Botafogo 3 x 2 Internacional: Pequenas e esparsas notas de uma grande e providencial vitória

andrelimainter

* Nos primeiros 45 minutos, o Botafogo fez a sua melhor atuação no Brasileirão.

* Um pecado a cobrança de faltas do Juninho terem esbarrado por duas vezes na trave. Não lembro de outro jogador recente alvinegro com tamanha precisão nas cobranças. Juninho, por sinal, fez uma excelente partida.

* O passeio no bosque, o domingo no parque, o pôr-do-sol na praia, aquele sentimento estranho de idílica tranquilidade do primeiro tempo acabou aos 2 minutos da segunda etapa, quando Leandro Guerreiro, imprudente, permitiu que o árbitro interpretasse como pênalti e o Inter diminuísse a vantagem. O empate, todos sabíamos, era uma questão de tempo.

* Algum dia o Castillo vai acertar o canto do cobrador do pênalti?

* Por outro lado, desde que o uruguayo substituiu Renan, o Botafogo não perdeu mais. Castillo está invicto no Brasileirão (valeu, Rodrigo!) . Castillo foi o titular nos cinco últimos jogos – três empates e duas vitórias. O que isso quer dizer? Sei lá!

* Comentário do Pereirão, eufórico ao fim da partida: “Tem que fechar essa janela porque senão o Real Madrid vai querer levar o Alessandro!”

* Vocês sabem que o Pereirão não vê mais os jogos, mas tem um informante na família (e não sou eu) que o mantém a par do resultado – e dessa vez o Pereirão quase caiu pra trás no último telefonema de seu informante: “E aí, perdemos no final?” “Não, dessa vez ganhamos!”  

* Aliás, o jogo foi do Alessandro, e não do D`Alessandro – o ataque titular do colorado teve uma atuação ridícula. Taison foi nocauteado pela marcação do Wellington e do Eduardo.

* A melhor partida do André Lima (foto acima) desde a volta. Gol típico de centroavante do jeito que precisamos – já o Victor Simões perdeu um gol feito, apesar de ter sido mais produtivo (especialmente na tentativa de tabelas) do que seu companheiro de ataque. E pode ser populismo, mas eu sou torcedor e por isso sou bem facinho de enganar – gosto quando ele comemora mostrando a estrela solitária e puxando a torcida.

* O Ney quis dar sua estragadinha habitual ao tirar o Victor para colocar o Jônatas. 

* O Renato continua sendo a peça destoante. Hoje Reinaldo entrou bem. Substituição acertada.

* Foi impressão minha ou o Leandrão não comemorou o gol do empate colorado? Se foi isso mesmo, um gesto surpreendente de um cara que, apesar das limitações, foi muito importante pra gente em tempos recentes. Valeu, Leandrão! Nós também gostamos de você!

* Além da evidente superioridade técnica, o Wellington tem outra diferença fundamental para o Emerson: um faz gol a favor, outro faz gol contra.

* O Ney precisava ter demorado oito meses para descobrir que o Wellington é muito melhor que o Emerson?

 * Batista está fazendo o que todos nós queríamos: qualidade no passe e jogadas pelas laterais do adversário – foi num cruzamento que nasceu o terceiro gol alvinegro.  A-deus, Fa-hel! A-deus, Fa-hel!

* Eu já vi Jorge Henrique, Wellington Paulista e até o Dodô perderem gols como o que o Alessandro fez ao decretar a vitória.

* Comentário do Pereirinha nos últimos minutos quando o Inter chegou com perigo e a síndrome do golzinho no final passou pela cabeça de todo botafoguense: “Valhei-me, Mané Garrincha! Valhei-me, Nilton Santos, iluminem essa defesa!” Como é bom ter ídolos de verdade a quem recorrer, não?

* Não vou comentar os erros da arbitragem. Até porque, ao contrário da última quarta-feira, dessa vez não houve má intenção.

* Foi impressão minha ou a torcida no Engenhão cantou “ô,ô,ô, vice é o Inter!” quandos os torcedores colorados ensaiaram um grito de guerra?

* Essa vitória foi de gente grande. Mas é claro que ficou mais fácil sem Guiñazu e Nilmar. Tem coisas que só acontecem quando alguns times vão enfrentar o Botafogo…

Acréscimo: Ia deixar quieto, mas, como aqui vocês é quem mandam, seguem as atuações:

Castillo – Pouco exigido, fez uma defesa relativamente difícil no primeiro tempo e não teve culpa nos gols. Nota 6

Alessandro – E não é que ele fez falta no jogo contra o Náutico? Sua segunda atuação consecutiva que fica acima de 6 – parabéns, Tássia! Desse jeito, vai passar de ano… Nota 7,5

Wellington – Apenas um vacilo; no resto, soberano. Detalhe – das duas vezes que subiu, participou de dois gols (fez um e  outro foi erradamente anulado). Nota 7,5 Sentiu cãibras e Foi substituído por Thiaguinho, sem nota.

