“Não guardo mágoa de ninguém”: Fala, Dodô!

Aos que ainda não participaram da enquete aí do lado, sobre a volta de Dodô em 2010, eis um subsídio que pode ajudá-los a formular seu voto. A entrevista com o Artilheiro dos Gols Bonitos foi publicada nessa quarta, no Correio Braziliense.

Fala, Dodô!

Como foi o período fora do futebol?

Um dia a dia diferente. Mas procurei manter a rotina de treinamentos de segunda a sexta. E fiz algumas coisas que não tinha tempo. Pude levar meu filho para a escola, as crianças ao parque… Minha família é toda de São Paulo. Fazia tempo que eu não via muita gente. Então deu pra voltar o convívio com os amigos, com a família. Tive mais tempo para isso já que não tinha concentração.

Como fez para não perder o ritmo?

Treino duas horas por dia, de manhã, todo dia, pra manter a rotina de acordar cedo e treinar, para não perder a forma. E duas vezes por semana, às quartas e aos sábados, tem um pessoal que não joga mais, um pessoal que está sem clube, e vou lá treinar com eles também, para não perder o contato com a bola.

Sente saudades de jogar?

Não tem como não ter vontade de jogar de novo. Tenho saudade de treinar com bola diariamente. E de jogar. Jogar bola é muito bom, jogar futebol é muito gostoso.

Pensou em parar de jogar?

Em nenhum momento. Até pela forma como aconteceu de estar esse tempo parado.

Você se considera injustiçado?

Da forma como aconteceu, do jeito que aconteceu, a situação foi de pura injustiça. Mas se você ficar pensando muito nisso, vai pirar, né? Sempre procurei manter a cabeça tranquila, ter fé em Deus para superar tudo e treinar para poder estar jogando daqui a pouco.

Sente mágoas?

Não tem como guardar mágoa de ninguém. Ninguém faz por querer. Nunca acusei ninguém de fazer por querer o que aconteceu. Foi falta de atenção, falta de cuidado. Mas já passou e não adianta ficar remoendo.

Se pudesse mudar algo antes do doping, o que mudaria?

Não tem como mudar. Uma coisa que é dada pelo Botafogo, suplemento, coisas que eu sempre tomei a minha carreira toda em outros clubes… Não tem como mudar. Não tem como prever.

Recebeu o apoio dos fãs?

Com certeza. Eu sempre fui um jogador muito respeitado, de passar credibilidade para as pessoas, isso sempre foi o meu ponto forte. Tanto no Rio como em São Paulo, que são os lugares que eu convivo mais, tive muito apoio.

 Como você avalia a Justiça Desportiva brasileira?

No meu caso não teve força. Eu fui julgado aqui, fui absolvido aqui, todo mundo sabe o que aconteceu, e o caso foi parar na Suíça, na Corte Arbitral do Esporte. Então a decisão daqui não valeu de absolutamente nada.

Como você projeta o seu retorno?

Vou estar livre da suspensão no dia 7 de novembro. A temporada aqui no Brasil praticamente acabou. Vou ver se jogo aqui no Brasil no ano que vem e ainda tenho a possibilidade de disputar alguma coisa no exterior.

Você já recebeu alguma proposta?

Todo mundo sabe que a minha suspensão termina dia 7. Conversei com muita gente ao longo da temporada, mas não dá pra você firmar alguma coisa sendo que você não pode fazer contrato. O mais importante para mim agora é vencer o prazo da punição e poder conversar com todo mundo tranquilamente.

Você manteve vínculo com algum clube? Como se sustentou?

Eu tinha um contrato com o Fluminense que terminaria agora no final da temporada. Mas se eu pegasse uma punição maior do que seis meses, o meu contrato se cancelaria. Então esse ano praticamente todo eu fiquei sem vínculo com nenhum clube. Me mantive com o meu dinheiro.

Espera voltar com o mesmo rendimento de antes? Procurei não perder uma boa condição física. É claro que preciso treinar com o pessoal, né. Mas o que me motivou de estar aqui é não precisar perder tempo de um, dois meses quando voltar. É chegar, treinar e jogar.

O que você ainda espera na sua carreira?

Não dá para programar o tempo que se resta para jogar futebol. Isso é uma coisa que eu não faço e nem vou fazer. Enquanto você está bem fisicamente… Eu nunca tive lesão e também não iria voltar se não tivesse condições físicas. Então é voltar a jogar e ver o que vai acontecer.

Promete ainda ser o “Artilheiro dos gols bonitos”?

Eu espero voltar a jogar. Isso aí é consequência daquilo que vai acontecer. Fazer gol é uma coisa que você não esquece.

                                                                                       ******

Entrevista concedida ao repórter Felipe Seffrin e publicada no caderno Super Esportes, do Correio Braziliense, nessa quarta-feira. Mas a pergunta que não quer calar continua sem resposta conclusiva: Dodô aceitaria voltar ao Botafogo? E a torcida, aceitaria Dodô de volta?

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4 Respostas para ““Não guardo mágoa de ninguém”: Fala, Dodô!

  1. o resultado da sua enquete revela que a maioria esmagadora quer Dodõ de volta ao Botafogo…esta também é a minha vontade, apesar de tudo aconteceu, a combinação BOTAFOGO + DODÔ = MUITOS GOLS…isso é o que me importa….tudo o que foi falado ou especulado fica no passado…

    abraço!!

  2. Nas varias vêzes que o Dodô deixou o Botafogo eu o almadiçoava e jurava a mim mesmo não querer ve-lo novamente com a camisa alvinegra, mas bastava o anuncio de sua volta e eu ja me esquecia de toda raiva e aguardava com esperança o seu retorno.

  3. dodô sempre será idolo dos botafoguenses,esperamos a sua volta

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