Dez erros de 2009- Primeira Parte

Quando o Leonardo Gaciba decretar o fim da partida de domingo, não haverá espaço para reflexões. Alívio ou tristeza, um dos sentimentos nos espera – e não há mais como fugir dessa realidade. Antes que a emoção turve de vez as nossas almas, eis dez erros de 2009 que, independente da divisão que jogaremos no próximo ano, não podem ser repetidos. Nessa sexta-feira, os cinco primeiros:

* Montagem do elenco: muita gente, pouco talento – Contratações de balaio, no início do ano, mostraram o desespero alvinegro para montar um grupo e disputar o campeonato carioca. Naquela primeira leva, veio apenas um grande nome: Maicosuel. Mas era a única pérola no meio de jogadores de nível incompatível com um time grande: Diego, Jean Carioca, Léo Silva, Fahel… Por que tanta gente com tão pouco talento? (o que nos leva para o item 2)

* Carta-branca para quem não merece carta-branca: Ney Franco e Anderson Barros, responsáveis por maior parte das contratações do início do ano, jamais mostraram currículo compatível com a responsabilidade que lhes foi passada pela diretoria. Inexperientes e voluntariosos, os novos cartolas alvinegros confiaram todas as fichas na dupla. Só interferiram em uma coisa (o que nos leva para o item 3)…

* A volta dos que nunca deveriam ter voltado: Lúcio Flávio e Juninho tecnicamente são bons jogadores (o primeiro, melhor que o segundo), mas nada além disso.  A passagem de ambos pelo Botafogo, porém, foi marcada pela fraqueza emocional, especialmente em decisões. Como é que os dois, praticamente enxotados pelos clubes que os contrataram (Santos e São Paulo), voltam a General Severiano, e ainda com status de líderes do grupo, sendo um deles içado à condição de capitão? Ficou evidente que o Botafogo (inclusive parte da torcida, na qual me incluo no início da temporada) se contenta com pouco, ou com bem menos do que outros grandes clubes têm como requisito para avaliação técnica e física.

* Tempo demais para encontrar o goleiro: Pelo espírito de luta e pela nossa vontade de ter de todo jeito um ídolo forjado em General Severiano, confiamos por muito tempo no Castillo e no Renan. Sobre este último, acho que pagou pela inexperiência e por nossa afobação, mas é um jovem com uma bela carreira pela frente. Quanto ao Castillo, simplesmente não dá para ele jogar futebol de ponta no século 21. Poderia ter sido um grande arqueiro em outra época, mas agora altura é fundamental. E, a cada falha de posicionamento ou de falta de envergadura mesmo, a gente perdoava, porque também queríamos ter um ídolo gringo, ainda mais depois do que o River fez com a gente em 2007 em Buenos Aires. Felizmente, Jefferson reapareceu no returno e passou a fechar o gol. Não tenho nenhuma dúvida que, caso Jefferson não tivesse voltado, o Botafogo já estaria rebaixado.

* Frustração com um dos nomes mais importantes do elenco – Reinaldo foi, na minha opinião, a grande decepção da temporada. Pelo status que chegou, pela técnica que sabíamos que ele tinha, achávamos que tínhamos novamente reencontrado o caminho do gol. Que nada, só redescobrimos o caminho da enfermaria. Pior: em campo, a cada cinco partidas, se arrasta em quatro delas. Vejam a diferença que Adriano, Fred e até mesmo o Elton fizeram a favor dos rivais cariocas. O nosso centroavante é, disparado, o de pior rendimento. Até Val Baiano, do Barueri, marcou mais gols do que Rei-nada.

* Desatenção da diretoria com o que realmente importa: o futebol profissional –  O presidente Maurício Assumpção, não tem como negar, fez muitas coisas em 2009: assumiu o papel de relações-públicas, reativou os esportes amadores, fez parcerias, investiu nas divisões de base, se mexeu (de forma bem polêmica, com a babaquice de Stadium Rio) para fazer o Engenhão dar lucro, inventou até um time de futebol americano. Mas deixou o futebol nas mãos da dupla Anderson Barros e André Silva: um é sabidamente incompetente, o outro, torcedor inexperiente e, pior, parece ter relações de amizade com alguns jogadores. Ou seja, a cobrança dos jogadores sempre passou pelo lado afetivo, em vez de ser pautada pelo profissionalismo. Assim, o departamento de futebol passou a funcionar de forma viciada. Demoramos muito tempo para demitir o Ney Franco, por exemplo – o próprio treinador mineiro, em um daqueles vexames no Engenhão, confessou que esperava ser demitido, mas foi surpreendido com a sua manutenção. Agora, na reta final, Assumpção se mostrou mais presente – só que ficou tarde demais, os erros cometidos já não poderiam ser mais corrigidos.

Antes do jogo, mais cinco erros cometidos em 2009. Comentários sobre os itens acima e sugestões para os próximos?.

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3 Respostas para “Dez erros de 2009- Primeira Parte

  1. Marcelo,

    Se você olhar os comentários antigos, desde o final do ano passado (inclusive outros blogs ), verá que criticamos e muito a renovação do embuste de treinador, Nfraco!
    Verá que criticamos o retorno dos amarelões!
    Verá que criticamos a contratação do dirigente com expertise em rebaixamento!
    Parte da torcida levou faixas criticando tudo isso e o fantoche de presidente, Omisso Omissão não escutou!

    Sugiro o cometário sobre as presenças nefastas daqueles que já nos rebaixaram e delapidaram com patrimônio e finanças do clube ao final dos seus mandatos.
    Desconfio que essa corja de abutres escolheram a dedo e indicaram o presidente Mauricio (Omisso Omissão), pois é facilmente manipulável.

    Abs e Sds, BOTAFOGUENSES!!!

  2. Você colocou seis.

    Dá até pra entender.

  3. Marcerlo, BRILHANTE análise! Muito boa mesmo!
    Abs e SA!!!

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