Atlético-PR 2 x 0 Time de 2009. Agora é oficial: Chegamos à beira do caos

No início do segundo tempo, Estevam Soares trocou o inoperante Ricardinho por Jônatas. No lance seguinte, o reserva errou passe e armou contra-ataque para o Atlético-Pr. Ainda nesse período da partida, Alessandro fez a sua primeira jogada individual ofensiva e driblou um adversário. Victor Simões ficou no seu caminho, obstruiu a passagem do lateral alvinegro e permitiu que Bruno Costa (aquele indicado pelo Cuca em 2008) ganhasse na corrida e chegasse perto da área de Jefferson. Poucos instantes depois, o Atlético-PR fez o segundo gol da partida e liquidou a partida.

Alguém lembrou da partida contra o Barueri? Eu lembrei.

 Porque o Botafogo, que já não tinha jogado quase nada na primeira etapa (só teve a bola na trave na cabeçada de Fahel e nada mais), entrou no segundo tempo como se estivesse ganhando por 5 x 0. Inoperante, inofensivo, irritante. Desinteressado.

Lúcio Flávio errava passes de meio metro. Renato, deslocado para o ataque, sumiu de vez. E Victor Simões, bem, ele fez o de sempre: errou passes, errou chutes, errou cabeceios. Errou tudo, enfim. Perguntei aqui no Fogo Eterno quem marcaria os gols fora de casa, com a ausência de Jobson e Juninho. Aconteceu o previsível: O Botafogo só teve alguma chance nas bolas paradas. Nenhuma triangulação, nenhuma jogada individual, nada, nada, nada.

 O que a gente não esperava era a partida lamentável do Leandro Guerreiro. O único que demonstrava regularidade entre os volantes teve uma tarde desastrosa – falhou no primeiro gol e ainda cometeu uma série de bobagens. Parecia possuído pelo espírito de Fahel.

(Por falar em Fahel, mais uma vez ele quase teve um gol marcado e mais uma vez fez um pênalti bobo, dessa vez ignorado pela arbitragem. Ou seja, manteve o seu desempenho ao longo da temporada)

Um time sem capacidade de dominar o meio de campo, sem periculosidade ofensiva e frágil defensivamente não pode sonhar com muita coisa na casa do adversário.

Pior: de novo, sem brio, sem luta nos momentos cruciais da partida. Comentário de um jovem espectador alvinegro, do alto de seus 13 anos: “esse Atlético não joga nada, e a gente consegue ser pior do que eles”. Sim, meus caros. Porque o time paranaense continua sendo tão frágil como o que eu vi em Brasília, em julho de 2007, com o mesmo Antonio Lopes no banco. A diferença está na queda brutal de qualidade dos jogadores que vestem a camisa alvinegra. Naquela partida, vencemos por 2 x 0 e poderíamos ter feito mais.

Nesse domingo, perdemos por 2 x 0 e poderíamos ter perdido de muito mais. Ainda ouvimos gritos de “olé, olé”.

Me permitam deixar para comentar ao longo da semana a partida contra o Palmeiras.

Talvez com a perspectiva da volta do Jobson e do Juninho minhas esperanças consigam ultrapassar o limite do zero, onde elas se encontram nesse momento.

 Só dependemos de uma vitória simples em cima do Palmeiras… só?

Na tarde desse domingo, só vibrei em dois momentos: com dois gols do Cruzeiro, um deles do Wellington Paulista. É isso o que o Botafogo 2009 reservou a seus torcedores na penúltima rodada do campeonato.

Obrigado, diretoria alvinegra, por esse elenco montado para uma das mais patéticas temporadas de nossa história.

Ah, o Reinaldo (sim, ele entrou no segundo tempo e não fez nada, alguma surpresa?)  prometeu “tudo ou nada” no domingo. Pelo que ele produziu nesse ano, dá para desconfiar qual é a resposta mais provável, certo?

