Do riso à vaia: Calaram o nosso amor

Peço um minuto de vocês para darem uma olhada no vídeo abaixo:

Lembram dele, né? Brasileirão 2007. Mesmo com a derrota para o São Paulo em pleno Maracanã, a torcida alvinegra cantou até o fim, apoiando o time até os últimos minutos, fato reconhecido na transmissão do Cleber Machado. Alguns jogos antes, eu lembro muito bem, a gente gritava “Não é mole, não, o Botafogo é melhor que a Seleção”.

E o resultado? Jogamos o mais belo futebol, fomos elogiados por 10 entre 10 comentaristas, resgatamos a mística da camisa alvinegra… e não ganhamos nada.

O Botafogo 2007 foi o Brasil 1982. Só que a nossa tragédia do Sarriá foi acontecer na Argentina, naquela vergonhosa derrota para o River Plate pela Sul-Americana. E, ao contrário dos canarinhos de 82, fomos nós que entregamos o resultado. Dali em diante foi quebrado o vínculo jogadores/torcida, que só tinha sido tão forte em 1995, quando da conquista do Brasileirão. Pior: sucessivos vexames, ou episódios que outros rotularam de vexames e nós tivemos que aceitar (sim, estou falando do “chororô” de 2008, uma demonstração de amor à camisa como raras vezes foi vista em um time de futebol profissional e que, pelo oportunismo do nosso maior adversário e pelos resultados subsequentes, acabou se voltando violentamente contra nós), não conseguiram restabelecer esse vínculo.

Até, claro, a conquista do Estadual do ano passado. Novamente faço a comparação com o Brasil: se o time de 2007 foi a Seleção de 1982, o Botafogo de 2010 foi o Brasil de 1994 – sem brilho, mas com muita raça, imensa vontade de ganhar. E deu certo: ao contrário do time envolvente do Cuca, tivemos o time eficiente do Joel. Fomos campeões e tiramos o nó da garganta. E foi de forma arrebatadora, de lavar a alma: fomos campeões ganhando de TODOS os rivais em jogos decisivos – semifinais e finais das duas taças, um feito raríssimo no campeonato carioca. Melhor ainda: fomos campeões humilhando (abrazo, Loco) o maior rival justo no que sempre foi o mais forte deles – a supremacia emocional na hora dos pênaltis. Melhor, impossível.

Sem ironias, sempre serei grato ao Joel por aquele título. Duvido que outro técnico, com tanto pouco tempo para trabalhar, tivesse conseguido a mesma façanha.

Mas, fome saciada, era preciso incrementar o cardápio para o Brasileirão. Foi quando percebemos que Joel não tinha a receita para nos agradar – pelo contrário, sua visão limitada foi minando de novo a nossa confiança. Ok, perdemos o Maicosuel e Jobson não voltou a ser o que tinha sido em 2009, quando ele e o Jefferson nos salvaram do rebaixamento, mas ficar jogando indefinidamente na retranca, à espera de uma bola salvadora, era muito pouco pra gente, logo a nossa torcida, que tinha visto o Botafogo dar um show de bola há 3 anos.

Então, aconteceu o pior: entramos numa rotina de aborrecimento e frustração. Assistir a um jogo do Botafogo deixou de ser um prazer.  Mesmo as vitórias, exceto duas ou três, não eram convincentes – ah, fomos o sexto lugar no Brasileirão… e daí? Quantas e quantas vezes nos irritamos ao entregar jogos em casa, nos últimos minutos, por um excessivo defensivismo?

Pior: nós, da torcida, nada podíamos fazer. Para a imprensa, Joel era genial; a diretoria pensava igualzinho, numa posição estranhamente subserviente. Nas coletivas, o  Natalino ficava tirando onda de “Rei do Rio”, como se fizesse um grande favor em treinar nosso time, especialmente depois que recusou a proposta dos urubus.

