Vasco 2 x 2 Botafogo: Gosto de vitória

Loco Abreu, minutos depois de empatar um jogo praticamente perdido: “Tem  raça, tem cojones. Isso é time grande”

Já tivemos vários empates que ficaram com gosto de derrota atravessada na garganta. Nessa quarta, graças à raça de alguns, a igualdade teve sabor de vitória.

Falando friamente com o olho na tabela, o resultado foi ruim. Pois Corinthians e Cruzeiro venceram, idem o surpreendente Atlético-PR, justamente o nosso próximo adversário, que vai chegar embaladíssimo. Então, o sonho do título está cada vez mais distante, ainda mais com as contusões dos jogadores que realmente fazem a diferença – depois de MMattos e Jobson, agora perdemos Maicosuel. Mesmo a vaga na Libertadores, com a indecente mudança no regulamento no meio da competição, ficou mais complicada.

Só que os que acompanharam a partida dessa quarta sabem que, por muito pouco, escapamos de uma nova goleada vexatória. Se o Vasco faz mais um ainda no primeiro tempo (e eles tiveram ao menos duas chances claríssimas), infelizmente acho que veríamos mais camisas alvinegras queimadas no Engenhão.

Porque o Botafogo não fazia um primeiro tempo tão desastroso, tão desorganizado, tão apático, tão vulnerável desde… a Taça Guanabara, justamente contra o Vasco.

Bastou PC Gusmão adiantar a marcação que os zagueiros e os volantes (Fahel e LGuerreiro, duas negações no combate) ficaram batendo cabeça, absolutamente perdidos.

Reparem que, desde a ausência do Marcelo Mattos e deslocamento do Somália para a lateral esquerda, os adversários conseguem alugar a intermediária sem dificuldades, brincando de tiro ao alvo com o Jefferson. Pois Fahel não marca e LG fica só a distância, observando tudo, quando um dos dois deveria dar o primeiro combate – nesse sentido, o gol do Eder Luiz foi bem parecido com o do Montillo. Desde que passamos a entrar com esses dois na função de volantes, tomamos oito gols: uma derrota e dois empates, nada de vitória.

Por sorte, nessa quarta o centroavante deles era Rafael Coelho, não o Dodô. Aí a goleada ficou mais distante.

Mas, pra piorar do nosso lado, o Cajá encarnou o Lucio Flavio e estava omisso, invisível. E o ataque teve grande parte de sua capacidade de criação reduzida após a contusão do Maicosuel – aliás, tudo me leva a crer que o Mago foi vítima do péssimo estado do gramado, pisou em falso na hora da conclusão e saiu chorando de campo, de tanta dor. É o Botafogo, literalmente, jogando contra o seu mais valioso patrimônio.

E o que o Joel fez diante desse quadro desolador? Adivinhem: primeiro, Caio, no lugar de Antonio Carlos (!!!!), abrindo ainda mais espaços para os vascaínos; depois, colocou Herrera e, por fim, Edno.

Que surpresa, hein?

Claro que as alterações não surtiram efeito e, vamos reconhecer, acabamos achando um gol graças à falha do FPrass e à inteligência do Herrera na hora de concluir o lance.

2 x 1, o time começa enfim a se encontrar em campo… e o Herrera é expulso.

Aí, meu amigo, só na base da vontade, mesmo. E foi assim, graças apenas à raça e aos cojones do Loco, que o Botafogo arrancou o empate nos acréscimos.

Notem a importância da presença do Abreu nessa reta final da partida: foi por causa dele que o Titi se apavorou e pôs a mão na bola, foi ele que pegou a bola e bateu o pênalti com categoria, foi também ele que vibrou como a gente queria ver o Botafogo vibrar.

A verdade, meus caros, é que o Loco se agiganta nos momentos decisivos das partidas mais difíceis. Sua garra arrebata a torcida; sua frieza é extremamente útil dentro de campo. Essas duas características não fazem um craque, mas fazem um ídolo. E é isso que o uruguaio tem conseguido nessa temporada. Ser um herói a cada jogo, ganhar batalhas perdidas por conta da dedicação exemplar.

Sobre as ausências, vamos esperar baixar a poeira pra ver quanto tempo o Maic ficará de fora – logo agora que o Jobson vai voltar!

E, por enquanto, vamos reconhecer que, por conta das limitações do elenco, não há muito com o que sonhar. Mas há ao menos que se comemorar, a cada jogo, algumas atuações dignas da camisa alvinegra que entra em campo. Como foi a do Loco nessa quarta-feira.

Ah, mesmo sabendo que o uruguaio não joga domingo, se eu morasse no Rio estaria no Engenhão no domingo. Com a camisa celeste alvinegra.

Em tempo: Juro que me esforço, mas não consigo entender os motivos dos aplausos para o Herrera depois de ser expulso infantilmente, no momento e que o Botafogo tinha, enfim, entrado no jogo, graças a um gol de rara inteligência dele mesmo, o argentino.

