Botafogo 1 x 1 Santa Fé: Santa paciência

Foi brilhante a estratégia do Caio Junior de escalar um time quase inteiramente de reservas para o confronto contra o colombiano Santa Fé, no Engenhão.

Com essa manobra simples, ele conseguiu mostrar à torcida e à diretoria que o Botafogo não tem elenco para disputar duas competições ao mesmo tempo. E nem banco de reservas à altura para disputar título na principal delas, o Brasileirão.

Agora, sem ironia. Aconteceu o que se esperava. De quem não se esperava nada é que não veio coisa nenhuma. Nenhum time passa ileso quando tem, ao mesmo tempo,  Márcio Azevedo (rezem  toda noite para Deus proteger as canelas do Cortez), Alessandro, Somália e Felipe Menezzes. Os quatro, claro, foram os piores em campo, mais o juizão chileno. Com quatro a menos, além de bons jogadores em péssima noite (caso de Lucas Zen e Alex) e outros muito apagados (Loco Abreu não acertou nada que tentou), não dava para vencer nem mesmo o Santa Fé, uma espécie de Bangu da Colômbia. Resultado: vaias, vaias e mais vaias. Um primeiro tempo desastroso, de um time além de tudo desentrosado, resultado de uma estratégia errada – tivesse o nobre treinador entrado com mais dois ou três titulares, tinha ganho o jogo, e com facilidade.

No segundo tempo, com as entradas de Elkeson e de Caio, o time melhorou um pouco  – não à-toa, o gol de empate nasceu de um belo passe do primeiro para uma conclusão perfeita do Talismã Ressuscitado. Mas não o suficiente para arrancar uma vantagem para o segundo jogo.

“A torcida tem que dar graças a Deus de o Botafogo estar disputando o título e uma vaga da Libertadores e não zona de rebaixamento, ao contrário de outros grandes times”, declarou o Caio Junior. Discordo completamente. Mas concordo quando ele disse também que “quem tudo quer, nada consegue” ou algo parecido.

Com esse elenco limitadíssimo, e esse resultado ruim em casa, o mais prudente a partir de agora é realmente priorizar o Brasileirão pois só temos onze titulares – e nada mais.

Não se iludam: com as ausências por conta das convocações e outras por suspensões ou contusões, vai ser duríssima a batalha para permanecer na zona de classificação da Libertadores.

Em tempo: o jogo chocho dessa quinta-feira mostrou ao menos  que Caio merece uma vaga no banco de reservas. E, mesmo com todas as firulas e cai-cai, sou mais o Thiago Galhardo do que o Felipe Menezzes.

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5 Respostas para “Botafogo 1 x 1 Santa Fé: Santa paciência

  1. A diretoria não pode renovar o contrato de Alessandro, findo o contrato o jeito é criar uma função na comissão técnica. Márcio Azevedo fica preso na beira do gramado, não cria espaço no ataque, fica todo enrolado na defesa e ainda sofre com a pressão da torcida, que por extensão não perdoam a
    mancada policial de Somália. E o pior de tudo é CJr querer a todo custo provar que FM é útil para o time, boicotando CAIO, (talvez não goste do próprio nome), não o escalando nem no banco.

    Loco Abreu é um capítulo à parte, não se discute a sua liderança dentro do campo, que é hábil em dar entrevistas, mas, em termos de jogar futebol, é um perfeito perna de pau, mesmo assim tem gente que tem verdadeira veneração por ele. Só me agradou quando atuou no meio de campo, protegendo e distribuindo a bola de primeira, ou para inteceptar a jogada de escanteio do adversário, e só.

    Se o Independente de Santa Fé fosse bom, no primeiro tempo, o FOGÃO teria levado uma enfiada de gols, mas, talvez com os ditos titulares, dê para reverter o quadro na Colômbia.

    Domingo não levo muita fé contra o Atlético-GO, seu treinador H. Anjos é experiente e vai dar um nó em CJr, um empate dependendo de outros resultados estará de bom tamanho.

    SB

  2. que declaraçao cretina a desse treinadorzinho covarde!

  3. Acho que temos elenco mas não time. Graças ao técnico. O CJ quer a vaga na Libertadores. Pelo G4. Só. O medo é tanto que o impede de ver partidas ganhas somente com a continuidade da tática ofensiva (o time tem vocação ofensiva pela qualidade de seus jogadores). É medo de segundo cartão amarelo (e substitui mal); é medo de manter a ofensividade no segundo tempo em casa (e substitui mal); é medo de entrar ofensivo nos jogos fora de casa (e passa o medo de atacar para o time). É preciso que a diretoria dê uma dura em nosso medroso e “motivador” técnico para que possamos almejar algum título este ano – que está a nosso alcance!

    O cara demorou, mas deu algum padrão de jogo ao time. Mas tem medo de vencer. Vá entender.

    Abraço,

    Carlos L.

  4. Nenhum clube brasileiro tem o histórico de vitórias tão espetaculares como o Fluminense! Nenhum!!! É Tetra! Vocês sabem disso, cachorrada!!!
    Acabou o campeonato. Ganhar do Santos no último minuto é pra embalar. Vencer a mulambada e correr pro abraço. Melhor voces ficarem na sulamericana. O titulo já era. As outras vagas são: Sao Paulo e Corinthians. Acabou o campeonato. SIMPLESMENTE
    F L U M I N E N S E
    …PRECISA DIZER MAIS, pARETU???

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