Só aí, depois de muuuuuuuuitas decepções, é que consolidamos a cultura da vaia. Era o último recurso disponível para chamar atenção e mostrar a nossa contrariedade.

As vaias foram decisivas para a saída do Joel, não tenho nenhuma dúvida.

Só que, nesse ano, virou o primeiro recurso.Estamos impacientes e, ouso dizer, neurastênicos. Dez minutos de jogo e João Filipe erra o passe? Vaia nele! Márcio Azevedo deixa o adversário escapar? Vaia nele! Ora, sejamos um pouco sensatos: com a contusão de Fábio Ferreira, há alguma opção melhor no banco do que o JFilipe? Será que queremos a volta do Marcio Rozario ao time titular? Era um jogo de oitavas da Copa do Brasil, o atalho para a Libertadores, contra um time da Série A, e bem treinado pelo Silas, não era contra Cabofriense ou River Plate de Sergipe. Era jogo para se apoiar do início ao fim – mas, não: o time arrancou empate e, mesmo assim, desceu vaiado para o vestiário no intervalo. Não seria mais eficiente apoiá-los ou mesmo ficar calado e, somente após a partida, detonar o grito “Queremos jogador”, esse sim um protesto certeiro porque é direcionado à diretoria?

Convenhamos que o nosso elenco não é nenhuma maravilha. Quase todas as apostas do “departamento de futebol” (como adora arrotar o presidente Assumpção, como se estivesse falando da gerência de recursos humanos de uma empresa multinacional) se mostraram frustrantes: Everton, JFilipe, Arevalo, Fabrício (ainda está no elenco?), … por enquanto, o único que parece com potencial de titular é o Lucas – mesmo assim, com deficiências na marcação.

Mas, se eles já são ruins, com os nervos destroçados pelas vaias ficarão ainda pior. E os adversários jogarão ainda mais à vontade, dentro da nossa casa.

Por isso, acho que cabe ao torcedor alvinegro, especialmente ao que pode ir ao Engenhão, uma reflexão nesse momento em que a vaga da Copa do Brasil praticamente foi para o brejo, idem o Carioca.

Estamos começando uma nova fase.

Temos um técnico novo, disposto a trabalhar  e colocar o time pra frente, como queríamos. Acho que ele merece uma trégua pra ter tranquilidade e tentar montar um time competitivo para o Brasileirão.

Vamos lembrar que, infelizmente, nossos cofres já devem estar vazios – não apareceu um grande patrocinador, como Neoquímica Genéricos, do ano passado.  Pior: na negociação com a Globo, o Botafogo ficou com menos dinheiro até do que o Fluminense. Foi tratado como time médio, não como time grande que é. E os patrocinadores devem querer impor o mesmo tratamento pra colocar seus nomes na camisa alvinegra. Pra piorar, o maior investimento dos últimos anos – a volta de Maicosuel – ficou no campo virtual e, por conta da contusão, o craque só é visto no site oficial do clube, visitando fábrica de Guaraviton, distribuindo brindes, etc.

O Botafogo passa por um momento muito delicado: uma profunda crise de confiança do time com a torcida, pelos motivos acima citados e que, como procurei mostrar, não se limitam às burradas do Joel (e foram muitas). E desconfio que a diretoria, tão preocupada com ações inexpressivas de marketing e projetos megalômanos, não tenha percebido o quão grave é essa crise.

A sucessão vertiginosa de frustrações causadas por fatores de origem tão diversa – beltramices, anapaulices, amarelice, cartolice, retranquice, alessandrice, joelsantanice, etc – nos últimos 3 anos teve um efeito devastador.

Calaram o nosso amor.

À diretoria, cabe perceber esse problema e combatê-lo não com bravatas nem ações marqueteiras: cabe ao sr.Maurício Assumpção descobrir formas de reforçar o time e oferecer condições plenas de trabalho ao Caio Júnior. Estou, nesse momento, pouco me lixando para o fato de estarmos na final da Copa Sub-15 de Futebol de Praia ou se o Pólo Aquático conquistou a Taça Coaracy Nunes no Cazaquistão. Quero todo o foco da diretoria no futebol profissional.

