Botafogo 3 x 1 Palmeiras: A hora do aplauso

Ainda no primeiro tempo, quando o Botafogo já tinha feito dois gols e dominava amplamente a partida, deu para ouvir aplausos consecutivos no Engenhão.

Mas as manifestações positivas não foram para uma jogada de efeito ou para um chute perigoso.

A torcida do Botafogo aplaudia as jogadas do time do Botafogo: inversões de um lado para o outro, passes precisos, toque de bola. Todos os sinais da imensa superioridade alvinegra estavam sendo reconhecidos naquele momento.

Aí eu relaciono esse fato com a entrevista pós-jogo do Caio Junior, no qual ele foi perguntado sobre a mudança do comportamento da torcida, que vaiava os times no início do campeonato: “É normal. A torcida quer ver o time agressivo, mandando no jogo, mas com padrão tático definido. E acho que agora ela está reconhecendo isso”.

Ele tem razão. O aplauso vem, no estádio ou em casa, porque é gritante a diferença do Botafogo de hoje para o de ontem/anteontem. Agora temos um time bem treinado, que sabe o que quer e sabe o que fazer para chegar à vitória. E mais: deixa claro que, dentro de casa, é ele quem vai ditar o ritmo do jogo e partir para cima. Cabe ao adversário tentar se defender.

Foi o que fizemos em boa parte do clássico de sábado e foi o que fizemos durante os 93 minutos de jogo na noite dessa quarta-feira no Engenhão. O Palmeiras, time limitadíssimo tecnicamente sem Valdivia e Kleber, simplesmente não viu a cor da bola – Jefferson não fez sequer uma defesa. Tudo porque, bem no estilo Felipão, os verdinhos vieram para atuar retrancados e beliscar alguma coisa no contra-ataque. Mas esse plano tacanho foi destruído com os dois gols que fizemos antes dos 30minutos. E, surpresa!, não havia plano B para o adversário – a não ser tentar cavar umas faltinhas para  o Marcos Assunção.

Para garantir essa superioridade e o apequenamento do adversário, foi fundamental a participação da dupla Marcelo Mattos – Renato. Este último, de novo, foi um dos 3 melhores em campo; impressiona o seu senso de colocação. Parece que ele sabe exatamente o que fazer para desarmar o oponente sem apelar para botinada. Isso facilita sobremaneira o trabalho da zaga (boa partida do Gustavo, premiado com um gol de cabeça de oportunismo a la Antônio Carlos) e dá maior liberdade para os apoios dos alas – o segundo gol nasceu de uma jogada sensacional do Lucas, que só foi parada com falta, e na cobrança veio o gol do Gustavo. Sem contar que foi da chuteira do Renato que saiu a cobrança perfeita de escanteio, na cabeça do Herrera, que inaugurou o placar.

No segundo tempo, um tanto morno pois o time continuou marcando em cima o adversário, a grande notícia foi a reabilitação do Maicosuel. Ele, que já tinha feito um ótimo primeiro tempo, precisava fazer um gol ao seu estilo: arranque, velocidade, ímpeto e capacidade de definição. E conseguiu, graças a uma enfiada de bola precisa do Elkeson. Gol do descarrego, gol de quem está novamente enxergando a luz que o faz brilhar.

E assim terminou. Assim como a goleada em cima do Vasco, em nenhum momento o Botafogo correu perigo. Foi absoluto – e em cima de um rival direto na briga por uma vaga na Libertadores; ou seja, foi uma vitória de seis pontos.

Uma vitória categórica, com placar elástico, diante da sua torcida. Não havia maneira melhor de começar o returno.

PS: Excelente a ideia de colocar na camisa de todos os jogadores o nome do Ricardo Gomes. Coincidência ou não, os três times que fizeram essa homenagem – Corinthians, Vasco e Botafogo – ganharam as partidas. Como disse o Caio Júnior, “coisas boas atraem coisas boas”.

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9 Respostas para “Botafogo 3 x 1 Palmeiras: A hora do aplauso

  1. QUARTA DE OURO!
    O Botafogo, absoluto diante de sua torcida.
    O Peixe, tirando pontos dos Colorados.
    O Avaí derruba o Urubu, c/ 03 raquetadas.
    No jogo do arco Iris, deu florminense.

    Saudações Gloriosas!
    Cléto Martins

  2. Sensacional também o Loco Abreu jogando no MEIO CAMPO no primeiro tempo. O cara arrebentou com passes de prima. Chamá-lo de “caneludo” é desconhecer futebol.
    Agora temos uma semana para repor a parte física e cair matando no Ceará na próxima quarta.

  3. Marcelo,
    Estava lá e realmente é o que você comentou! A cada invertida de bola, lançamento, passe certo, esforço para chegar ou pegar uma bola perdida é uma vibração e festa.
    O time conquistou e conquista a torcida, nos faz acreditar e esperar dias melhores.
    Renato um monstro, parece que jogar futebol é a coisa mais fácil e simples do mundo. Marcelo Mattos idem. Herrera com a garra e determinação de sempre. Maicosuel voltou. Loco com passes e lançamentos excelentes e um visão do jogo fora de série. PelÉlkeson joga fácil. Lucas demonstra como deve ser um lateral direito.
    Acho que é cedo, mas se não tiver “redegrobo”, cbf, “anafes” e outros, teremos um final de campeonato maravilhoso e comemoraremos muito.

    O Engenhão está cada vez mais vermelho! Entradas, bilheterias e dentro do estádio cada vez mais com as cores da cervejaria. Espero e torço que troquem as cores dos letreiros.

    Abs e Sds, Botafoguenses!!!

  4. Marcelo,

    Concordo com tudo que você falou. Show de bola do Botafogo ontem. Temos que acreditar, pois há muito tempo não vejo o Fogão jogando dessa maneira.

    Quarta que vem temos que estar todos no Engenhão.

    Saudações Alvinegras.

    P.S.: Apenas uma correção, o gol do Gustavo foi com o pé e não de cabeça como diz o texto.

  5. Fora tudo o que foi dito, uma coisa que me emocionou foi o grande abraço trocado entre o Elkeson e o Maicosuel no momento da substituição desse.
    Agora sobre o vermelho do Engenhão, quem quer patrocínio tem que divulgar o patrocinador. A Brahma é vermelha e não alvinegra. Quando algum dia formos um Barcelona, um Real Madrid, etc. poderemos ditar regras para patrocínios. E também assim evitaremos imposições irregulares da CBF como o adiamento do jogo contra o Santos.
    Abraços,
    Luis Celso

  6. Marcelo, esse jogo com o Palmeiras foi tão fácil que até eu, que estava em Brasília, quebrei o juramento e ousei ligar a TV. Então, ouvi o Cleber Machado e Caio Ribeiro a falar das excelências do atual time do Botafogo. Mas só o fiz quando soube que já estava 3×0…
    Aí, depois de saber que o urubu tinha perdido, dormi um sono tranquilo e reparador!

  7. REMÉDIO P/ CALO. ENDURECE, MAIS LOGO CAI.
    “ Joel Santana substituiu Cuca e, nas primeiras três partidas, deu a impressão de que poderia fazer um grande trabalho. Venceu três adversários (Coritiba, Vasco e Grêmio). ”

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