Por que (ainda) defendo o Estevam

Já se fala em demissão de Estevam Soares em caso de desclassificação da Sul-Americana.

Se é pra trocar por PC Gusmão ou Gallo, os dois nomes revelados pelo site FogaoNet, que Estevam continue a trabalhar.

Parece que ele escalará nessa quarta-feira o mesmo time de domingo – a diferença é Castillo (Jefferson não foi inscrito) no gol e a entrada de Wellington no lugar de Fahel – esta última, depois da pixotada do jovem zagueiro, já não é uma troca cem por cento para melhor. 

Castillo; Alessandro (Tiaguinho), Juninho, Emerson e Wellington; Guerreiro, Jônatas, Lúcio Flávio e Eduardo; André Lima e Reinaldo

Esse é o time que o Estevam confia – e que fez um bom primeiro tempo contra o flu. Se Eduardo tivesse marcado o gol da vitória após passe precioso de Jônatas, jogada portanto que envolveu as duas maiores apostas do treinador para o clássico, Estevam estaria sendo incensado por comentaristas e blogueiros.

Mas o técnico tem culpa se Eduardo não sabe finalizar na hora decisiva?

Se André Lima não consegue ganhar um lance no mano a mano?

Se Tiaguinho entrou no lugar do vaiado Alessandro e nada fez de produtivo?

Se Lúcio Flávio resolveu se apagar novamente logo num clássico?

Por um outro lado, o sistema de três zagueiros – mesmo sendo eles Juninho, Emerson e Fahel – deu certo. Pela primeira vez em algumas rodadas, o Botafogo não tomou gol (a importância da entrada de Jefferson não pode ser esquecida, claro). E Leandro Guerreiro não deixou Conca, o jogador mais criativo do flu, jogar – isso não é mérito do treinador?

Algumas opções dele já se mostraram discutíveis, como a confiança exacerbada no Fahel. Mas ainda confio no Estevam porque vejo que ele está tentando armar um Botafogo menos vulnerável  (três zagueiros, mais um volante) e mais criativo, com Jônatas e LF encarregados da criação de jogadas.

Mas, com o material humano que tem à disposição, fica difícil para qualquer treinador. Ainda mais se for PC Gusmão ou Gallo.

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3 Respostas para “Por que (ainda) defendo o Estevam

  1. Concordo plenamente. Demitir o Estevam agora seria suicídio. Ele é um bom técnico e já provou em outras ocasiões, além de sua contratação ter sido elogiada pela maioria dos torcedores. O problema está no elenco do Botafogo que, simplesmente, é muito fraco e brigaria para não cair independente do técnico. Acho, inclusive, que mesmo se o Estevam não conseguir evitar a queda para a série B, ele deveria ser mantido para o ano que vem. Com a possibilidade de fazer pré-temporada e armar o time desde o início. O que é bem diferente de pegar os cacos deixados pelo Ney Franco – que montou esse time horroroso -, e ainda ter que conseguir resultados imediatos. Mas, infelizmente, acho isso improvável. Já tem quem peça a cabeça do Estevam caso o Botafogo seja eliminado da Sul-Americana. Será que não aprendemos nada com a desgraça do Fluminense? Ficar trocando de técnico não leva ninguém a lugar nenhum. O Ney Franco tinha que ser demitido porque seu trabalho era péssimo, trouxe para o nosso time um monte de jogadores medíocres e cada vez mais tentava apequenar o Botafogo. Mas aqui não, Ney. Escalava errado, confiava nos piores jogadores do elenco, tão criticados pela torcida e elogiados e protegidos por esse pseudotreinador. Já o Estevam está trabalhando, testando opções – ainda que com um certo conservadorismo. Eu confio. Mostra-se energético, cobra os jogadores, testa as opções em busca do melhor acerto. Não é um palerma feito o técnico anterior. Mas, amigos, o time é fraco – e mais uma vez eu repito: a parada vai ser dura. Mas eu acredito.

    E sobre o jogo de hoje, é claro que não vamos ser campeões da Sul-Americana. Mas tomara que vença hoje e se classifique, acho que ajudaria imensamente no restante da luta contra o rebaixamento. Confiança é fundamental. E, Meu Deus!, como estamos precisando de uma vitória.

  2. Concordo plenamente.
    Só lembro que não tomou gol porque jogou contra o pior ataque do campeonato; mesmo assim tentou.

  3. Se mudar de técnico durante o campeonato, resolvesse os problemas dos clubes, o Fluminense não estaria na lanterna e o Vasco não teria sido rebaixado no ano passado.
    Quem são os primeiros colocados do atual certame brasileiro? Palmeiras e São Paulo trocaram os técnicos, mas de forma rápida e apenas uma vez. Já Internacional, Goiás e Atlético Mineiro têm os mesmos treinadores desde o início – apesar de alguns tropeços que chegaram a ameaçar seus empregos.
    Mudar de técnico é ótima solução para contratar desempregados – tipo Cuca e Renato Gaúcho, dentre outros menos votados…
    Portanto, meus amigos que tanto reclamaram do Ney Franco (inclusive eu), vamos deixar o homem de Barueri conseguir as primeiras vitórias e tudo se arranjará.
    O problema (este sim, um problemão) é que para obter esses triunfos seria preciso melhorar a qualidade dos jogadores que compõem o atual elenco alvinegro – alguns deles jamais deveriam ter envergado a gloriosa camisa da estrela (cada vez mais) solitária!

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