Mas também temos um papel a desempenhar nesse momento: cabe a nós, da torcida, fazer um esforço para recuperar ainda nas primeiras rodadas do Brasileirão o nosso amor, esse nosso amor que tanto nos inebria e nos faz abrir um sorriso ao ter a certeza que escolhemos o mais glorioso time do mundo, que somos guiados por uma estrela.

Pois tudo o que os adversários vão querer é jogar em campo neutro quando o Botafogo tiver o mando de campo – ou, pior, com a própria torcida alvinegra jogando contra os seus jogadores.

Temos que fazer isso pra que a gente não tenha que recuperar invocando Levir Culpi, Valdo, Túlio, Leandrão e outros heróis que nos tiraram da Série B.

A gente precisa voltar a ter orgulho de ver o Botafogo jogar.

A gente precisa voltar a sorrir.

Como a gente sorri ao ver um desconhecido usando uma camisa alvinegra na rua, ao ver um menino imitando o penteado do Loco Abreu, ao ver a modéstia do Jefferson ao receber a notícia que foi convocado para a Seleção Brasileira, ao ver um senhor de cabelos brancos contando lindas histórias de Nilton Santos e de Garrincha.

No Engenhão, a gente precisa voltar a gritar que a gente ama o Botafogo.

E mostrar que esse amor não é cego mas é incondicional, está muito acima de Alessandros, Joéis, João Filipes, Rozários ou Fahéis.

É amor à camisa, a mais bela camisa, a mais gloriosa camisa, a camisa do nosso time, dos nossos pais, dos nossos filhos, dos que por aqui já passaram e dos que ainda virão.

Esse amor ninguém pode calar.


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34 Respostas para “Do riso à vaia: Calaram o nosso amor

  1. Cara entrei aqui justamente para te pedir isso aí que vc fez: uma análise do comportamento da torcida.

    Pergunta: o que aconteceu com as “organizadas” do Botafogo? Foram apenas “modinha”? Pois é nessa hora que elas são importantes, para puxar o grito de incentivo, para animar a galera.

    Cadê a Fúria? Cadê a Botachopp? E tantas outras mais … infelizmente não moro no Rio, e fico com o coração partido de ver meu amado time vaiado por sua própria torcida.

    Fico pensando o que se passa na cabeça do Loco Abreu por exemplo, um cara super rodado, que já jogou em vários clubes, entrar num estádio e se deparar com o vazio … e depois ouvir, dos poucos que ali estão, vaias dolorosas, pois destinadas aos seus colegas de trabalho. Se eu fosse ele, saia desse time na primeira boa oportunidade, pois pensaria: “é melhor sair agora enquanto não me vaiam pois depois pode sobrar para mim”.

    Lembro do Joel afirmar que haviam alguns torcedores, e eram sempre os mesmos, que o vaiavam constantemente, do inicio ao fim dos jogos no Engenhão. Seriam os mesmos do último jogo?

    Lembro destes jogos que vc citou em que não só o time encantava o Brasil como a torcida, principalmente ao cantar incessantemente o hit “Ninguém cala”. Lembro de uma colega minha, são-paulina (mais de modinha q de coração) afirmar que a música era “linda demais!”. Não podemos negar esse nosso amor, nem parar de expressá-lo. Como vc disse aí no fim de seu post, “esse amor ninguém pode calar”.

    Se continuar assim, seria melhor que a diretoria fechasse as portas do estádio. Melhor jogar no silêncio do que debaixo de vaias.

  2. Parabéns pelo texto. Sóbrio, inteligente e claro. Disse tudo! Um pouco de inteligência, clareza e sobriedade faria muito bem à diretoria do nosso time.