Por último, uma certeza, que vai em negrito, com destaque: Quem perdeu  o jogo em Curitiba, como para o Barueri e tantos outros desempenhos ridículos em 2009, não foi o Glorioso. Foi  o time de Maurício Assumpção, André Silva, Anderson Barros (valeu pela lembrança, Ana Elisa!), Ney Franco, Estevam Soares, Victor Simões, Fahel, Leandro Guerreiro, Lúcio Flávio, Alessandro (o “presidente”), Reinaldo (“a maior contratação do futebol carioca de 2009”), Juninho (o “capitão”)… esse time não é o Botafogo.

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11 Respostas para “Atlético-PR 2 x 0 Time de 2009. Agora é oficial: Chegamos à beira do caos

  1. Agora, só há duas chances de não ser rebaixado.
    1 – Ganhar do Palmeiras, pois qualquer resultado do flu contra o coritiba, um dos dois cai e continuaremos na série A;
    2 – Empatar com o Palmeiras e torcer para o flu ganhar do coritiba.
    Portanto, meus caros amigos alvinegros, essa partida de domingo contra o Palmeiras é o jogo da vida do Botafogo… ou da morte!
    Afinal, no jogo mais importante do ano, quem sabe a gente possa escapar usando bem as letras – 3 Jotas em campo – Jefferson, Juninho e Jobson e um Tesão… de torcida nas arquibancadas!
    E’ muita esperança para um time tão ruim.
    Mas, vai fazer o quê?
    O Botafogo é o único clube por quem aprendi a torcer (e sofrer, muito mais, agora) desde menino…
    E não será agora, quase no ocaso da vida, que vou deixar de fazê-lo, ainda que seja na série B.
    Se em 2010, estivermos na Segundona. é até possível que a torcida compareça mais aos jogos e o clube ( com outro time, outra diretoria e outro técnico) ressurja das cinzas!

  2. Marcelo, e para fechar o campeonato (ridículo) com chave de ouro, uma coincidência que ao meu ver é justa: O Cuca (de quem eu gosto) salvará o Botafogo e rebaixará o maior dos bandidos que passaram por GS nos últimos tempos (NF, por quem nutro o maior dos desprezos)!
    Abs e SA!!!

  3. Gostaria de compartilhar apenas um pequeno sentimento: se tivemos até agora ÂNIMO para assistir rodada por rodada sem deixar de ter ESPERANÇA e AMOR INCONDICIONAL por esse B O T A F O G O, não vai ser um palmeiras qualquer que irá acabar com o nosso OBJETIVO!!!
    Eu ACREDITO que domingo que vem estaremos FELIZES e acima de tudo EMOCIONADOS como nenhum torcedor do Brasil. Porque só nós BOTAFOGUENSES sentimos isso intensamente!

    EU ACREDITO!

  4. Faltou o Anderson Barros.

    Depois volto aqui e escrevo com calma.

  5. Domingo, 06 de dezembro de 2009

    Companheiros, já comecei a agendar um retiro para esse dia porquanto prometi para mim mesmo anos atrás que caso acorresse novamente poderia até conviver com uma situação dessa do Botafogo mas assistir e acompanhar os jogos de forma alguma.
    Gosto muitíssimo de mim e tenho consciência de que algumas pessoas ainda dependem da minha pessoa trabalhando efetivamente.
    Abraços e beijos,
    Luis Celso

    Desculpe-me Amigo:

    Prezado amigo Afonsinho
    Eu continuo aqui mesmo
    Aperfeiçoando o imperfeito
    Dando um tempo, dando um jeito
    Desprezando a perfeição
    Que a perfeição é uma meta
    Defendida pelo goleiro
    Que joga na seleção
    E eu não sou Pelé nem nada
    Se muito for, eu sou um Tostão

