Botafogo 2 x 1 Palmeiras: Vitória de cachorro grande

Até os 12 minutos do primeiro tempo, o Palmeiras tinha 6 x 1 no placar das finalizações.

Até os 10 minutos do segundo tempo, o Palmeiras tinha 11 x 9 no mesmo placar.

Logo depois, o Botafogo fez seus dois gols.

Talvez nesses números estejam a chave da partida disputada diante de 38 mil torcedores no Engenhão.

Porque, meus amigos, os primeiros minutos da paulistada foram avassaladores. O Botafogo simplesmente foi acossado e não conseguia encaixar nenhuma jogada no meio-de-campo, que dirá no ataque.

Foi o momento que Jefferson brilhou – na mais arrojada das defesas, tirou com a ponta dos dedos um chute com endereço certo.

Mas, aos poucos, e graças principalmente ao empenho de Guerreiro no desarme, e das incursões de Renato e Jobson no ataque, o Botafogo equilibrou as ações. Inclusive teve as duas melhores chances, desperdiçadas de forma lamentável por Lúcio Flávio e Reinaldo – não à-t0a, as figuras mais apáticas da partida, especialmente o segundo.

De toda forma, o resultado do empate nos primeiros 45 minutos, 0 x 0, era péssimo.

Sim, meus caros: por conta do empate no Couto Pereira, o Botafogo desceu para os vestiários do Engenhão na zona do rebaixamento.

Alguma coista tinha que mudar nos outros 45 minutos.

E o que mudou?

Mais raça, mais empenho da defesa foi a mudança mais visível. Se Alessandro e a zaga deram vaciladas na etapa inicial, justiça seja feita: jogaram muito nos últimos 45 minutos. Guerreiro, melhorou ainda mais.

E aí surgiu o primeiro gol, numa belíssimo cabeceio do Wellington. Aliás, eis a diferença entre os dois zagueiros: em jogos decisivos, Wellington faz gols a favor; Emerson marca gols contra.

O Palmeiras sentiu o golpe e não conseguia ameaçar verdadeiramente o Botafogo. E aí coube ao Renato, assim como tinha feito contra o São Paulo, fazer uma jogada esquisita mas eficiente e, depois de roubar a bola, cruzar para o Jobson concluir com categoria.

Botafogo 2 x 0.

De forma inteligente, o time passou a gastar o tempo, e o Palmeiras demonstrava nervosismo (Diego Souza queria arrumar uma briga de todo jeito, com alguém do Botafogo ou de seu próprio time), sendo pouco produtivo no ataque.

Mas como as coisas com o Botafogo têm que ser sempre sofridas, o que era para ser uma questão de tempo virou desespero já nos acréscimos, quando Robert se aproveitou de vacilo e deu um chute seco, sem chances para Jefferson.

Mais um gol e estaríamos rebaixados… Brrr!!!!

Quem não suou frio naqueles dois minutos finais? O Palmeiras ainda teve um ataque, e a bola saiu sem perigo. Aí o Gaciba foi correto e não inventou: acabou o jogo quando faltavam 5 segundos para encerrar o tempo dos acréscimos.

Botafogo 2 x 1. Ganhamos do Palmeiras e do São Paulo em casa, ganhamos do Inter fora de casa, só perdemos para o atual campeão brasileiro.

 Ou seja: na briga com os que ocuparam a parte de cima da tabela, o desempenho foi muito acima da média. O problema é que perdemos pontos demais para os times pequenos…

Mas bola pra frente. Que tenha servido como lição para a diretoria que a política do barateamento é kamikaze, e quase nos levou para um lugar que não nos pertence.

Abram o olho e comecem a trabalhar. Que sirva de alerta o que ocorreu em 2009 e que, a partir de agora, o Botafogo volte a brigar por títulos, não para evitar (mais) humilhações.