  3. Excelente! Descreve à perfeição o momento do time e do clube. Parabéns.
    Abraço alvinegro, cujo amor não se calará.
    LMMG

  4. Parabens pelo seu comentario , não é preciso falar + nada, uma pena q muitos jornalistas e alguns torcedores não tenham essa conciencia e visçao .

    se me permite , assino em baixo
    Eros martins

  5. Muito bom texto. De encher os olhos de lagrimas em ver nosso time descendo degraus importantes que levamos tanto tempo para subir.

  6. Marcelo,
    Você escreveu o que o verdadeiro alvinegro sente.
    Tomara que sensibilize aos que forem ao jogo contra o América.
    Não acho que a classificação para as semi do carioca e para a proxima fase da Copa do Brasil estão perdidas. São resultados perfeitamente normais de se esperar. Porém fico com um sentimento que, melhor sería uma bela preparação para o Brasileiro/11 já treinando com Maicosuel e F.Ferreira e,
    quem sabe, outra(s) boa(s) novidade(s).
    E.Sales

  7. Marcelo, parabéns pela riqueza de seu post!
    É bastante sugestivo p/ jornalista esportivo, carentes de reciclagem.
    Voce teve a humildade e honestidade quanto ao Joel, tratando o assunto como um craque da matéria.

    Saudações Gloriosas!

    Cléto Martins

  8. PARABÉNS PELO TEXTO!!!

    Será que podemos unir esse seu texto com o do Rafael Casé, escrito para o Arquiba Botafogo, e com o que escrevi no O Glorioso? Já são 3 textos conclamando a torcida! Já divulguei no Facebook e mandei para amigos botafoguenses! Temos que mudar esse quadro!!!

    O time é fraco, ok, mas sem o apoio da torcida como será o BR-11? Já pensaram? Perder para o Atlético-GO em casa? Isso ficará registrado para a história do clube! Em 2030, quando forem escrever sobre a história do Atlético-GO vai estar lá: “Goleada sobre o Botafogo no Engenhão!” ou “Atlético-GO faz a torcida alvinegra vaiar o time!”

    Não podemos deixar isso acontecer!!!

    Vamos, FOGO!

    http://blog.arquibabotafogo.com/2011/04/15/as-vaias-que-nao-param/

    http://generalseveriano.wordpress.com/2011/04/13/procura-se-torcedor/

  9. Eu gostaria muito de poder orientar o nosso técnico, mas não tenho nem o email e nem o celular dele, caso tivesse, não teríamos perdido para o Flamengo e nem empatado com o Avaí.
    Infelizmente o Caio Jr. tem dado provas de que desconhece totalmente o elenco que tem em mãos. É só ver o que ele anda fazendo com o Lucas e com o Caio.

  10. Pra quem esqueceu do Cariocão 2010:

    Isso sim é comportamento de torcida!

    • Parabéns pelo texto! Concordo com absolutamente com tudo o que foi dito. O que a torcida precisa entender que as vaias não vão levar o time a lugar algum, muito pelo contrário, só vai piorar a situação. É nesse momento que o Botafogo mais precisa do apoio e amor incondicional da torcida, dos verdadeiros Botafoguenses, não daqueles torcedores só nas vitórias.
      Nós vamos dar a volta por cima, eu tenho certeza! Vamos acreditar e apoiar. Botafogo acima de TUDO! Sempre.

  11. Sempre leio seu blog e sempre divulgo no twitter, mas esse post tenho que comentar.
    Parabéns Marcelo. O texto está espetacular. Queria que todos sentissem o que você sentiu.
    Precisamos de muito apoio, muita paciência, pra mim essas duas palavras definem “torcida”. Precisamos de torcida e da torcida.

    S A

  12. Sem palavras!
    Vc descreveu tudo o que eu penso e sinto nesse momento em relação ao Botafogo e principalmente a torcida
    Parabéns!

  13. Coerente, realista e verdadeiro, parabéns pelo texto que descreve perfeitamente o que está acontecendo nos últimos anos com o Botafogo de Futebol e Regatas.

