Loco e Jefferson: Questão de confiança

Duas declarações proferidas no mesmo dia, mas em diferentes continentes, por dois jogadores do Botafogo:

“Para mim não tem essa de amistoso e comemoração. Não viajei oito horas para fazer festa. Eles chegaram firmes na marcação e não deixaram por menos nas disputas de bola. Então também não tenho motivos para dar moleza. Quero mostrar serviço e sempre entro para ganhar quando estou com a camisa do Botafogo“, Jefferson, após a vitória por 2 x 0 no amistoso contra o Corumbaense, em Corumbá (MS).

“Como foi descrito o pênalti de Zidane? Louco? Não, mágico. E porque o de Abreu não pode ser classificado assim? Era uma decisão que tive que tomar, buscando sempre o benefício da equipe e para que a bola entre”, afirmou Loco Abreu, na Cidade do Cabo, partindo para cima de quem insinuou que sua cobrança de penalidade foi muito arriscada. Na entrevista à imprensa internacional, Abreu também revelou que estava escalado pelo técnico Tabárez para ser o terceiro – mas ele, nada Loco, pediu para ser o último a cobrar. Ele não explicou, mas eu me arrisco a deduzir o motivo do pedido: assim, o nosso centroavante teve mais tempo de observar a forma do goleiro ganense Kingson se movimentar para ter certeza que valeria a pena usar a cavadinha na última penalidade.

Mas, afinal de contas, o que as duas declarações revelam? Em uma palavra: personalidade. Ambos mostram que, em uma Copa do Mundo ou num amistoso sem maior repercussão, a mentalidade tem que ser a mesma. Confiança. Concentração. Espírito de vencedor.

Volto a dizer: a maior conquista do Botafogo com a chegada do Loco foi, literalmente, na cabeça. Ele a usa não só para os ótimos cabeceios – mas para “ler” o andamento da partida e preparar o bote no instante decisivo. Aquele momento que não há como fraquejar. Aquele momento onde os fracos não têm vez.

Na Copa do Mundo, reparem na diferença entre as expressões faciais de três dos cobradores de pênaltis mais importantes da competição até agora: a do paraguaio Cardozo contra a Espanha, quando o jogo estava 0 x 0, é de pânico. A do ganense Gyan, no gol que poderia ter levado à África para as semis, é de insegurança e ansiedade. A do Loco Abreu, que faria o Uruguay voltar a brilhar após 30 anos, é de tranquilidade e confiança. De quem sabe o que vai fazer com a bola.

Voltando um pouco no tempo: lembram da expressão do Jefferson na cobrança do pênalti Adriano na final da Taça Rio. É de total concentração. E, claro, de confiança – que é o que ainda falta ao Renan, por exemplo.  

Depois de tanto sofrer com desequilíbrio emocional e amarelices lamentáveis, o Botafogo tem sorte de ter no elenco de 2010 pelo menos dois jogadores com esse perfil. E deve aproveitar ao máximo a característica de ambos. Que eles contaminem toda a equipe ao longo do Brasileirão.

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6 Respostas para “Loco e Jefferson: Questão de confiança

  1. Retornei à Corumbá / MS, minha Terra Natal. retornei ao Estádio Arthur Marinho, onde aos 08 anos de idade definitivamente me tornei seguidor do BFR, pela magia da ‘CAMISA 7’ do Garrincha, que em 1975 era vestida pelo Jairzinho. Junto a mim, em 04/06/2010, estava meu filho, Vitor Martins, de 08 anos de idade, seguidor do BFR, e que definitivamente acha que a ‘CAMISA 7’ do Garrincha, do Jairzinho, deva ser utilizada pelo Jóbson e que a ‘CAMISA 10’ deva ser utilizada pelo Maic.
    O Jóbson, o Somália, o Maic e o Jóbson e mais os atletas dedicados do elenco atual, levarão o BFR a uma participação Memorável no Brasileirão 2010, recuperando o Prestígio de sua Tradição Gloriosa!
    Nota triste:
    • Com tristeza vi a participação do Lúcio Flávio. Sempre fui tolerante ao LF pelo que ele fizera em 2007. No 1º tempo de jogo o Corumbaense teve 01 jogador expulso e jogou c/ -1 até o Final;
    • O ‘10’ do Corumbaense era mais participativo e produtivo que o ‘10’ do Corumbaense;
    • Em lateral a ser cobrado pelo Cordeiro, o LF escandalosamente se escondia;
    • Os zagueiros e volantes do BFR procuravam por um armador e articulador de jogadas e o LF escandalosamente se escondia;
    • O Marquinhos do Santos, tão rodado pelos clubes brasileiros, não é um craque, mais conseguiu lugar juntos aos Meninos da Vila porque ele se apresenta e não se esconde;
    • No meu modesto ponto de vista, acho que o LF deve ser tratado no seu psicológico. Coloque uma Câmara sobre o LF. Analise o vídeo, diretoria, comissão técnica e psicólogo e analise tal comportamento, e sejam propositivo ao LF que tem todo o meu apreço (não gasto vela com mau defunto).
    Saudações Gloriosas
    Cléto Martins
    Campo Grande / MS

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