Garrincha es Dios: La cronica del Pereirón!

 

O futebol argentino e a  homenagem especial a Garrincha

 C.Pereira

   Numa andança de seis dias em Buenos Aires, com um fim de semana no meio, algumas notas soltas sobre o futebol de los hermanos:

 1 – O interesse dos argentinos pela sua “selección” é, até agora, desprezível, a contar pelo noticiário nos jornais e nas TVs. Pouco se fala do selecionado que, tudo leva a crer, não é tido como candidato ao título.

 2 – Maradona e Messi estão longe de ser unanimidade nacional. O primeiro, como treinador, é muito criticado e o segundo, como jogador da seleção, é a grande dúvida dos argentinos. Suas últimas exibições na seleção e agora, no Barcelona, na Liga dos Campeões, o colocaram em evidente baixa junto aos torcedores.

 3 – Os clubes de maior torcida – Boca Juniors e River Plate – atravessam uma crise sem precedentes. O Boca, inclusive, mudou de técnico e até de presidente. Ambos foram defenestrados do clube e tidos como responsáveis pela derrocada do time que é um dos últimos colocados no atual campeonato. O mesmo ocorre com o River que, embora sem problemas maiores na administração, tem um dos piores times de sua história.

 4 – O time do momento, praticamente campeão nacional, é o excelente Estudiantes de La Plata, cujo maior trunfo é o extraordinário Verón que, como o vinho, quanto mais velho, melhor. Aliás, Verón é hoje, considerado um dos melhores jogadores portenhos, no mesmo nível de Messi, Milito, Samuel, Aguero, Palermo e até o injustiçado Riquelme – dentre outros.

 5 – O calendário do futebol argentino obedece ao estilo da Europa, com uma diferença. Enquanto nos países da Europa há um campeonato com dois turnos, em jogos de ida e volta com pontos corridos, na Argentina (como também acontece com alguns paises da América do Sul e Central) há dois campeonatos distintos. O Torneio Apertura que termina agora em maio e o Torneio Clausura que começa em setembro. Saem dois campeões que disputam a Taça da Argentina. Enquanto o Clausura classifica os clubes para a Libertadores, o Apertura indica os classificados para a Copa Sul-Americana.

 6 – Há grande disputa por vagas na Sul – Americana, que lá é bastante valorizada, diferentemente do que acontece no Brasil.

 7 – O futebol do Brasil não é acompanhado pelos argentinos. Os jornais se limitam a publicar os resultados dos jogos mais importantes e o destaque fica apenas para os jogos das taças continentais (Libertadores e Sul-Americana) em virtude da participação, também, dos clubes argentinos.

 8 – Messi não é nem de longe comparado a Pelé ou Maradona. Há admiração pelo futebol do jovem jogador do Barcelona, mas na opinião da maioria ele “ainda está muito distante de Maradona e Pelé”.

 Finalmente, a destacar, para nós, botafoguenses, que o Botafogo é tão conhecido (ou mais) do que o vasco, fluminense, corinthians e até flamengo. Explica-se pelos craques que, no passado, envergaram a camisa do Glorioso e que se exibiram, várias vezes, em campos argentinos – Nilton Santos, Didi, Zagalo, Jairzinho e, principalmente, Garrincha, considerado “el gênio de piernas tortas” e, na maioria das pessoas que ouvi (motoristas de táxi, garçons e funcionários do hotel onde me hospedei), o melhor jogador que já atuou nos campos portenhos em todos os tempos.

 Eu que vi (ao vivo e em cores) o lendário camisa sete jogar, no Maracanã, em General Severiano e aqui em João Pessoa, concordo inteiramente com “los hermanos”.

 E tenho dito…

PS: Não estava em João Pessoa, mas soube que o Feijão do Fogão, sábado passado na Marina Jacaré, foi um sucesso retumbante – basta dizer que as 600 camisas colocadas à venda  esgotaram!A festa durou a tarde inteira –  milhares de botafoguenses cantaram o hino do clube, beberam, dançaram e juraram amor eterno ao nosso pavilhão.
Foi pena não estar presente, mas seria interessante o comentário de um dos organizadores, E. Sales, que frequenta este blog com assiduidade. Ele, decerto, o fará com o melhor espírito do tio (este locutor que vos fala) que o fez botafoguense desde criancinha…

C.Pereira é jornalista e alvinegro, não necessariamente nesta ordem, e foi a Buenos Aires, com todas as despesas pagas pelos patrocinadores do Fogo Eterno, com a gloriosa missão de negociar com os argentinos a compra, em definitivo, do passe do Herrera. E, se os hermanos ficassem de muito trelelê, ele estava autorizado a trocar o Riquelme pelo Eduardo.

Anúncios

Uma resposta para “Garrincha es Dios: La cronica del Pereirón!

  1. num fórum de torcedores do gimnasia y esgrima la plata,que eu participo,alguns hinchas do lobo postaram fotos de camisas do Botafogo que eles têm. Achei mó irado. De fato, Garrincha ajuda muito nesse reconhecimento.

    Basta ver que em qualquer lugar,quando se perguntam os melhores do futebol,em todos os tempos,o Garrincha é presença obrigatória.

    assim como maradona-nápoli,pelé-santos,cruyff-ajax,eusébio-benfica, o Garrincha torna nossa agremiação eterna e ao mesmo tempo torna-se parte da identidade torcedor-clube.
    Como uma bandeira,um hino,um título…um título vivo! Que caminhava pelas relvas mundias levando um sorriso verdadeiro no rosto de cada vivente, jubiloso em estar acompanhando aquele PÁSSARO.

    Garrincha, tal qual Heleno, foi o Botafogo em pessoa. Drama e glória,alegria e tristeza viveram juntos em sua vida assim como esses sentimentos,8 ou 80,céu e inferno, estão incrustados em nossa alma alvinegra.

    Garrincha é nosso maior título!

    verdadeiro estandarte do Botafogo de Futebol e Regatas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s