  14. É o texto mais lúcido, completo e importante que eu li nos últimos tempos. Retrata meus sentimenstos e da torcida, dá um panorâmica histórico e dá um alerta a nossa torcida neurastênica. Parabéns por um texto de tão grande qualidade e relevância. Assino embaixo!

  15. Amigo, muuuito bom o texto! gostei muuuito mesmo! Te confesso que quase chorei aqui com suas palavras!
    Agora eu te peço uma coisa! por favor! tente mandar esse texto de algum jeito para a diretoria do Botafogo de Futebol e Regatas!
    Eles precisam ler isso urgentemente!
    forte abraço e Saldações Alvinegras!

  16. Analise perfeita.Principalmente qdo vc diz que o momento requer uma concentração de esforços no operacional:reavaliação do elenco,dispensa urgente de quem não atende os pre requisitos p/ integrar o elenco de um clube que se confunde c/ a propria trajetoria vitoriosa do futebol brasileiro e dos jogadores q. ja não tem ambiente c/ a torcida por tdo q. foi mencionado acima,analise criteriosa de nomes p/ contratações ao inves de “apostas” sem nenhum cabimento.
    Outro dia escrevi q. a paciencia da torcida se esgotou no momento q. o risco de um novo drama no brasileirão se aproxima.NÃO AGUENTAMOS MAIS ISSO!!!
    Parabens pelo texto>Mais fiel a nossa realidade não podreia ser.

    Hercilio

  17. Criticar a torcida tem sido otimo p/quem quer mudar o foco.O trabalho de “planejamento” p/ essa temporada foi patetico.Hj não temos zagueiros,os laterais são fracos,temos 9 VOLANTES!!! e não temos atacantes.Os meias é um capítulo à parte.Montamos o time,pasmem,emj torno do Renato Cajá.E,no meio do campeonato,generosamente,o negociamos.Ah!tem o Maicosuel.Mas e a Copa do Brasil?eo Carioca?Não vale nada?Piores contratações só no ano do Ferrero,Castilho,Escalada e Zarate.Lembram?teve um diretor que passou uns dois meses na Argentina/Uruguai.Bem……,a torcida?compre lexotan p/ o Brasileirão.
    Eu vi um dos maiores times do mundo(67 /68),aguentei bravamente os 21 anos s/ titulo.mas……Hj minha idade é outra .Não aguento tdo o ano sofrer por falta de mais cuidados nas decisões administrativas.

