Cruzeiro 1 x 0 Botafogo: Demorou, Estevam…

 

Dessa vez não deu certo a estratégia de Estevam Soares de jogar com três atacantes fora de casa.

Por motivo simples: dos três, apenas um deles correspondeu às expectativas do técnico e conseguiu jogar – mas apenas por 45minutos: Jobson.

Victor Simões deu dois chutes e nada mais.

André Lima teve mais chances, mas errou tudo – e de forma lastimável. No início, já deu sinal que não estava bem: ficou impedido três vezes em menos de 20 minutos. E, no final, no único lançamento certeiro do Lúcio Flávio, ele tropeçou na bola. Uma atuação horrorosa.

Com três zagueiros e três atacantes, diz um dos mandamentos do futebol, o meio-de-campo é que sai prejudicado. Ainda mais quando esse meio é integrado por Fahel e Lúcio Flávio –  novamente, com desempenho ridículo. O Cruzeiro alugou a intermediária alvinegra durante quase toda a partida – só perdeu o domínio do jogo nos últimos 15 minutos, quando ficou com dez jogadores após a contusão séria do Soares, que chegou a ser removido de ambulância (o veículo poderia ter levado também meio time do Botafogo para fazer tomografia e verificar a presença ou não de massa encefálica na parte do corpo que fica acima do pescoço).

Por isso, o Cruzeiro chegava por todos os lados, obrigando Jefferson a fazer excelentes intervenções e de todos os tipos. Aliás, não fosse pelo goleiro, o alvinegro teria sido impiedosamente goleado no Mineirão.

Quis o destino, porém, que o lance do gol tenha surgido pelo meio – e com duas falhas individuais consecutivas (e bisonhas) de Teco e Diego, que permitiram que a bola chegasse livre para Thiago Ribeiro arrematar sem chances para Jefferson. E, para acentuar a crueldade, o lance nasceu de um contra-ataque após um erro grosseiro do bandeirinha, que assinalou um impedimento inexistente de Jobson – ele entrava sozinho, cara a cara, e tinha a chance de fazer o primeiro gol alvinegro (alguma surpresa com erro de arbitragem contra o Botafogo em lance decisivo da partida?).

Estevam, que demorou para mexer na equipe, tentou então uma reação. Mas aí mexeu mal: acertou ao colocar Rodrigo Dantas, que deu mais consistência ao meio (mas ainda demonstra muita irregularidade na finalização), e errou feio ao colocar Reinaldo, novamente inofensivo, sem brio, sem postura de centroavante. Na verdade, esse era um jogo para o Jônatas, mas até mesmo o cambaleante Renato teria sido mais útil do que “a maior contratação do futebol carioca de 2009” (quá, quá, quá…).

De forma desordenada, baseado quase que exclusivamente nos cruzamentos de Batista, o time despejou chuveirinhos na área cruzeirense – as tentativas de triangulação foram breves e ineficazes, esbarrando na canela de André Lima.

Foi pouco.

Cruzeiro 1 x 0.

Mas podia ter sido pior:  por sorte, após um início de domingo preocupante com a vitória do Sport em cima do curíntia, nossos adversários diretos na luta pelo rebaixamento também perderam fora de casa. E, no caso do náutico, graças a Leandrão, que fez dois gols e virou o jogo para o Vitória no Barradão.

No mais, sem grandes expectativas, vamos ao clássico, torcendo para que Jefferson continue em ótima forma e Jobson dê uma canseira no Juan e no Léo Moura durante toda a partida. Nos outros jogadores, confesso que não nutro grandes esperanças. Muito pelo contrário.

Como eles jogaram?

Jefferson – Testado de todas as formas; além de duas defesas à queima-roupa, ainda mostrou que está atento com saídas precisas (já pensou se fosse o Castillo?). A melhor contratação para o Brasileirão. Nota 8

Alessandro – Tomou diversas bolas nas costas no primeiro tempo. Até apoiou, mas sem eficiência. Nota 4

Teco – Uma falha capital e algumas demonstrações inequívocas que continua sem ritmo de jogo. Nota 3

Emerson – O menos ruim dos zagueiros, por conta da seriedade. Nota 5

Diego – Mal na marcação, dessa vez também não contribuiu no apoio. Nota 4

Guerreiro – Briga solitária, algumas boas antecipações, mas sem brilhantismo. Nota 5,5

Fahel – Não marca bem, não apoia, não faz nada de produtivo. Nota 3

Lúcio Flávio – Eis um jogo para justificar todas as críticas que recebe: lento, dispersivo e pouco objetivo. Nota 1

André Lima – Se fosse na pelada, teria sido expulso pelos companheiros do próprio time. Mas como é jogador de empresário, ganha em euro e é animador de torcida, permaneceu 90 minutos em campo. Nota ZERO

Reinaldo – Deveria passar num posto do INSS para requisitar a aposentadoria, ficar em casa e mostrar aos netinhos o DVD com o golaço que marcou contra o Galo. Nota 1

Victor Simões – Duas conclusões, dedicação tática (ajudou a fechar o lado esquerdo) e correria. Como já falei, no rúgbi, seria craque. Mas, como é futebol jogado com os pés… Nota 3

Batista – Entrou no lugar de Fahel e, com a omissão de Lúcio Flávio, ficou responsável por toda a criação ofensiva do time. Não poderia dar certo. Nota 4  

Jobson – Início arrasador, infernizando a zaga cruzeirense. Depois foi se apagando e, no segundo tempo, simplesmente não acertou nada. Queda preocupante. Nota 5,5

Rodrigo Dantas – Objetividade na busca da conclusão, mas ainda tem muito a aprimorar. Nota 5 

Estevam Soares – Na teoria, tudo bem: tentar ganhar o jogo na casa do adversário. Mas demorou demais para perceber que, por conta de uma série de atuações pífias, seu esquema tinha ido para o vinagre. Deveria ter mexido já no intervalo. Quando terá coragem de substituir André Lima e Lúcio Flávio? Nota 4

Leandrão – O mais eficiente centroavante alvinegro da rodada. Com seus gols, salvou o Fogão de voltar à zona de rebaixamento. Nota DEZ

Anúncios

3 Respostas para “Cruzeiro 1 x 0 Botafogo: Demorou, Estevam…

  1. de que adiante jogar com três atacantes sendo que só o Jóbson oferece algum risco para o rival…o Victor Simões não tem capacidade de jogar fora da área, nem dentro…o André Lima reclama, se joga e fica em impedimento o tempo inteiro…não fosse o Jéferson o Botafogo voltaria humilhado pra casa…

    abraço!!!

  2. Ué, não é você que nunca falou mal do Lucio Flavio e do Reinaldo?

    rs

    “E, para acentuar a crueldade, o lance nasceu de um contra-ataque após um erro grosseiro do bandeirinha, que assinalou um impedimento inexistente de Jobson – ele entrava sozinho, cara a cara, e tinha a chance de fazer o primeiro gol alvinegro (alguma surpresa com erro de arbitragem contra o Botafogo em lance decisivo da partida?).”

    MAIS DO MESMO

  3. Muito boa análise, Marcelo.
    Meu único porém é para o Jobson, que tudo bem, foi o melhor (ou “menos pior”) do ataque, mas eu não achei isso tudo. Aliás, acho que estão/estamos fazendo muita festa para o rapaz de forma precipitada.
    Torço para estar redondamente enganado, mas ele ainda não despertou toda essa euforia em mim.
    Até pq, em um elenco medíocre como o nosso, qualquer Jobston se destaca!
    Abs e SA!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s