Tá faltando palavrão, c***!!!

Tudo bem que o Renato se contundiu quando o time estava equilibrado, bem posicionado e com uma inesperada vantagem no placar.

Tudo bem que o Ney Franco fez uma de suas maiores barbeiragens ao colocar o Jean Coral e entregar o meio de campo para o São Paulo.

Tudo bem que os gols do tricolor nasceram de falhas individuais em lances discutíveis (o Castillo jura que não fez pênalti, eu acho que ele saiu de forma no mínimo imprudente, ainda mais na casa do adversário).

Tudo bem que o São Paulo fez um belo segundo tempo porque possui, por exemplo, um banco com mais qualidade técnica do que os titulares do alvinegro.

Mas não dá pra colocar na cota do Ney a passividade dos jogadores do Botafogo ao longo de todo o segundo tempo do jogo de quarta-feira no Morumbi.

Pareciam conformados, resignados, acomodados com a derrota. Esperando o tempo passar e torcendo para não tomar mais gols.

E, nas entrevistas pós-jogo, a impressão se confirmou: Juninho, que escutei no rádio, murmurou algo como “não fomos bem tecnicamente e não deu…”. Mas o capitão alvinegro não demonstrou vivacidade, não esboçou nenhum traço de incômodo com a derrota. Nem com o fato de ter tomado terceiro cartão e ficado de fora do jogo contra o atlético-pr.

Bem diferente do que declarou o André Lima após tomar terceiro cartão contra o Barueri e demonstrar revolta: “o juiz tirou do jogo mais importante da minha vida”.

 Garanto que, se estivesse em campo no Morumbi, o André ao menos teria mostrado vontade de ganhar e incomodado mais o adversário do que a maioria dos que estavam lá.

Mas o Ney repreendeu o centroavante pela declaração. Ou seja: quando alguém demonstra um mínimo de emoção, de comprometimento, mesmo se estiver jogando para a galera, ganha uma repreensão.

No Botafogo de 2009, tudo tem que ser levado em fogo brando.

O time precisa, de há muito tempo, ter alguns jogadores no elenco que vendam caro a derrota. E, em caso negativo, demonstrem sua contrariedade. Enfim, jogadores que realmente não gostem de perder. Como eram o Carlos Alberto e o André Luiz em 2008, por exemplo. E o Túlio (mesmo com seus excessos) e o Sandro, para falar em outros dois nomes recentes.

Não precisam ser muitos – uns três ou quatro seria suficiente. Mas não é o que acontece. E pior, alguns têm perfil psicológico muito parecido – Juninho, Guerreiro, Lúcio Flávio, por exemplo. E esses são os líderes do time… três candidatos ao Nobel da Paz, virtude inócua numa competição feroz como o Brasileirão.

Resumindo, é o seguinte: esse time do Botafogo precisa ouvir mais palavrões dentro de campo. 

Só assim, escutará menos palavrões vindos das arquibancadas.

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4 Respostas para “Tá faltando palavrão, c***!!!

  1. opa, para isso eu tenho uma solução:
    chama o rodrigo federman….

    o cidadão tem uma boca suja do c… !!! hehe

  2. PQP!! “Baralho”, falou e disse, Fábio! Marcelo, vc teve uma “p” percepção e estou de pleno acordo contigo!
    E sobre o NF, para não perder o costume, que ele vá pra casa do “baralho”!
    Eu sei que não é bonito, mas tenho boca suja mesmo! Ah, esses caras ouviriam muito se eu morasse no RJ!rs!
    Abs e SA!!!

  3. Marcelo,

    Você tocou precisamente num ponto que penso ser a origem de muito do que acontece nas partidas. Essa passividade com que os caras perdem e se resignam aos fatos e como se comportam sem brio dentro de campo, pode ser o detalhe que falta no final das contas, mesmo com um time treinado por Ney Franco.

    E a repreensão do Ney Franco à fala do André Lima é exemplar pra que qualquer um entenda a mentalidade que impera por lá.

    Trecho de um comentário do Vicente Couto: “(…) Um time que já entra derrotado (…) O Botafogo de Ney Franco, bem comportado, não perde a cabeça, entrega o jogo, troca de camisas com o algóz e sai sorrrindo (…)”.

    É por aí.

    Saudações alvinegras!

  4. Com todo respeito ao mediador desse blog, me permita discordar, das duas últimas citaçoes a respeito do NOSSO time. NOSSO, porque vc, assim como eu, somos torcedores desse time que a cada partida se apequena cada vez mais. Time minúsculo, exatamente da forma como digitado. O futebol não é injusto e tampouco esta faltando palavrão prá esse bando de filhos de putas. Hoje, 08/08, 21:30, após esse jogo conta o atllético paranaense, não tenho a menor dúvida de que esse bando de filhos de putas comandados(?) por esse FILHO DA PUTA MAIOR(nei franco) irão levar o nosso GLORIOSO BOTAFOGO ao rebaixamento. Portanto, estou tentando, com isso, fazer justiça ao futebol não praticado pelo nosso time e dar uma pequena contribuição quanto ao fato de estar faltando palavrão prá esse bando de FILHOS DE PUTAS. Gostaria imensamente de poder queimar a língua, mas com esse bando de FILHOS DE PUTAS, segundona à vista. Desculpem-me, mas não dá prá se referir a esses indivíduos de outra forma.

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