    Fazer um gol nessa partida não é fácil, meu irmão

  6. Eu não consegui assistir o jogo inteiro de tão horrível que as duas equipes são. Esses dois elencos – de Botafogo e Atlético PR – mereciam cair direto para a série C. É uma vergonha para o futebol brasileiro ter esses jogadores disputando a Primeira Divisão do campeonato nacional. O jogo foi, simplesmente, ridículo.
    E pior foi constatar mais uma vez o desinteresse, a apatia, a falta de gana dos jogadores que atualmente vestem a camisa do Botafogo. Não aguentei e depois do segundo gol fui assistir à excelente partida entre Goiás e São Paulo. Às vezes voltava para o jogo do Botafogo com a esperança de ver alguma reação do time, mas depois de dois minutos vendo o jogo constatava o óbvio: esses caras não representam o Glorioso, não podem em hipótese alguma estampar a estrela solitária no peito. O Atlético é tão ruim quanto “esse Botafogo”, mas ganhou porque demonstrou um mínimo de interesse na partida.
    Eu acredito que dá pra escapar, mas tão-somente por causa da volta do Jobson. Se ele não jogasse, não teríamos a menor chance. Eu mesmo já teria jogado a toalha. Outra pessoa que pode vir a nos salvar é, curiosamente, o Cuca. O Fluminense depois de uma maratona de partidas necessitando da vitória pra escapar, sem poder se dar ao luxo de outro resultado, agora enfrenta o Cortiba precisando apenas de um empate pra se livrar da série B; mas o empate entre Coritiba e Fluminense obriga o Botafogo a vencer o Palmeiras. Se o Fluminense vencer o Coritiba no Couto Pereira, um empate nos basta para escapar. Então, Cuca, por favor – coloca esse time pra frente, joga pra vencer, joga pelo Fluminense e um pouco também pelo nosso querido Botafogo.

  7. Marcelo,
    No segundo gol desliguei a TV e fui dar uma volta. No retorno não vi nada sobre esporte. Só hoje estou vendo os gols da rodada.
    É triste e lamentável ver o desinteresse desse bando que entra em campo.
    Se cairmos farei igual ao Luis Celso, terei dois anos sabáticos dos estádios.
    Com essa corja no poder estaremos disputando a série C no ano de 2011.

    Abs, tristes, deprimidos, mas mais apaixonados por essa ESTRELA que nos conduz!

  8. Muito pensei. Domingo pensei eu ficar em casa só. E sair depois que acabarem os jogos. Imaginei.
    XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
    Dia 06/12/09 . 16e50 de domingo. Estou sozinho em casa, meu filho não merece ver minha angústia e apreensão. Começo assistindo Dexter.
    17e40. Sou interrompido por fogos, barulhos, gente gritando, êxtase -Provavelmente gol do flamengo. Tento nao pensar no Botafogo, mas percebo que não conseguirei terminar um capítulo.
    19h. Ouço hino do flamengo por todos os cantos. Ligo a TV, vejo a festa da mulambada. Mudo de canal, vejo o choro e a tristeza estampadas nos rostos de cada torcedor, não me contenho e mesmo longe choro.
    XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
    Dia 06/12/09 . 14e00 de domingo. Tirei um cochilo depois do almoço, tive um grande pesadelo.
    14e30. Tomo banho, arrumo meu filho e partimos para o Engenhão, com amor e esperanças que jamais morrerão.

    Abçs a todos e domingo estaremos juntos.

  9. Tenho que acreditar, sempre, mesmo que nossa história recente não nos dê muita esperança. Vou torcer até o fim.

  10. Em que enrascada essa diretoria pilantra nos enfiou, hein?

    Que prevaleçam os 3 jotas.

    Saudações alvinegras!

  11. Tirando o cochilo, caso estivesse no Rio no próximo Domingo faria a mesma coisa, até joguei nas loterias:

    “Dia 06/12/09 . 14e00 de domingo. Tirei um cochilo depois do almoço, tive um grande pesadelo.
    14e30. Tomo banho, arrumo meu filho e partimos para o Engenhão, com amor e esperanças que jamais morrerão.

    Abçs a todos e domingo estaremos juntos.”

    Levaria, ganhando na loteria, meus três filhos de Brasília e a Mãe deles, já que os grandes do Rio um é Fluminense e o outro Flamengo.

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