  18. Caro amigo,

    Esse realmente deve ser o nosso ofício, incentivar o debate nessa constelação, coletivo de alvinegros, a pouco tempo atrás em uma pesquisa IBOPE, ficou comprovado que a nossa torcida tem a maior concentração de pessoas com Terceiro grau. Nossa geração ficou muito exigente, assim como eu, os nascituros do final dos anos 70 e inícios dos aos 80 exercíamos um amor mais puro, mais inocente, éramos no bom sentido da palavra, fanáticos. Lembro que lotávamos o estádio da Portuguesa, Olaria, Bangu etc. Isso em jogos de dia de semana. É importante frisar que beirávamos os fatídicos 20 anos sem título, nosso goleiro era o Luis Carlos e o lateral esquerdo era o Wagner Pepeta.O nosso ponta era o Helinho e os nossos craque era o Alemão, o Mendonça, que nem foram campeões.
    Alvinegros, apesar de todos os problemas, progredimos muito, temos a melhor estrutura entre os clubes locais, um excelente estádio onde negociamos “name right”, um plano de sócio torcedor, disputamos todas as finais locais desde 2006, brigamos pela vaga na libertadores no ultimo ano.
    Precisamos vender melhor nossa imagem como torcida, todas com o mesmo grito, falo isso para Torcida Jovem, apoiar esse presidente que até o Maicosuel trouxe de volta, e nós não sonhávamos com isso? incentivar o time como se fosse o melhor, vocês acham que o Negueba jogaria aqui? E o obina? O Dedé?
    Algumas coisas do passado devemos sepultar de vez, aquela frase “existem coisas que só acontecem ao Botafogo, me maltrata, as pessoas tentam de todas as formas nos apequenar, fomos nós que jogamos a terceira divisão? Perdemos para diversos clubes pequenos no início do Carioca, levamos gols do Cabanã, perdemos uma final para o Santo André com um gol de Elvis? Tivemos um goleiro malfeitor? Fomos despejados do Flabarra e Vascobarra? Perdemos um treinador reclamando falta de estrutura e de ratos? Cadê a nossa auto estima? Por que não falam isso com eles? O Corinthians e Palmeiras ficaram longas datas sem ganhar nada também, e daí?
    Hoje temos boas perspetivas, temos passes de jogadores importantes, mas temos que incentivar, que apoiar o Alessandro, o Somália, o Caio que é uma grande revelação, nossa torcida está se tornando um antro de “velhos chatos”, confesso que nem eu mesmo aguento mais, as vezes mudo de lugar no Engenhão. Cadê a nossa torcida que apoiava o Willian Bacana, o Alécio, lotamos o Maracanã na final de CONMEBOL em 1993, era difícil de nos encarar, eu ouvia isso dos nossos adversários.
    É importante agregarmos mais valor a nossa marca de torcida, tradição é importante mais não é tudo. Por que só bandeiras preto e brancas? Precisamos de cores, de novos heróis, falar a língua dessa molecada . O protesto devemos fazer também, mas de forma inteligente, pois frequentamos bons colégios, boas faculdades, Pós, mestrados e doutorados. Exigir números da diretoria, promover renovação no conselho delibetativo, constituído de senhores que literalmente dormem nas mais importantes discussões.
    Estádio é pra torcer e vai também, mas tudo na sua hora.

    Saudações,
    Flavio Arthur

  19. alguém sabe me dizer qual é o endereço da sede do Botafogo? preciso mandar esse texto para o Sr. Assumpção…
    foi uma das descrições mais linda e emocionante q li em respeito ao meu Botafogo juntamente ao nosso hino oficial…

    Botafogo Gentil!
    Pura Glória do esporte brasileiro
    A expressão mais viril
    Da energia e do brio verdadeiro!
    A lutar com afã
    Tu farás, corrigindo a juventude,
    Que o Brasil de amanhã
    Seja a pátria da força e da saúde
    Teu futuro e teu passado
    Defendidos sem repouso
    Façam sempre respeitado
    Esse teu nome glorioso!
    O alvinegro pendão,
    O caminho a apontar-nos da vitória
    Do Cruzeiro o clarão
    As estrelas traduza a nossa glória!
    Não te falte jamais
    Da ousadia a nobreza e o puro fogo
    Que o primeiro, entre os mais,
    Há de ser ó glorioso Botafogo.

  20. Fiquei arrepiado ao ler esse texto, ele eh emocionante, mexe com a alma to torcedor alvinegro, Parabéns!!! Eu so queria um jogador do atual elenco naquele time para estar brigando pelo hexa carioca, o goleiro Jefferson, era so o que faltava naquele belo time de 2007, injkustamente codinominado de derrotados!!!

  21. Amei o texto isso msm ta na hora das torcidas como dizem organizadas fazerem algo pelo time.Precisamos apoiar e não criticar.Erros existem,mas devemos acreditas não começamos ontem temos historia.Campeão desde 1907.Devemos apoiar sim
    //_\\ EU CANTO E VIVO PELO FOGÃO,BATE UMA ESTRELA NO LUGAR DO CORAÇÃO