Atualização da tarde: Revi partes do jogo na madrugada e, de cabeça mais fria, posso dizer que a atuação do juiz foi indecente. Como poucos, soube desequilibrar o jogo a favor de um lado sem dar muito na cara – a não ser, claro, a falta do ZRoberto no ACarlos que ele ignorou acintosamente (e foi na cara dele). Nossos jogadores tomaram muita pancada – como bate esse time do Vasco! – e um deles (acho que o Herrera) até levou um ippon, e o juizinho nem tchuns. Ainda que não concorde, passo a entender um pouco mais a atitude do Herrera pois naquele lance da expulsão, ele estava sendo caçado por dois oponentes, que deram pontapés à vontade até o argentino reagir. Uma vergonha!

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21 Respostas para “Vasco 2 x 2 Botafogo: Gosto de vitória

  1. Marcelo,
    Hoje os Deuses Botafoguenses comprovaram a sua existência!
    Acredito que a torcida aplaude a garra, que muitas vezes vira agressão, do Herrera. A torcida não aguenta mais os sem almas dos cones fahel, lento enceradeira flavio e a teimosia, burrice, do natalino.
    Viva El Loco!!!
    Abs e Sds, Botafoguenses!!!

  2. Brilhante comentário!!! E temo pelo nosso próximo jogo contra o Patético Paranaense, sem a personalidade do El Loco, o time perde muito. Vamos ver se o Jobson volta!!!

  3. Marcelo,
    Achei a expulsão do Herrera injusta. Sabia que ele seria expulso em algum momento. Mas ele sofreu uma falta feia e o soprador de apito não deu.
    Aliás, acho que a arbitragem de hoje foi a pior do campeonato. O Vasco cansou de bater e fazer faltas e ele não dava NADA. Até a vascaína que estava do meu lado falou que “ele não dava nada pro Botafogo”. Inclusive, no primeiro gol a falta no Antônio Carlos foi clara – mas não isento a culpa por ninguém ter gritado LADRÃO’, né?
    Queria saber qual o verdadeiro culpado pela apatia dos jogadores, juro.
    No mais, é rezar para São Carlito Rocha para que a contusão do Maicosuel não seja nada demais.
    E que a primavera traga novos ares e leve o Setembro Negro para bem longe. Nossas bruxas chegaram antes.

  4. Perfeito, Marcelo! Diferente de 99,9% dos jogadores, o Loco aparece em momentos tensos e difíceis! E as palavras dele ao final da partida deveriam ser repetidas na orelha desse treinador sem vergonha e covarde, que com algumas piadinhas ridículas, consegue embromar grande parte da torcida (minha opinião)!
    Abs e SA!!!

  5. Amigos,
    Pra quem havia acompanhado Ponte Preta 3×2 Guaratinguetá na terça, com gol contra, expulsões e duas viradas nos últimos 15min de jogo, esta quarta feira foi um teste pra cardíacos.
    O Marcelo comentou muito bem o que se passou em campo, resolvo então dividir com vocês o que se passou na sala de minha casa.
    Sentamos eu e meu filho mais velho para mais uma sessão de tortura “in house”. Sim porque nem o mais fanático inquisidor consegue fazer o que o Joel tem feito conosco. Em vez de chicotes ferros em brasa ele usa armas bem mais torturantes. Escala o time sempre atrás esperando o segundo tempo para tentar a vitória. Tática que ás vezes dá certo, mas que nos coloca na condição de “passageiros da agonia” sem LF que fica no banco nos ameaçando com o uniforme e chuteiras pronto para entrar em campo.
    Tentei convencer ao meu filho que não adiantava reclamar da escalação e nem das óbvias substituições, pois o”vovô Joel” (pois se pra mim ele é papai) não ouviría e mesmo se ouvisse não alteraría um milímetro.
    Com o gol do vasco, mais um erro de passe do Fahel e mais uma encenação do Caio ele saiu da sala e foi ver o jogo no quarto pois estávamos num stress total. Acho que nem viu o segundo gol vascaino.
    Com minha quilometragem de Botafogo e tendo sofrido durante os 21 anos de jejum, aprendí a ser paciente e esperançoso. Ele não ainda.
    Chegou o meu filho mais novo da escola e meu sobrinho e reorganizamos a desfalcada torcida. Muito mais esperança do que na crença pois o time não animava. Haja sofrimento.
    A Estrela voltou a se iluminar com o gol de Herrera, mas como a noite era de terror o próprio se encarregou de nos jogar no inferno ao ser expulso justamente. Ainda que o juiz fizesse parte do show de horrores, tava na cara que o Herrera não pode apitar no lugar dele. O argentino quase o expulsa de campo e aí, o que você faría?
    A nossa trocida só se recompôs com a marcação do penalty enviado pelo Armando Nogueira ou Garrincha ou todos os botafoguenses do além. Sim,
    porque não tem nenhuma explicação o que o zagueiro fez. Algum espírito colocou o braço dele em direção da bola.
    Aí entrou em cena o exorcista, que diga-se de passagem tinha que ser um “Loco”. Minutos antes ele tentou assassinar um adversário com um chute que foi parar na linha de fundo do nosso campo.
    Em todos os filmes de terror, algo terrível e inusitado tem de acontecer, certo?
    Mesmo assim, com a frieza de um padre diante da tarefa de afastar o mal, ele com uma estocada só transformou a nossa sala das trevas e a luz se fez.
    Papai Joel, em nome de seus filhos e netos não nos leve a assistirmos mais estes filmes de terror. Queremos aventura, ação tá?
    E.Sales

