S.Paulo 1 x 2 Botafogo: Obrigação de ganhar

Com acréscimos de quem esteve no estádio

2/38, Morumbi

E.Sales, grande e consanguíneo alvinegro, que mora em São Paulo e lá sofre pelo Botafogo como todos nós, foi um dos poucos no início do ano que tinha manifestado alguma confiança no Renato Cajá. Pois, por acompanhar a carreira do meia desde os tempos da Ponte Preta, dizia que ele poderia ser uma boa opção para o meio, se entrasse em forma.

E. Sales e o D. Sales, pai e filho, estavam no Morumbi nesse domingo quando o Cajá, enfim, amadureceu e deu frutos ao Botafogo.

Coincidência? Não, um prêmio a todos os botafoguenses que foram até o Morumbi ver um jogo razoável no primeiro tempo, muito ruim na segunda etapa. E que o Botafogo tinha obrigação de ganhar.

Obrigação? Sim. Por que, com exceção dos primeiros 20 minutos de partida, quando dominou amplamente o campo, os reservas do São Paulo pareciam sem grandes motivações para ganhar a partida, muitos sem vontade até de mostrar serviço para o Ricardo Gomes. E olha, que, no papel, o time de “reservas” deles seria titular em quase todos os times da Série A do Brasileirão: Léo Lima, M. Paraíba, Alex Silva, Richarlyson, Jean, Fernandinho… fraco esse time, não?

Fraco porque mostrou pouco jogo coletivo e pouca disposição de vitória.

Quando tinham se passado mais de 20 minutos do segundo tempo, comentei com a Madame Pereira e com os Pereirinhas:

– O Botafogo pode perder um jogo que tem totais condições de ganhar.

Sim, porque a partida ainda estava empatada e modorrenta. E cabia ao Botafogo partir pra cima e se aproveitar do desinteresse do adversário para garantir três pontos essenciais para o início da temporada – afinal, os bambis não vão dar mais esse mole (com trocadilho) dentro de casa ao longo da competição.

Então, Joel mexeu bem e inventou um novo talismã. O já mencionado Cajá. Ele, Marcelo Cordeiro e Edno entraram com mais vontade do que os que estavam em campo – e isso foi suficiente para a vitória.

Bastou uma jogada vertical, de vontade de partir pra cima e ficar de cara com o Rogério, que o R.Cajá conseguiu o lance da vitória.

E mais não houve nem era necessário, apenas esperar o tempo passar.

Atuações:

Jefferson – Sem culpa no gol, ligado nos lances, mas sem necessidade de grandes intervenções. Nota 6,5

Alessandro – O gol dos bambis foi nas suas costas, mas depois corrigiu o posicionamento e não comprometeu. Nota 5

Antonio Carlos – A surpresa ofensiva do time, com três gols em dois jogos, graças a excelente posicionamento na área adversária. Com os outros zagueiros, era o mais ligado em campo. Nota 7,5

Fabio Ferreira – Jogou sério o tempo inteiro, perdeu umas duas bolas, mas ganhou o resto – e fez boas antecipações. Nota 6

Fahel – Não comprometeu. Está cada vez mais seguro no posicionamento. Nota 5

Somália – Mesmo deslocado, bloqueou com eficiência as investidas pelo seu lado. Bem nos desarmes, especialmente no segundo tempo. Mas tem que desistir de chutar a gol. Nota 6,5

L.Guerreiro – Discreto, contribuiu ocasionalmente com apoio no segundo tempo. Nota 5

Sandro Silva – Não aproveitou a chance concedida. Displicente e pouco efetivo, foi bem substituído. Nota 3

L.Flávio –  Como sempre, começou dando a impressão que jogaria bem, pedindo a bola e dando ordens, etc. Aí  foi sumindo no segundo tempo até ocupar aquela faixa do campo que a tevê não mostra pois a bola nunca chega lá. Agora nem falta bate mais. Nota 3,5