  22. Para quem acredita que ao Botafogo F.R. vai acontecer algo muito maior que essa diretoria e apesar dela, o amor não se calou.
    A estrela solitária continua nos conduzindo. Estamos numa caminhada em ascensão, durante a qual acontecem momentos de descenso, mas algum tempo depois volta de novo a ascender. Creio que vamos nos classificar em uma dessas duas competições – o carioca ou a CB. Pode ser até nas duas, quem sabe? Tem coisas que só acontecem ao Botafogo, inclusive surpresas inesperadas pela mídia.
    Por isto, para o concurso samba-enredo, compus uma música cuja letra ficou exatamente dentro do tema proposto: “Tua estrela solitária te conduz”. Tive a alegria de participar, mesmo não sendo finalista. Creio que a letra foi boa, mas a música ficou mais para bossa nova. Não levo jeito para samba-enredo, mas meu sambinha, modéstia à parte, ficou bom.
    Quem quiser ouvi-lo, veja o clipe no Youtube:

    Quem quiser adquirir o arquivo mp3, acesse minha página no Clube dos Compositores do Brasil e clique no ícone Music Box, onde também é encontrado o mp3 de “Epidemia de Ilusão”. Basta cadastrar-se e fazer o pedido:
    http://pt.musicplayon.com/browse?a=9966&show=mostPlayed
    Saudações na estrela solitária alvinegra.

  23. Desculpem o equívoco no link de minha página no CCB.
    Segue abaixo o correto:
    http://www.clubedoscompositores.com.br/compositores/pcbnew.asp?socion=44733

  24. Eu estava presente neste jogo, lembro-me que apesar da derrota saímos felizes do estado e essa declaração de amor da torcida com o time comprovou isso.
    Desde que o Fogão perdeu a Copa do Brasil para o Juventude eu tinha perdido a alegria de ir ao estádio. Aquele time sob o comando do Cuca me vez voltar ao estádio, foi o ano em que eu mais fui aos estádios pq era um time que era bonito de ver jogando. Não ganhamos nada, as coisas foram de deteriorando com o passar do tempo e infelizmente termiram tristes. Mas nunca vou me esquecer do Botafogo, que não foi o melhor time de todos os tempos, mas que foi o Botafogo que jogava o futebol da forma mas bonito que eu pude ver ao vivo e que resgatou meu prazer de ir aos estádios.
    Parabéns pelo post, perfeito!

  25. Marcelo,
    Como muitos já disseram: Perfeito! Excelente! Sensacional!
    Expressa o que muitos pensam e não conseguem escrever!
    Quanto ao covarde retranqueiro natalino, penso que as vaias foram desculpas esfarrapadas. Acho que ele ficou de olho gordo na possibilidade de treinar o eterno time da terceirona. Quem sabe o time do seu coração, o esgoto da Gávea!

    Abs e Sds, Botafoguenses!!!

  26. Marcelo, ao ler o texto,além da emoção, me senti gratificado e cheguei até a pensar em reivindicar um pouquinho da sua inspiração, quem sabe, a genética explique.
    Você construiu uma das mais belas crônicas que já foram escritas sobre o Botafogo. Se Armando Nogueira fosse vivo, certamente diria: É assim que se escreve sobre o Botafogo – em branco e preto,com a estrela no peito e o amor no coração”.
    Apenas, bem de longe, peço licença para completar:
    – E ninguém cala/esse nosso amor…

  27. Parabéns, Marcelo! E obrigado.

    Não foi à toa que você deixou feliz o Pereirão.

    Saudações botafoguenses!

  28. Marcelo
    Parabéns, isto sim é torcer pelo glorioso, é amar o glorioso.
    Este é o Amor Puro de Torcida que realmente sabe que esta ESTRELA SOLITÁRIA é a mais pujante do mundo e que ninguém cala este nosso amor.
    A ESTRELA SOLITÁRIA nos conduz e nos deixa embriagados de paixão.
    Vamos em frente pois o BOTAFOGO é verdade, é supertição, é craque (em todos os tempos), é Nilton Santos e tantos outros.
    Como diz nosso irmão Roberto Porto é nossa paixão imaterial.
    abraços do amigo e saudações alvinegras.
    Geraldo Camargo Filho

  29. Texto de excelência! Pura espiritualidade alvinegra!
    Abraços Gloriosíssimos!

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