A encruzilhada

Pois bem, meus amigos, como diria o grande Elvis Presley, It´s now or never.

A eliminação da Sul-Americana, que conseguiu irritar até o calejado Pereirão, tem que ficar para trás. As próximas três partidas – todas no Engenhão – serão fundamentais para determinar se o Botafogo merece, ou não, disputar a Libertadores do ano que vem.

Sobre o primeiro adversário, convém alertar que o Cruzeiro chegará ao Rio com uma injeção de ânimo. A vitória em cima do Atlético-GO (time que enfrentamos duas vezes e não conseguimos vencer, vale lembrar) encheu os smurfs de esperança – treino aberto, realizado nessa quarta-feira na Toca da Raposa, levou mais de mil torcedores para apoiar o time. E o Montillo já respira aliviado: o filho dele, que estava em UTI, se recuperou e voltou para casa.

Não vai ser fácil esse jogo de sábado. Como, obviamente, não serão os compromissos diante do vasco e do Figueirense, ambos igualmente embaladíssimos.

Então, vamos ver qual é o time que enfrentará o Cruzeiro: aquele que sabe se impor dentro de casa, como fez contra o Ceará, ou aquele que dá mole e recua até permitir o empate, como contra o São Paulo?

E qual será o Caio Junior que treinará o Botafogo nesses três jogos? O iluminado que nos fez vencer o Corinthians no Pacaembu ou o inconstante, que chegou a barrar o Elkeson para promover o Felipe Menezzzes à condição de titular?

Sinceramente? Não sei. A zaga, que era bem segura, agora vaza água por todos os lados – Fábio Ferreira não transmite mais confiança. Cortez, exceção do 2o tempo contra o Avaí, não acerta nada desde que voltou da Seleção, por aí vai.

Por outro lado, a surpreendente partida do Elkeson contra o Santa Fé, o espírito vencedor do Loco e a volta do Renato são três fatores  que me motivariam a ir ao Engenhão, se estivesse no Rio. Sem contar, claro, a condição na tabela: terceira colocação, mesmo com as duas derrapadas consecutivas.

Eis, portanto, a encruzilhada que o Botafogo enfrentará a partir desse sábado.

Boa sorte para todos nós.

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Uma resposta para “A encruzilhada

  1. às vezes , é bom usar comparações: caio jr. é um barrichello. às vezes chega a ser arrojado, como fez contra o corinthians, mas não tem fogo nos olhos. se acovarda com qualquer pressão e isso se reflete no time. depois do fiasco da sul-americana, mem pergunto: o que essa baba quer fazer na libertadores? levar de 6, 7, 8? sim, eu sei que trabalhar com “jogadores de empresários” é complicado, que são sangue de barata. mas a diretoria, os “gestores”, deveriam sair da inércia (ou até mesmo pedir o chapéu). a cada lambança o Botafogo perde torcedores, perde “patrimônio”. meu filho, no último jogo, reagiu: “pai, muda de canal, esse não é o Botafogo”. ele tem apenas 14 anos, nunca viu Garrinha, Nilton Santos, Didi, Mendonça, Nilson Dias…
    Precisamos refundar o Botafogo!

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