Coritiba 5 x 0 Botafogo: Um duro recado

A goleada desastrosa desse domingo tem efeito colateral, que pode até ser benéfico: acabou a lua-de-mel com a mídia, terminou o oba-oba de uma parte da torcida (nada mais perigoso do que botafoguense eufórico) e vão sumir os jornalistas que chegaram a chamar o Botafogo de “time encantado”.  Ou seja: começou o campeonato como ele é, com jogos duros fora de casa, erros de arbitragem, times bem armados, etc.

Mas, para encarar a reta final da competição e assegurar uma vaga na Libertadores, é preciso mais do que sonho e futbeol vistoso: é preciso ter gana de ganhar. E demonstrar capacidade de reação, diante de toda e qualquer adversidade. Nem que o resultado não venha, mas que o time demonstre espírito realmente competitivo. E foi isso o que faltou ao longo de todo o segundo tempo da partida disputada no Couto Pereira.

Não vou nos martirizar e repetir que a dupla Fabio Ferreira e Gustavo teve uma atuação indigna da camisa do Botafogo, especialmente o primeiro. Que Antonio Carlos volte para o clássico. Nem vou repetir aqui que o Loco Abreu não pode perder dois gols como perdeu quando a partida ainda estava parelha – ele é pago, e muito bem pago, para meter bolas nas redes, não para dar passe de trivela.

Só quero dizer que o desastre foi completo: ninguém esteve bem, exceção do Jefferson na primeira etapa. Lucas e Herrera praticamente não entraram em campo. E, em termos técnicos, os piores foram Fabio Ferreira e Abreu – se bem que o Felipe Menezes, molenga, conseguiu entregar um gol graças a um passe típico de quem não leva a profissão com seriedade. Inacreditável que ele tenha muito mais chances do que o Tiago Galhardo, por exemplo. Pior: Elkeson ainda fez a besteira de tomar um cartão bobo, que o tirou do clássico do próximo domingo. E o Renato chegou a perder a calma, revidando uma botinada recebida. Isso, sim, foi preocupante.

A goleada dói e irrita, mas a rodada não foi tão ruim em termos de resultados – e ainda temos um jogo a menos, não convém esquecer.

Se seremos ou não apenas uma nuvem passageira que encantou e depois se dissipou, só os jogadores e o treinador é que poderão responder.

O campeonato se aproxima do seu instante decisivo. Em jogo, uma vaga na Libertadores e até mesmo a possibilidade de um título.

Não é hora de trivela, nem de oba-oba, muito menos de elogiar o bonito futebol das duas equipes, como fez Caio Júnior ainda no intervalo, quando já era evidente a superioridade do adversário e o placar estava 1×0.

É hora de trabalhar forte.

O recado, duríssimo, foi entregue ao time e à comissão técnica do Botafogo nesse domingo.

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8 Respostas para “Coritiba 5 x 0 Botafogo: Um duro recado

  1. Quando o Coritiba fez o primeiro, eu já estava torcendo para o time levar um milagroso empate para o intervalo. Não deu. Antes do quarto gol, eu já estava torcendo para o time ao menos beliscar um gol e devolver o placar do turno, 3 a 1. Não deu. Espero ao menos que o pau tenha comido no vestiário e que ninguém venha a público botar a culpa no juizinho caseiro. O time perdeu simplesmente porque não entrou em campo. E este é o campeonato real, como você bem lembrou. Nele o Botafogo precisa melhorar e muito o seu rendimento fora de casa.

  2. Teu comentário foi perfeito, definiu tudo que foi o desastre de hoje, e serve como parâmetro para alertar que trata-se de um time doméstico. Também serve para CJr perder o apego a Felipe Menezes e trocá-lo no banco por Caio.

    Quanto aos hermanos, mereceram sair no primeiro tempo, assim como Cortês, que jogou receoso de ficar contundido e não integrar a seleção da CBF.

    Era jogo para adiantar Renato pondo Lucas Zen de volante, tendo em vista que a jogada mais bonita foi feita pelo camisa 8, ainda no primeiro tempo.

    Os resultados até agora, faltando terminar os jogos de S.Paulo e Flamengo, vamos manter o 4º lugar.

    Na matéria onde me referi a Ferreti, a título de ilustração, a matéria dos 40 gols salvadores em 15 meses, foi na revista Placar de nº 0189, de 26 de outubro de 1973.

    SB

  3. Um resultado para esquecer, mas uma partida para lembrar que não se ganha nada sem esforço. Parece que todos resolveram acreditar que o time estava jogando muito, que era candidato forte ao título e preferiram ver o Coritiba jogar, inclusive o técnico, que só resolveu tentar mudar alguma coisa com quase 30 minutos do segundo tempo…

  4. Análise irretocavel.
    Me surpreendeu (pra quem viu o jogo na sportv) o Caio falando para o auxiliar tecnico ainda 0 X 0: “… Não sei o que fazer…” Voces viram?
    E. Sales

  5. Marcelo,
    Não posso falar sobre a partida pois não vi, mas não consigo entender isso. Os nossos jogadores, comissão técnica e dirigentes não conseguem manter uma marcha. Sai e entra ano e as coisas se repetem.
    Espero que essa goleada sirva para algo. Que os profissionais entendam que sem esforço, vontade e muito suor não se ganha nada.
    Que o Caio Jr., chame a responsabilidade de todos e fale com o Elkeson sobre os cartões bobos que vem conseguindo. Se multaram o MA por uma atitude, deveriam chamar a atenção de todos para isso e avisar que na próxima tem punição.

    Abs e Sds, Botafoguenses!!!

  6. Isso está me cheirando a 2007. Éramos o carrossel holandês e acabamos como o grande cavalo paraguaio …

  7. Concordo inteiramente.

    Já vi Elkeson, Maicosuel, Antonio Carlos, Fábio Ferreria, Cortês, etc fazendo firulas neste Brasileirão. Mas foi surrealista ver o El Loco de salto alto.

    Saudações botafoguenses!

  8. Caro Marcelo! Um duro recado, sim.
    Qualquer um dos 19 podem ser derrotado no Couto Pereira?
    Sim. Mas não daquele jeito.
    Ontem, 11/set/2011, foi dia impar p/ nosso BFR. Para buscar um lado positivo, foi que não houve nenhuma contusão em nosso elenco.
    O time entrou em campo, com disposição tática, mas com uma apatia absurda e generalizada. Talvez o vôo até Curitida tenha sido influenciado pelo fantasma Bin.
    Ontem, o time do seu xará, ex-jogador do BFR, acertou tudo o que tentou, e o time do Caio Jr errou tudo.
    No 2º gol do Coritiba, o Jefferson errou o tempo de bola, achou que chegaria antes, e não teve freio suficiente p/ toda sua massa.
    O Loco não foi matador e tirou o pé, quando o lance necessitava de uma esticada de perna. Por outro lado, um estiramento poderia tirá-lo do campeonato.
    A dupla de zaga do BFR foi aterrorizada pela dupla de anões, Rafinha e M.Aurélio.
    Enfim, esta tarde de 11/set/2011 não deve ser esquecida, mas sim, administrada positivamente, p/ que possamos retornar os trilhos rumo a conquista do título/2011.
    Saudações Gloriosas!
    Cléto Martins.

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