O xerife chegou: dez motivos para acreditar em Estevam Soares… dois para se preocupar

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* É ex-jogador. Melhor: é ex-zagueiro (jogou no São Paulo campeão brasileiro de 1977, veja a figurinha acima); portanto, tem visão de jogo e experiência suficiente para armar um sistema defensivo seguro, que não tome dois gols por partida. Saberá cobrar eficiência e rapidez de nossos zagueiros (segura a onda, Juninho! Bye bye Emerson!).

* Faz seu time valorizar a posse de bola e a troca de passes – justamente o pior fundamento do Botafogo no Brasileirão.

* Sabe “ler” o jogo – foi assim que deu um baile no Botafogo de Ney, no Engenhão, e no framengo do Caio Júnior no ano passado, quando treinava a Portuguesa.

* Gosta de montar times com pouco dinheiro – Se segurar o tranco esse ano, tem tudo para indicar bons (e baratos) jogadores para a temporada de 2010

* É enérgico – Eis a maior novidade dos últimos quatro anos: Carlos Roberto, Cuca, Geninho, Mário Sérgio, Cuca, Ney Franco – nenhum deles tinha como característica a cobrança de forma dura, sempre contemporizavam ou bancavam o paizão. Se o Estevam grita que nem um louco durante o jogo, imagine o que deve dizer no vestiário. É um autêntico xerife.

* É desconhecido da mídia carioca por não pertencer à panela – ao contratar o Estevam, o Botafogo rompeu com o paradigma do futebol carioca, que sempre se concentra nos mesmos nomes há quatro ou cinco anos: Joel, Ney, Cuca, Gaúcho, Antônio Lopes… Foi o que o vasco fez, acertadamente, ao buscar o Dorival Júnior.

* É ambicioso – Por conta do que foi descrito no item anterior, o Estevam sabe que a projeção que um time do Botafogo garante a um treinador está no primeiro escalão do futebol brasileiro – se ficasse no Barueri, daria uma entrevista a cada fim de jogo; em General Severiano, serão dezenas de microfones e câmeras todo dia à sua procura.   

 * Não é supersticioso – Tudo o que o Botafogo não precisa nesse momento é de um treinador cheio de manias, fatalista, facilmente influenciável por fatores externos, passional na relação com os jogadores, imprensa e arbitragem. Já falei aqui: esse lado de torcedor deve se concentrar na arquibancada, jamais entrar em campo ou ficar no banco de reservas.

* Contrato de risco – Pelo fato de ter assinado apenas até o fim do ano, Estevam sabe que está numa situação de “tudo ou nada”. Tem pouco tempo para montar o time à sua maneira – então, vai aproveitar cada minuto para trabalhar duro, em busca de bons resultados para se cacifar e renovar por um valor mais alto para a próxima temporada.

*Não se chama Ney Franco.

E, agora, pelo menos dois motivos para se preocupar:

* A mágica de montar bons times com pouco dinheiro nem sempre deu certo – os torcedores do América-RN, por exemplo, têm ódio dele.

* Temperamento forte – O que é uma virtude pode também ser um problema. No Palmeiras, brigou com Diego Souza e o afastou do elenco – aparentemente, o treinador estava certo, o motivo seria o excesso de dedicação do jogador às noitadas. Mas a torcida palmeirense não o perdoou e passou a exigir a sua cabeça. No caso do Botafogo, essa ausência de papas na língua pode causar desgaste com a diretoria e com algumas estrelas do grupo. Vamos ver quem vai gritar mais alto…

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5 Respostas para “O xerife chegou: dez motivos para acreditar em Estevam Soares… dois para se preocupar

  1. Caro amigo;
    Gostei desses comentários,porém ai vão 2 ressalvas;
    1-Não dá para comparar o AmericaRN conosco
    2-Desculpe o palavreado,mas que se F….quem ficar melindrado com as broncas.futebol é para macho e não para fazer beicinho depois de uma bronca.
    Não gostou?Pede para sair!já dizia o capitão Nascimento!!

  2. “*Não se chama Ney Franco”
    AHAHAHAAHAHAHAHAHAHAAHHAAAHHA

    Realmente um motivo de peso em Marcelo? Quanto as estrelas, pode esperar que ainda vai sair faisca, mas aposto minhas fichas nele…
    S.A.

  3. gostei demais desses dois itens:

    “* Gosta de montar times com pouco dinheiro – Se segurar o tranco esse ano, tem tudo para indicar bons (e baratos) jogadores para a temporada de 2010

    * É enérgico – Eis a maior novidade dos últimos quatro anos: Carlos Roberto, Cuca, Geninho, Mário Sérgio, Cuca, Ney Franco – nenhum deles tinha como característica a cobrança de forma dura, sempre contemporizavam ou bancavam o paizão. Se o Estevam grita que nem um louco durante o jogo, imagine o que deve dizer no vestiário. É um autêntico xerife.”

    mas, sem dúvida, o maior destaque você já deve saber qual é:

    “*Não se chama Ney Franco.”

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  4. Acho que a diretoria vai ficar na dela, porque está morrendo de medo do rebaixamento. Acho que a relação com os jogadores é o ponto delicado. Mas ele deve encontrar a dose certa de palmadas.

    SA!

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