  6. VASCO 2×2 BFR – O Joel Santana esteve horroroso!

    ESCALAÇÃO INICIAL: Jefferson, Danny Morais, Antônio Carlos e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Fahel, Renato Cajá e Somália; Maicosuel e Loco Abreu.

    ESCALAÇÃO INICIAL PROPOSITIVA: Jefferson, Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Edno ; Leandro Guerreiro, Somália, Renato Cajá e Maicosuel, Herrera e Loco Abreu.

    Parabéns aos atletas, que na base da superação conseguiram o empate, sob o comando do Loco Abreu. O Joel Santana esteve horroroso. Escalou mau o time, criando instabilidade na saída de bola e sacrificando o Maic e o Loco. Foi um horror ver os zagueiros e o Fahel criarem e articularem pelo meio. O Herrera, na obcecação de não aceitar o resultado adverso, extrapolou, e o Joel tem culpa nisto.

    Saudações Gloriosas.

    Cléto Martins

  7. escalem o time do Botafogo para domingo!!!???

  8. ESCALAÇÃO INICIAL PROPOSITIVA P/ DOMINGO: Jefferson, Alessandro, Fahel, Fábio Ferreira e M. Cordeiro ; Leandro Guerreiro, Somália, Renato Cajá e Maicosuel, Edno e Jóbson.
    Notas:
    1) Em função do DM, poder ter alteração. P/ o Jogo contra o Vasco, havia mais opções, e o Joel pensou em surpreender o time do PC e surpreendeu seu próprio time.
    2) Em caso extremo, o Fahel seria lançado como zagueiro rebatedor.
    Saudações Gloriosas.
    Cléto Martins

    • Cléto, não teremos Maic e acho difícil a volta do MCordeiro. Só acho que, em caso extremo, o Fahel deveria ser lançado do Engenhão até a sede da CBF para reencontrar o seu “descobridor” Ney Franco… eles iam ficar felizes com a chance de trabalharem juntos novamente. Ainda mais porque o Fahel é Sub-20: sim, tem menos de 20 neurônios!

  9. mas… será que o mago joga??? e o Cordeiro volta??? bom, tomara… se isso realmente acontecer acho bem provável q possa ser essa a escalação, mas eu entraria com o caio e o jóbson, ataque rápido, deixando o edno para a etapa final assim cadenciando mais o jogo…
    S.A

  10. 3-5-2
    Jefferson; Edson, LGuerreiro e FFerreira; Alessandro, Fahel, Somália, RCajá e MCordeiro; Edno e Jobson.

    4-4-2
    Jefferson; Alessandro, Edson, FFerreira e MCordeiro; LGuerreiro, Somália, LFlávio (Túlio Souza) e RCajá; Edno e Jobson

    Obs: Infelizmente o zagueiro deverá ser o Edson… cadê o tal do Márcio Rosário?

    Obs 2: O Fahel poderia perfeitamente ser substituido pelo TSouza, por exemplo. Mas vai falar isso pro Joel!

  11. Concordo totalmente com você, Marcelo. Não dá mais para o LF, mas para o Joel…

    “Na atividade, no Engenhão, o treinador praticamente confirmou a equipe titular com Jefferson; Fábio Ferreira, Leandro Guerreiro e Fahel; Alessandro, Túlio Souza, Somália, LUCIO FLAVIO e Marcelo Cordeiro; Edno e Jobson.”

  12. JOEL JACARÉ praticamente confirmou a equipe titular com Jefferson; Fábio Ferreira, Leandro Guerreiro e Fahel; Alessandro, Túlio Souza, Somália, Lucio Flavio e Marcelo Cordeiro; Edno e Jobson.

    Baseado no que ele sacou o Cajá e escalou o LF ( ex-jogador de futebol profissional). É o critério do revezamento ? É o critério da camaradagem ? Ou é o critério do rabo do jacaré ????

    Notas:
    1) Quando tínhamos o Maic, o JOEL JACARÉ ia de Cajá. Agora que não temos o Maic, o JOEL JACARÉ vai de LF.
    2) Ganhamos 03 pontos e o respeito da torcida, quando o meio campo começou a criar e articular, com atitude.
    3) A sobrecarga em cima do Jóbson, poderá levar a novas contusões musculares.

    Saudações Gloriosas!
    Cléto Martins

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