Caio – Cavou duas faltas, uma delas resultou no primeiro gol. Mas foi pouco, perdeu quase todas no mano a mano com os zagueiros do SP. Nota 5

Herrera – Nem ele esteve inspirado, especialmente no segundo tempo. Nota 4,5

Cajá – Depois de errar cobrança de lateral, fez o gol da vitória em grande jogada. Será um bom reserva para o Maicosuel. Nota 7

Cordeiro – Está com gana e com raiva do banco. Merece voltar como titular contra o Goiás. Nota 6,5

Edno – Algumas boas intervenções, mas sem o poder de decisão dos tempos da Portuguesa. Nota 5

Joel – Fez as mudanças previsíveis, mas dessa vez as substituições deram certo e garantiram a vitória. A sorte continua com ele, bom para nós. Nota 6

NILTON SANTOS – Completou 85 anos nesse domingo e, como sempre pé-quente, certamente nos empurrou para conquistar três pontos importantíssimos. Parabéns, Enciclopédia – você é uma das três maiores glórias de nossa história. Nota MIL

Acréscimo – Como lembrou o Pereirão, que assistiu (partes do) jogo em João Pessoa, a partida desse domingo foi transmitida em canal aberto pela Globo para várias regiões do Brasil. Uma vitória como essa certamente contribui para aumentar a torcida alvinegra por todo o país.

Fotos – Lancenet!

Acréscimo (imperdível) de E. Sales, que foi, viu e venceu – Estive no Morumbi com a família (esposa e filhos).  Algumas curiosidades:
Ficamos quase 1 hora esperando os ingressos, pois a diretoria do “gigante” S. Paulo não acreditou em nossa torcida e disponibilizou menos tickets do que o procurado. E ainda reclamam de perseguição sobre o morumbi ser palco da copa 2014.
As torcidas do Fogão – Fúria, Jovem e Loucos – chegaram em paz.
A torcida só entrou em campo no gol do A.Carlos.
As organizadas levaram um banho dos torcedores desorganizados. Enquanto cantávamos eles ficavam em pé na frente de quem queria assistir o jogo sentado e não davam um pio sequer.
Joel estava tão sonolento quanto o time.
Todos perceberam que com Sandro Silva e Lento Flavio não iríamos a lugar algum.
Tem alguma coisa muito estranha. Quem entra de primeira não joga; quem entra no meio do jogo, decide. Vamos começar o jogo pelo segundo tempo e com os reservas.
Leandro Guerreiro definitivamente desaprendeu a jogar. Já o vi em melhores dias.
Edno está mais afim que muito nego que entra de prima.
Caio está mais preocupado em jogadinhas de efeito que com o gol.
Foi muito legal e sábado estarei no engenhão.
E.Sales

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4 Respostas para “S.Paulo 1 x 2 Botafogo: Obrigação de ganhar

  1. Hoje o Sandro Silva tirou todos os botafoguenses do sério. Impressionante a falta de vontade dele. Deu muita raiva!
    Contra o Goiás, o Joel poderia botar o M. Cordeiro para partirmos pra cima e aproveitar o mal momento do adversário!
    Promessa de casa cheia depois dessa vitória.

    Vamos Fogão!

    Volta MAGO!!

  2. Só faço uma ressalva: Nilton Santos é a maior glória da nossa gloriosa História. Parabéns!!

  3. Hoje, de manhã, no calçadão da praia, um entusiasmado botafoguense, camisa alvinegra com a estrela solitária ao peito, bradava:
    – Vamos ser campeões brasileiros!
    E completava: Em 1995, foi a última vez que o Fogão venceu o S.Paulo. Agora, 15 anos depois, quebramos o tabu e, não resta dúvida, o caneco vai ser nosso…
    Menos, amigo, menos – já me contento em não sofrer o risco de rebaixamento, de conseguir uma vaguinha na Sul-americana e, quem sabe, até sonhar com a Libertadores.
    Aí já terá sido bom demais!

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