Atuações:

Jefferson – Excelente. Ótimas defesas na primeira etapa, muita malícia para esfriar o jogo no segundo tempo. Nota 9

Alessandro – Um ou dois vacilos no início, mas é de se reconhecer que fez ótimos desarmes ao longo da partida. Nota 7

Juninho – Perdeu duas vezes no mano a mano com os atacantes verdes, mas no resto esteve bem. Nota 6

Wellington – Fez o gol que ajudou a nos salvar e ainda não deu moleza para os verdes. Nota 8

Diego – Alguns buracos e tentativas de apoio, sem muita efetividade. Nota 6

Guerreiro – Uma partida irretocável. Nota 9

Renato – Deu consistência ao ataque e ainda descolou, sozinho, a jogada do segundo gol. Nota 9

Lúcio Flávio – Perdeu um gol feito, tentou lançamentos, mas pouco produziu. Nota 5

Jobson – Mesmo sem tanta inspiração como no jogo contra o São Paulo, foi o cara que preocupou os palmeirenses. Frieza e categoria na hora do segundo gol. Uma bela (e precoce) despedida. Nota 9

Reinaldo – A peça destoante. Não conseguia dar sequência às jogadas, teve uma chance clara e perdeu cara a cara com Marcos. Pior: facilmente marcado, facilmente desarmado, se arrastou em campo. Saiu no segundo tempo para poder curtir todos os detalhes da festa do amigo Adriano na Vila Cruzeiro. Nota 3

Victor Simões – Só foi visto por conta de uma matada bisonha de bola, que foi parar na lateral. Mais um que está com fôlego para curtir as festas no morro. Nota 1

Thiaguinho – Entrou com seriedade e ajudou a segurar o resultado. Nota 5

Jônatas – Era para entrar e prender a bola, mas, certamente com a cabeça na festa da mulambada,  nem isso conseguiu fazer. Nota 3

Estevam Soares – O time aguentou a pressão e soube construir a vitória. Se a ideia é trazer Celso Roth, acho que o Estevam deveria continuar para poder montar um elenco competitivo  para o ano que vem, mas isso a gente discute mais tarde. Nota 7

Torcida do Botafogo – Bela festa na entrada dos jogadores, apoio durante a partida e sem exageros na comemoração do resultado. Nota 10 aos que foram ao Engenhão, tanto os que moram no Rio como os que saíram de seus estados para apoiar o time em momento decisivo (parabéns, Rodrigo “Cantinho Botafoguense” Federman!).

Transmissão do Pay-per-view do SporTV– Pecou pela ênfase no sadismo e na morbidez. Em vez de mostrar todos os lances, preferiu procurar nas arquibancadas cenas de sofrimento e tensão, certamente para preparar a edição com rostos de dor ao final da partida. A Operação Caça-lágrimas se mostrou irritante e, felizmente, contraproducente. Nota ZERO

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5 Respostas para “Botafogo 2 x 1 Palmeiras: Vitória de cachorro grande

  1. Pingback: Botafogo 2 x 1 Palmeiras: Vitória de cachorro grande « Botafogo, sempre serás GLORIOSO!

  2. Valeu, Marcelo!
    Ufa, acabou, amigo! Que nunca mais passemos por um ano tão horrível como foi esse de 2009 para o torcedor botafoguense!
    Ufa, enfim, poderemos dormir aliviados!
    E amanhã, estrada de volta para Vitória…mas agora, com 30 kg de tensão jogados fora…
    Abs e SA!!!

  3. Parabens colega. Seus comentários me dizem que assistimos ao mesmo jogo e com os mesmos sentimentos. Vi Alessandro brilhar nos desarmes, vi a placidez de Reinaldo, a falta de balanceamento e alinhamento de VS, as irritantes imagens de torcedores (exceto a gloriosa torcedora botafoguense) e a a raça e vontade dos demais. Ufa!!! bom Natal e Feliz ano Novo para nós Herois anônimos botafoguenses..

  4. haahah quando deu 45 a band cortou pro jogo do flamengo,ai fiquei esperando voltar,não voltou,ai fui pro computador ai quando abri o globoesporte já tinha acabado! pelo menos na partida derradeira sofri menos ahahaah

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