A sorte do jogo

“A dedicação dos jogadores foi de suma importância.Todo mundo se empolgou, lutou. Tivemos a sorte do jogo,que nos faltou em algumas partidas”

Essa foi a mensagem mais recente postada pelo Estevam Soares em seu twitter, referindo-se a vitória em cima do Goiás no último domingo.

Nela, consta uma expressão que me chamou atenção: “A sorte do jogo”. Fiquei encafifado e pensei com meus botões – acho que ele não se referiu apenas à bola na trave do Jefferson quando a partida ainda estava 1 x 0. Entendo “a sorte do jogo” como expressão mais ampla – tem a ver com a expulsão de um adversário ainda no primeiro tempo, com falhas individuais que não chegam a comprometer o resultado da partida (mesmo quando se perde um pênalti – e a cobrança do Lúcio Flávio foi simplesmente ridícula), com substituições que dão certo na hora exata – como a entrada do Jobson, etc etc.

Só se for nesse sentido.

Porque, na minha opinião, a vitória de domingo não foi resultado da sorte – mas veio como consequência de uma série de decisões acertadas tomadas fora e dentro de campo. Entre elas, duas do próprio Estevam, quando montou um time ofensivo e fez a alteração correta no intervalo ao tirar o Rei-Nada para entrada do JobSon (O Filho Trabalhador, numa livre tradução inglês-português).

Claro que há o reverso da medalha – o azar do jogo, que aí inclui um goleiro reserva (Gléguer) que entra aos 10 minutos e fecha o gol, como na partida contra o Vitória; lances de infelicidade, como gols contra que derrubam os ânimos de jogadores e da torcida, como o do Juninho na mesma partida, etc etc etc. Mas cabe a um time verdadeiramente forte superar essas adversidades, inclusive de arbitragem, e se impor com soberania – como fez o Botafogo no Serra Dourada.

E como deve fazer o Botafogo no Engenhão na quinta e na segunda-feira.

Não podemos depender das circunstâncias do jogo – temos é que comandar as ações e tomar o pulso da partida, ainda mais quando jogamos dentro de casa. Mas sem estresse exagerado, sem acreditar em maldição, sem afobação, sem demonstrações de fragilidade – física, emocional, tática, técnica.

Seguindo essa receita, temos totais condições de conquistar seis pontos nas duas próximas rodadas.

Sem depender da sorte nem se curvar diante do infortúnio.

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3 Respostas para “A sorte do jogo

  1. se vencermos estas duas partidas dentro de casa, vamos dar um importante passo para o objetivo principal, que é o de permanecer na primeira divisão…tomara mesmo que a sorte tenha virado para o nosso lado e que fique pelo menos mais algumas rodadas…

    abraço!!

  2. De acordo. Mas bem que uma ajudinha da sorte neste momento tão difícil do campeonato nos seria útil. O Botafogo sempre teve uma relação muito estranha com a fatalidade. Parece que o acaso atua mais em General Severiano do que em outros lugares. Mas, claro, temos que ter competência, jogar como jogamos contra o Goiás, com coragem, concentração o tempo todo e, principalmente, precisão na hora de definir o jogo . No entanto, quando o talento dos nossos jogadores está longe de ser decisivo e nosso time é fraco ao ponto de disputar a permanência na primeira divisão, a sorte (ou a falta dela) pode acabar tendo papel crucial no nosso fim de ano.

  3. Meu Deus, esse foi o meu comentário mais botafoguense clássico e supersticioso. E vamos todos repetir a cueca do último domingo! hahauaha, brincadeira, pessoal. Mas quem quiser tá valendo.

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