mais mal treinado do que na época do Caio Junior. E as entrevistas pós-jogo do Oswaldo, muito calminhas e sem uma gota de emoção, fariam muito sucesso no plenário das Nações Unidas, mas não combinam com a paixão do futebol.

Ah, e aos botafoguenses paraibanos que foram ao estádio e deram um show de entusiasmo, considerem-se batizados. Ver seu time tomar gol nos últimos minutos, seja do River Plate ou do Treze, faz parte do ritual de batismo alvinegro .

Bem-vindos ao clube da estrela solitária e da angústia coletiva.

Anúncios

7 Respostas para “Treze 1 x 1 Botafogo: Sobre as igualdades

  1. Eu não sei mais o que dizer sobre o time que torço e tanto amo!
    Não sei mais o que dizer,to achando que eu sou o culpado de tudo,por falar tantas verdades que incomodam mtos por aí,fazer o que!
    este time dá desânimo!
    Abraço
    Igor
    meu blog: http://igoresportes.blogspot.com/ e no twitter @blogdoigor05

  2. Seremos rebaixados no Campeonato Brasileiro.
    Quem está na Libertadores, se reforçou minimamente e já tinha bons elencos.
    Quem não está, se reforçou bem para a Copa do Brasil (São Paulo, Grêmio, Palmeiras).
    Quem não se reforçou tanto, tem técnico, como o Atlético-MG.
    Sobram times que não tem 1/5 (senão nenhuma) da nossa história, como Coritiba, Náutico, Sport, Portuguesa, times que simplesmente são pedras no nosso sapato.

    2012 está sendo ruim e pode piorar. No fundo do poço tem um buraco negro doido para nos puxar.

    Um jogador do Treze disse que “não temos que respeitar ninguém”. Exato. Ninguém respeita mais o Botafogo, nem sua diretoria.

    E quarta-feira que vem, no Engenhão, quem vaiar será criticado pelos jogadores, imprensa, diretoria e pelos próprios torcedores.

  3. Meu filho foi ao Almeidão e voltou decepcionado com a postura fria a beira do gramado do nosso treinador. E, apesar dos desfalques, não estou vendo progressos e nem a implantação de um padrão de jogo. Já começo a crer que vai ser mais uma multa paga pelo BOTAFOGO. Eu já arrisco dizer que torço pela volta de CUCA, e, até mesmo, apesar da saída tumultuada de PC Gusmão, que também seria um bom nome.

    A estrela do atual elenco do BOTAFOGO é Jefferson e pronto, foi o maior achado dos últimos anos, aliás, como damos sorte com goleiro de pele escura, acho que combinam com as nossas cores. Bendito Jefferson.

    Acredito que você também torça pelo Botafogo-PB., daí a marcação forte sobre Márcio Azevedo, uma vez que o time da estrela vermelha sempre sofria quando vinha jogar em Guarabira. rsrsrs.

    San

  4. Marcelo,
    Quantos anos e vezes cedemos o empate, títulos e perdemos no último minuto? O mesmo lance, ou seja, um jogador perde a bola no meio por firula, erro de passe e proporciona o contra-ataque! A culpa é do jogador, porém mais culpados ainda são todas as comissões e os ditos dirigentes que passaram e estão no clube.
    O campeão do emparte conseguiu mais um, porém, esse pode desclassificar. A imprensa, comissão, jogadores e alguns torcedores dirão que melhoramos. Claro, empatamos com um time da série D que teve participação na A pela última vez em 1986. Com certeza melhoramos, pois empatamos no carioquinha com times da Z.
    Ainda bem que os incompetentes que estão no comando e os atuais sócios proprietários, beneméritos e grandes beneméritos não conseguem mudar a nossa história e glorioso passado.

    Abs e Sds, Botafoguenses!!!

  5. COPA DO BRASIL – PARA REFLEXÃO
    1) Em 2011, o Vasco precisou de ganhar de assalto o ABC e única pedreira que encontrou pela frente, foi o Coritiba.
    2) Em 2012, os pescadores de Tucuruí, precisaram viajar 400km até Belém para ser goleado de 0x1 pelo poderoso São Paulo. O gol do Cícero saiu após o arbitro dar impedimento num gol do independente, sendo que o atacante estava legal a 2m do zagueiro do São Paulo, revoltando até a turma da Band.
    3) Em 2012, os adestradores de jegues de Coruripe, precisaram viajar muito até Maceió para ser goleado de 0x1 pelo poderoso Palmeiras (O técnico Luiz Felipe Scolari admite ter sido pego de surpresa pela atuação regular do Coruripe-AL).
    4) Em 2012, os seguidores do Reverendo Moon, precisaram viajar 300km até Dourados para nos primeiros 45minutos jogar de igual com o Galinho do Cuca. Nos últimos 45minutos, como a turma do Moon não tinham mais pernas, entregaram o jogo 1×3.

    Cléto Martins

  6. calma, marcelo!
    está tudo dentro do planejamento.

    olha o que disse nosso treinador:

    “não faltou nada. conseguimos um bom resultado. estávamos atuando fora de casa.”
    e continuou: “não tem que ficar se cobrando.”

    é isso aí, noves fora o fato de a torcida do botafogo ter comparecido em bom número, estávamos fora de casa. e conseguimos um bom resultado. afinal, jogamos contra o barcelona, em pleno camp nou.
    não faltou nadica de nada.
    se cobrar pra quê?
    cobrança não é sinônimo de clube grande, algo que o botafogo não é.

    está tudo certo.

  7. Reflexão II – Parte de parágrafo de texto do A. Dalpieve, já transcrito neste blog.
    (Um amigo meu, rubro-negro, nunca entendeu por que nós botafoguenses temos o hábito de nos besuntarmos com nossas fezes e vagarmos pelas ruas ganindo “ah, o Botafogo, ah, o Botafogo…”. Acha que assim jogamos o time para baixo. Ele não compreende que somos alvinegros nas vitórias e nas derrotas. Todas fazem parte da nossa história e da de mais ninguém. É como o sujeito que senta no bar e enumera as ocasiões em que aquela gostosa desalmada o traiu. A dor faz parte de qualquer paixão).
    ________________________

    Saudações Alvinegras!

    Cléto Martins

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s