Botafogo 1 x 1 grenás: Não estamos prontos

Não há muito o que falar, pois todo mundo deve ter visto o que eu vi – com exceção do Oswaldo de Oliveira, que viu o Botafogo “comandar o jogo”: não estamos prontos para a temporada 2012.

As limitações do elenco e da visão do treinador ficaram evidentes nessa semifinal da Taça Guanabara.

E olha que, graças às mãos de Jefferson (defesa miraculosa em cabeceio de Thiago Neves, mais a defesa da cobrança do pênalti de Jean), a sorte sorriu duas vezes para o Botafogo e tentou colocá-lo na final do primeiro turno do Carioca. Achamos um gol, depois de ser pressionado durante quase toda a etapa  e tivemos a vantagem nos penais. Mas, como sorte não é algo que combine muito com a nossa história, nós a jogamos fora.

O que gostei: a segurança da zaga, em especial do Antonio Carlos, que ganhou quase todas – na única cabeceada de perigo do Fred, quem estava na marcação era Marcelo Mattos. De alguns momentos do Elkeson. E do Renato e do Jefferson.

O que me assustou: a desorganização do time no primeiro tempo, a passividade de OdeO diante da pressão que tomamos na segunda etapa, e sua postura previsível e tacanha ao colocar Lucas Zen para segurar o resultado… e tomar o gol de empate alguns minutos depois.

É óbvio que o Loco Abreu não está bem, e isso é desde o fim do ano passado. Mas não pode cair apenas nas costas da penalidade desperdiçada pelo uruguayo a responsabilidade pela eliminação. A falta de mobilidade dele ao longo da partida foi mais danosa do que o pênalti. Se há um grande culpado, ele se chama Oswaldo de Oliveira: nessa quinta-feira, não fez o time render em nenhum momento – e, mesmo assim, acha que o Botafogo “fez um grande jogo e um bom primeiro turno – só não conseguiu ganhar de fla e flu”. Sério, Oswaldo?

A má atuação do time, prejudicado por um Andrezinho abaixo do esperado (provavelmente por ainda se recuperar de lesão) e uma formação ofensiva que se mostrou  inofensiva, foi pra lá de preocupante.

Só reforçou a impressão inicial: ainda não temos elenco nem padrão de jogo para disputar a temporada 2012.

Espero que tenhamos treinador.

Mas, pelo que vi nessa semifinal, esse 23 de fevereiro me pareceu o primeiro dia do resto da vida de Oswaldo de Oliveira como treinador do Botafogo.

Ah, e o Marcio Azevedo tá com toda pinta de ser o Alessandro 2012: muito esforço e lambanças nos momentos decisivos.

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6 Respostas para “Botafogo 1 x 1 grenás: Não estamos prontos

  1. Marcelo,

    Mais do mesmo!
    Espero e ficarei na torcida para que esse ano não seja mais um ano de esperanças e ilusões perdidas!

    Abs e Sds, Botafoguenses!!!

  2. Enquanto os treinadores, pressionados pela torcida, pelos empresários e pelos dirigentes, ficarem à mercê de LA, o Botafogo não vai a lugar algum. Hoje e a muito tempo que a bola não para no ataque porque o cara não tem mais a mobilidade, se é que teve em alguma fase da sua carreira. Então, a defesa e o meio da campo ficam sobrecarregados. Se pinta um contra ataque ou um cabeceio e é gol, maravilha, do contrário é sufoco sempre.

    O time de hoje era o que enfrentou o Macaé, e, aí bate a dúvida, o cara não jogou porque estava com estiramento, ou não quis ir para não jogar em campo de interior, ou estava se poupando para o papelão de hoje?

    Sinto sintomas romariano.

  3. excelente análise, marcelo!
    aliás, como sempre.
    na boa, eu mereço um técnico que fale a verdade e a verdade é isso aí que vc escreveu, não os devaneios ditos por esse senhor na coletiva, de que está vendo evolução, que o campeão da série c de 99 só contra-atacou e que só não vencemos o lixo e o campeão da série c de 99 (só? e o nova iguaçu e o madureira?)….
    desculpem-me os professores de arquibancada mas minha corneta já está ligada.

    abraço

  4. Marcelo,
    Parabens pela análise fria do jogo e do atual momento do nosso alvinegro.
    Acho que em alguns momentos os treinadores assumem uma posição de contemporizadores para não se transformarem em estopim de crise. E crise é o que não precisamos.
    Acho que o nosso time alternou altos e baixos num campeonato de baixo nivel, e que poderíamos ter ganho o jogo e assim estaríamos na final, mas sem duvida sem merecimento. Não pelo apresentado no turno, ja que na minha modesta analise fomos melhores que todos, menos o Vasco. Mas pelo nao mereciamos ganhar o jogo de ontem. Um primeiro tempo equilibrado, mas com chances muito mais claras do adversario, e um segundo tempo de total passividade diante do volume tricolor.
    Ficamos onde deveríamos ficar.
    Para o segundo turno teremos: A pressão de não estarmos ainda na final,
    o nervosismo habitual pois parece que nossa “psicologa” Dra. Maira não consegue resolver isto. A limitação do elenco que é evidente. Mas sobretudo a nossa incapacidade de transformarmos vantagens ( falta de foco dos adversários, homem a mais eventualmente em campo, etc) em resultados positivos.
    Alguem precisa tratar do amarelão do nosso time que alguns insistem em chamar de falta de sorte.
    Imaginem se a jogada do David tivesse como protagonista o Loco?????
    Onde estaríamos agora?
    Saudações alvinegras!

  5. Caro alvinegros, boa noite.
    Desde 2010 questiono nos estádios a qualidade de um jogador medíocre como LA, mas o que muito me preocupa é a postura de DONO DO CLUBE.
    Há mais de trinta anos vou a quase todos os jogos do nosso GLORIOSO BOTAFOGO, e poucas vezes vi um jogador limitado como LA ser idolatrado, o que aconteceu com nossa imensa torcida? Será que é preciso conhecer muito de futebol para constatar que Herrera e LC são horrorosos? Não sou ingrato, reconheço o esforço desses atletas no título de 2010, que como todo título do BOTAFOGO dou muita importância, mas chega. Precisasmos de lideranças positivas e um ataque rápido e de qualidade, se Herrera e LA tivessem cedidos suas vagas no 2º turno do Brasileiro, com certeza teríamos disputado o título.
    Desculpe o desabafo.
    Grande abraço.

  6. Assistindo ao jogo através da tv e comentando no Twitter escrevi em certo momento que era assustador os flores acertando os cruzamentos e perdendo gols enquanto nós errávamos passes e cruzamentos. Também que não entendia a tática de “linha de impedimento” implantada ao final do jogo e ganhávamos de 1 a 0. Chegando aos pênaltis peguei minha garrafa de cerveja, meu copo e fui para a cozinha deixando na sala o seguinte comentário: “De pertinho estávamos errando passes imagina com a longa distância da marca do pênalti !!!”
    Abraços,
    Luis Celso

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