Atlético-MG 1 x 2 Botafogo: Nasce um monstro

Um primeiro tempo de razoável para bom. Um segundo tempo de ruim ao péssimo. E, mesmo assim, saímos de Ipatinga com uma vitória e dois gols marcados fora de casa: uma boa vantagem para o segundo jogo (mesmo que, em se tratando de Botafogo na Sul-americana, é sempre bom ficar com os pés no chão).

Não há muito a falar sobre o jogo, bem fraco tecnicamente. Só dizer que, com a ausência de Elkeson, Cortês e Renato, o time aguerrido e incisivo de domingo não foi a Minas Gerais. Pior: com Lucas barrado e a volta de Alessandro, voltamos a ter uma avenida aberta na lateral – assim nasceu o único gol deles no jogo.  Alessandro, que já é péssimo, esteve numa noite horrorosa.

Não fosse a eficiência do ataque, com a ótima tabela que culminou com a assistência do Loco para o tirambaço do Herrera, mais a excelente enfiada de bola do Mattos para o Maicosuel usar sua maior virtude – a velocidade – e fazer o segundo gol, teria sido difícil balançar as redes.

O adversário teve mais de 10 finalizações no primeiro tempo, nós tivemos duas – e fizemos as duas. Por sorte, o Galo pecou nas finalizações e nos passes por estar extremamente pressionado, inclusive pela própria torcida – que fez Cuca sacar o lateral Patrick antes dos 30 min, por conta das vaias dos alvinegros mineiros.

No segundo tempo, Caio Junior resolveu brincar com fogo e, além de manter o improdutivo Felipe Menezzzes (dormiu de novo, Soninho?), deixou Alessandro e ainda mandou a campo Alexandre Oliveira. Resultado: pressão o tempo inteiro, devido à extrema dificuldade (para usar um eufemismo) de ficar com a bola no pé. E não fosse duas ou três intervenções salvadoras do Jefferson, teríamos amargado uma derrota ou um empate – o resultado mais justo para a partida, é forçoso reconhecer.

“A gente roubava a bola e entregava para o Atlético, sofremos um pouco, tivemos que aguentar uma pressão. Alguns jogadores, por conta de uma inexperiência, não entraram tão bem”, afirmou o nosso treinador, estranhamente poupando nesse comentário o pior em campo: Alexandre Oliveira. Exatamente aquele indicado pelo técnico – coincidência?

Sobre esse jogador-senhor (que jamais foi nem jamais será um senhor jogador), repito aqui o que escrevi no Twitter: eu exijo provas que Alexandre Oliveira  jogou futebol profissional alguma vez antes de ser contratado pelo Botafogo de Futebol e Regatas. Pra quem não viu o jogo, basta dizer que o único momento que esse atleta (?) foi útil ao time foi quando tomou uma bolada em cobrança de falta de Richarlyson. No mais, errou passes de meio-metro, pulou 30segundos depois da bola chegar na cabeça do zagueiro do Galo, e, no auge do patético, deu um chute que saiu tão fraco que, de tão flácido, pareceu um pum.

Então, quando me pedirem para escolher o pior jogador que já vi no Glorioso, terei que lembrar da noite dessa quarta-feira para citar a partida em que vi as piores façanhas de uma criatura com nome e sobrenome: Alessandro Oliveira. Esse monstrengo consegue destruir tanto a defesa quanto o ataque.

E, graças ao Caio Júnior, continua nos assombrando.

 

 

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6 Respostas para “Atlético-MG 1 x 2 Botafogo: Nasce um monstro

  1. Desde o primeiro momento que vi esse “jogador” Alexandre Oliveira com a camisa do Botafogo concluí que, no máximo, ele teria vaga em algum time da Série C.

  2. Alessandro Oliveira!
    ha!
    pior é que um é cover do outro, faltava trazer de volta o rui cabeção!

  3. Simplesmente humilhante o fato de termos sofrido BOICOTE tão descarado das Organizações Globo nesta noite de 01/08.
    Este talvez seja o momento mais humilhante de minha vida de torcedor. Pior que 21 anos sem título, que perda de sede, que tri-vice, que chororô, que 15 anos sem ir a Libertadores. Pois estas são decepções no campo.
    Esta derrota foi na alma, foi uma agressão ao nosso espírito de torcedor, foi uma achincalhe. Nem a TV paga foi capaz de abrir espaços para nós.
    Sinceramente, a continuar assim sei não sobre nosso futuro simbólico. Não imagino isto acontencendo com o Vasco ou com o Fluminense nas mesmas condições. Não imagino seus dirigente e suas figuras de ponta aceitando uma humilhação desta.
    Será esse o padrão globo de tratamento para connosco?
    Contra a “agressão” a melhor arma é torná-la pública, pois se não continuarão a nos agredir.
    Com a palavra dirigentes, conselheiros, postulantes e nós torcedores …

    Me desculpem pelo tom desanimado.

    SAN

    Dirley Santos

    • OI Dirley,
      por causa de contrato da Fox Sports, o jogo só foi exibido pelo Speed Channel, canal de “velocidade”. E, em rede aberta para todo o estado de MG, via Globo Minas. Mas você tem razão em relação ao tratamento da Globo – só lembro que não é exclusivo com o Botafogo. No dia da final da Libertadores dos grenás, eles optaram em passar para todo o Brasil um jogo do Corinthians.
      Abs e SAN,

  4. Parabéns glorioso 107 anos de felicidade!!

  5. Põe ‘monstro’ nisso…

    Saudações botafoguenses!

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