Sete jogos, confiança zero. E ainda tem folga…

Nove pontos em sete jogos.

Duas vitórias: 2 x 1 no São Paulo, 3 x 0 no Goiás.

Três empates – 3 x 3 Santos; 1 x 1 Vasco; 2 x 2 Corinthians.

Duas derrotas: 1 x 0 Cruzeiro; 3 x 2 Atlético-PR .

E qual a melhor dessas partidas? Sinceramente, não saberia dizer. Por que, em nenhum desses sete jogos, o Botafogo conseguiu jogar bem ao longo dos 90 minutos.

Na minha opinião, houve alguns bons momentos, mas nenhum deles sequer chega a durar 45 minutos. De cabeça, lembraria dos 30 primeiros minutos contra o Atlético-PR, os últimos 3o minutos contra o Santos, os últimos 30 minutos do primeiro tempo contra o Goiás. Mas, nos três jogos citados, houve momentos terríveis – e não à toa, somente em um deles, contra os goianos no Engenhão, conseguimos os três pontos.

Muito pouco, não? Bem diferente dos jogos decisivos do Carioca, onde o time jogou com maior regularidade e eficiência por mais tempo. O segundo tempo na virada em cima do fluminense pela Taça Rio, quase toda a final contra o flamengo, o segundo tempo do jogo contra o vasco pela final da Taça Guanabara.

Se o time é mesmo e o técnico idem, o que piorou?

A ausência do Loco Abreu fez mal ao time, muito mais do que eu acreditava que faria. Um Caio surpreendemente pouco inspirado e a perda de maior potencial ofensivo com a barração do Marcelo Cordeiro também não podem ser esquecidos. A ausência de acerto no meio de campo não chega a ser uma surpresa, pois ganhamos um título já dessa forma, aos trancos e barrancos.

O mais preocupante, porém, é perceber que esse elenco – por conta da limitação técnica – só conseguiu ganhar um título porque foi além do próprio limite. Joel fez os jogadores acreditarem que poderiam superar a tibieza com base em muita garra, extrema disciplina tática e uma imensa força de vontade. Fahel é o exemplo mais claro disso: se superou no Estadual, mas já voltou a ser o pouco que é.

O problema é que, para um campeonato longo, a poção mágica motivacional do Papai Joel simplesmente não surte efeito. Porque o jogador fica na cabeça que, ao contrário da disputa de uma final, pode perder uma partida que ainda dá para recuperar mais tarde. Então, ele não entra 110% focado no lance, não afasta a bola como deveria, não mete a bola para o mato porque o jogo é de campeonato – o último lance do jogo de domingo é o símbolo do que acabo de descrever. Gol de escanteio é uma vergonha.

 E agora, o que fazer?

Enquanto não chegam os reforços, eu não sei. Só sei é que eu gostaria que o técnico do Botafogo, preocupado com a queda de rendimento de seus pupilos, aproveitasse a Copa do Mundo para testar variações táticas, treinar fundamentos com quem precisa (Somália), encontrar novos posicionamentos ofensivos (a dupla Caio-Herrera até agora não se entrosou), observasse com mais atenção outros jogadores do elenco para ver se merecem mais chances (Diguinho, Danny Moraes, Alex), encontrasse novos cobradores de pênalti.

Mas não: os jogadores, e o treinador, terão 10 dias de folga.

Eles merecem?

Anúncios

4 Respostas para “Sete jogos, confiança zero. E ainda tem folga…

  1. Cara, estou analisando os jogos do Botafogo, rodada por rodada, lá no meu blog.

    http://generalseveriano.wordpress.com/

    Um abraço,

    Christian

  2. Parece que o Jóbson já está praticamente acertado com o Flamengo, e o pior é que as duas propostas, alvinegras e rubro-negras, foram praticamente iguais, e o Jóbson aparentemente escolheu ir pra Gávea, apesar do carinho que tem pelo Botafogo, porque segundo ele o Flamengo daria mais projeção à sua carreira. Muito triste. O Botafogo às vezes é tratado como se não fosse time grande. Mas o Botafogo é Gigante. Mídia, jogadores e dirigentes teimam em esquecer isso.

  3. Estão dizendo que o empresário do Jobson dará a resposta sobre o futuro do jogador ainda hoje.
    Imagina se ele vier pro Botafogo… seria mais um “gol” depois do Campeonato Carioca e da permanência do Joel!

    Faltou algum outro?

  4. Marcelo,

    Acho que o time desandou! Joel não consegue mais motivar o grupo e permitiu o retorno das panelinhas.
    Falo isso, pois no jogo contra o time da colina por diversas vezes o Marcelo Cordeiro ficou livre, abriu, gesticulou, levantou os braços e gritou pedindo bola e ninguém passava ou invertia as jogadas. Tanto que em um dos contra ataques que puxou preferiu o chute ao passar a bola, novamente, para o lento flávio ou Caio. Queira fazer um gol e aumentar a cobrança pelo seu retorno a equipe.
    Quando percebi esse boicote lembrei-me das declarações, ano passado, sobre as panelinhas formadas pelos grupos evangélicos (lento flávio e outros) e mais antigos (Leandro Guerreiro, presidente Alessandro, cone Fahel e outros) de clube.

    Abs e Sds, Botafoguenses!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s