Agosto é mês de maratona

O campeonato entrou em fase crucial: onde os fracos não têm vez e vão ficando pelo caminho, sem tempo para grandes debates nem reflexões – são dois jogos por semana.

Se o Botafogo quiser afastar em definitivo o fantasma do rebaixamento, tem que fazer a lição de agosto: pontuar fora de casa e vencer no Engenhão. Sempre.

Porque, meus caros, a luta lá de baixo vai ser encarniçada esse ano – pelo visto, não vai pintar um América-RN ou Ipatinga, que já estavam rebaixados desde as primeiras rodadas.  Quem deveria já estar por lá, tipo Avaí e Barueri, acumulou pontuação suficiente para sonhar com algo melhor no fim do ano.

E, sinceramente, não acredito que o Cruzeiro vá permanecer muito tempo lá embaixo também. Então, além de um Santo André a caminho, sobram apenas fluminense, atlético-PR, náutico e o nosso próximo rival, o Coritiba. 

Pelo menos dois deles têm estádios-alçapões e torcidas fanáticas, que podem fazer diferença nas rodadas finais.

Então, melhor afastar logo agora essas assombrações antes de começar a malfadada e emocionalmente arriscada Sul-Americana.

Porque, não sei se vocês lembram, foi há dois anos, na Sul-Americana, que nossos sonhos ruíram de vez.

Ainda em agosto, quando só estávamos no Brasileirão, até mesmo a derrota em casa para o São Paulo, no Maraca, não derrubou nossa moral – tomamos um 2 x 0 mas aos 45 minutos estávamos ainda cantando o “Ninguém cala”. Porque a gente ainda acreditava naquele time, naquele técnico, naquela diretoria e naquele grupo de jogadores.

Depois do Monumental, caiu tudo. A moral, a confiança, a certeza do campeonato… e da forma mais humilhante possível quando, na boa, ser eliminado pelo River Plate não era nenhum bicho de sete cabeças. O problema foi a forma cruel e humilhante como tudo aconteceu.

Para mim, mais até do que as derrotas garfadas para o flamengo, aquele foi o momento mais duro de 2007 até agora: quando os heróis (que nem eram tão heróis assim…) viraram vilões.

Então, antes do início de setembro, quando começa novamente o mata-mata da Sul-Americana que é sempre um teste para cardíaco, eu gostaria de ter um pouco de tranquilidade na tabela e assistir a mais algumas partidas convincentes do time do Ney Franco no Brasileirão.

De preferência, sem Fahel, Léo Silva e Emerson dentro de campo. E com  Reinaldo e Jônatas em forma, ameaçando as vagas dos atuais titulares.

Estou pedindo demais?

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2 Respostas para “Agosto é mês de maratona

  1. E ainda com o Teco, o Michael e talvez o Celsinho. E todos os que se passeiam pela enfermaria botafoguense sabe-se lá porquê.

    Abraços Gloriosos!

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