Juninho – Vacilo no segundo gol do Inter, mas muita força e precisão nos chutes e no apoio. Nota 7

Eduardo – Seguro nos desarmes, ótimas subidas – o garoto está amadurecendo… Nota 7

Leandro Guerreiro – Por que ele joga com tanta raça mas comete ao menos uma falha importante por jogo? Dessa vez, foi a imprudência no lance do pênalti, que quase nos custou a vitória. Nota 5

Batista – Muito bem nos desarmes, melhor ainda no apoio – está ganhando confiança e fazendo ultrapassagens que dão gosto de ver. E pensar que era a terceira opção do Ney, atrás do Fahel e do Léo Silva… Nota 7,5

Lúcio Flávio – Um primeiro tempo razoável, os sumiços de sempre na segunda etapa – a cobrança de escanteio na cabeça do Renato foi precisa. Mas ainda continuo à espera de um chute a gol – não precisa entrar, só chutar, mesmo. Nota 5,5,

Renato – Tudo bem que ele executa com eficiência a jogada aérea no escanteio, mas é muito pouco, não? Nota 4,5. Deu lugar a Reinaldo que, dessa vez, soube usar a experiência a seu favor – ainda que fora de forma. Nota 6

Victor Simões – Muito esforço, muita luta, muita procura por um parceiro para tabela e avançar em direção ao gol. Ainda está viúvo do Maicosuel. Nota 6,5 Deu lugar ao Jônatas, que acertou alguns passes e chamou o jogo, ainda que a alteração tenha sido estapafúrdia, pois o placar estava empatado. Nota 5,5

André Lima – Menos presente do que o Victor, cavou umas faltinhas, fez o gol e agitou a galera. Tá bom, não? Nota 7

Ney Franco – Demorou oito meses, mas enfim parece se convencer quer Batista e Wellington são titulares. Pela primeira vez, o seu time não dependeu apenas das faltas do Juninho – pelo contrário, especialmente no primeiro tempo, criou jogadas pelo meio e pelas pontas, além de marcar de forma implacável. Com um time bem mais limitado, ganhou, com folgas, o duelo com Tite. Nota 7

Time do Inter – Não tenho nada com isso, até porque realmente tenho uma certa simpatia pelo colorado, maior do que pelo tricolor gaúcho. Mas o primeiro tempo do tão badalado Internacional (“campeão de tudo”) foi simplesmente medíocre – D`Alessandro e Taison não jogaram chongas. No segundo tempo, porém, o time do Tite deu calor com as entradas do Giuliano e do nosso velho conhecido Leandrão – mas, ao longo dos 90 minutos, o time inteiro cometeu falhas bisonhas – o Cleber, então, parecia completamente desinteressado. Pela expectativa criada, NOTA ZERO.

Repórter gaúcha do pay-per-view – A moça é até esforçada, mas é mais lenta do que o Lúcio Flávio. Demorava hoooooooooooooooras para completar informações desimportantes, tipo o salário do Nilmar no Villarreal. Mas a vingança veio no final, quando ela fez uma pergunta para o Alessandro e ele demorou hoooooooooooooooooooooras para responder, falando sem parar e ocupando quase dois minutos da programação!!!

Anúncios

9 Respostas para “Botafogo 3 x 2 Internacional: Pequenas e esparsas notas de uma grande e providencial vitória

  1. Até que enfim um jogo para se orgulhar! Agora pegamos moral e vamos com tudo para cima do nosso freguês coxa-branca!

  2. Foi a melhor partida que o Botafogo fez na minha opinião. Se não fosse as palhaçadas da arbitragem, nós iríamos ganhar de 3×0.

  3. Marcelo, bela análise! Apenas uma correção: Eu sou muito mais o Castillo, mas ele não está invicto, pois esteve na derrota para o Grêmio lá no Olímpico!
    Abs e SA!!!

  4. Bruno,
    um dos melhores jogos, talvez o melhor, do Botafogo no ano passado foi exatamente contra o Coxa, lá no Couto Pereira – vamos ver se a gente repete a dose!!

    Saulo, também acho que era para ter aplicado uma goleada no fraco Inter – mas, cá entre nós, sem sofrimento não é Botafogo 2009, certo?

    Rodrigo, valeu pela correção, já efetuada. O que eu queria realmente enfatizar é que o uruguayo é o goleiro da tentativa de recuperação – apesar de, nos cinco jogos, não ter feito mais do que duas ou três defesas realmente sensacionais. Mas que a experiência dele faz a diferença, isso faz! Obrigado pelo elogio!

  5. E além do Castillo ainda há um outro talismã: André Lima. Em 2007 deixámos de ser líderes depois dele sair… ficou o regressado Dodoping, a grande opção do Cuca quando o André andava fazendo dois e três gols por jogo… o Cuca escalou o Dodoping com a moral e o físico em baixo e pôs no banco o André Lima – que percebeu que com o Cuca jamais seria titular e saíu… E num repente afundámos!…

    Abraços Gloriosos!

  6. ótima análise.
    eu só não garanto que o wellington realmente ganhou a vaga do émerson. só teremos certeza quando o émerson voltar da lesão.
    sabe como é, nosso treinador é o ney franco…

    abração!!!

  7. Marcelo, como os coirmãos (assim se chamava antigamente!) fluminense, cruzeiro, sport e náutico caíram no “conto do empate”, conseguimos sair da “zona”. Ainda bem, oxalá essa boa fase não pare no frio curitibano…

  8. Marcelo,

    Ótima análise.

    Uma pergunta. Será que Ney Franco acertou dessa vez ou foi a ausência de Fahel e Emerson que fez a diferença? Podem perguntar: mas eles são tão ruins assim a ponto de mudar o desempneho de todo um time? Putz, pior que são.

    Saudações alvinegras!

  9. Tva no jogo e não me lembro da torcida cantar “vice é o inter”. Eles cantaram no mesmo ritmo “ooooô, #$%&$¨%%$&%& inter”.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s