náutico 2 x 2 Botafogo: Com juiz ou sem juiz?

Há duas formas de analisar a partida dessa quarta-feira.

A primeira delas é simplesmente esquecer do que aprontou o senhor juiz José Henrique de Carvalho ao longo dos 90 minutos.

Ignorando a responsabilidade do juiz no placar da partida e no próprio andamento do jogo, é possível lembrar que o Botafogo fez um primeiro tempo razoável, mas suficiente para estabelecer vantagem. A defesa se mostrou sólida, com destaque para Wellington, pecando apenas na ala esquerda, onde o Batista não deu conta totalmente de seu setor , apesar de ter feito uma boa partida do ponto de vista ofensivo. Lúcio Flávio, ligado na partida,  e Renato, de quem eu nunca espero nada, até que teve alguns  lampejos. A nota destoante foi o nosso ataque: Victor Simões e André Lima, apagadíssimos – não eram municiados e também não conseguiam jogadas individuais. Tivemos então que recorrer ao nosso kicker – graças ao Juninho, pela enésima vez, o Botafogo abriu o marcador. E o time só não repetiu o placar inicial contra o Avaí porque o Renato dessa vez não balançou as redes – preferiu, burramente, tentar rolar a bola para o André Lima no último minuto da etapa inicial.

Mas não dá para separar o juiz do resultado final. Não dessa vez.

Na primeira etapa, o senhor José Henrique de Carvalho fraquejou pela primeira vez ao ignorar a cotovelada do zagueiro alvirrubro que abriu o supercílio de Lúcio Flávio, causando um corte profundo. Era lance para expulsão imediata – e na frente do árbitro que, acovardado, nem falta marcou.

 Já, a partir dos 10 minutos do segundo tempo,  não é possível comentar a partida sem levar em conta a atuação desastrosa e escancaradamente parcial do árbitro.

Foram três erros cruciais em menos de cinco minutos: primeiro, anulou gol legítimo de Fahel, com marcação de impedimento inexistente (quem está avançado é o Renato, que não participa do lance). Botafogo 2 x 0, fatura praticamente liquidada – foi o que conseguimos, mas não foi o que obtivemos.

E, logo na sequência, duas falhas ainda mais clamorosas: a não-marcação de falta em Túlio Souza e, no mesmo lance, a marcação de pênalti de Renato em cima do mesmo artista alvirrubro, mestre na arte do contorcionismo.

  Aí, meus caros, não tem santo que resolva – ainda mais quando sabemos que nosso time já é limitadíssimo, e tem poucas chances de fazer gols. Sendo garfado, então, fica impossível vencer.

Depois que o náutico virou, eu tentei exercitar os mandamentos de todas as religiões que pregam a não-agressão para tentar acalmar o espírito.

Quando veio o empate, em mais um chute do Juninho que o goleiro bateu roupa e Reinaldo só tocou para dentro, nem comemorei direito. Até porque demorei a acreditar que o juiz tinha validado o gol. Naquele momento, eu ainda estava tentando refletir sobre o que estava ocorrendo – e o porquê desse carma que parece assombrar o Botafogo toda vez que visita os Aflitos.

E, ao final da partida, depois que o Fahel foi expulso, e jogamos com 8 homens por 15 minutos, já que Jônatas e Reinaldo caminhavam em campo sem a menor condição de jogo, me conformei.

Esse será o nosso destino em 2009: sofrer, sofrer, sofrer. Até mesmo para empatar com o lanterna do campeonato.

Agora vocês me dão licença que vou preparar o espírito para o resto da temporada.

E acender uma vela para o Juninho continuar iluminado. Só ele  pode nos salvar do rebaixamento.

Castillo – Acho que falhou no segundo gol ao sair em falso. No mais, correto. Nota 5

Túlio (ex-) Souza – Muita raça, pouca eficácia. Nota 5

Juninho – Nosso artilheiro do Brasileirão. Impressionante o seu aproveitamento. Quantos pontos ele já garantiu para o Botafogo? Já lá atrás… Nota 7,5

Wellington – Já o vi jogando melhor – mas, mesmo assim, é muito superior ao Emerson. Nota 7

Leandro Guerreiro – Razoável. Falhou no segundo gol do adversário. Nota 5

Batista – Alguns vacilos por conta do improviso, mas obviamente é titular absoluto. Nota 6,5

Fahel – Como é limitado! Ainda ficou puxando camisa do adversário dentro da área. Nota 4

Lúcio Flávio – Pela primeira vez vi o “maestro” jogando com raça. E ele tem sangue nas veias! Só falta superar o bloqueio inexplicável e voltar a chutar a gol – quem sabe um psicólogo resolva esse trauma? Nota 6

Renato – Alguns bons avanços e a displicência que irrita e sobrecarrega o time. Nota 5

André Lima – Decepção total. Nota 2

Victor Simões – Decepção total. Nota 2

Reinaldo – Decepção total. Nota 3 (pelo gol) .

Jônatas – Errou passe de menos de um metro. Inócuo. Nota 2 

Léo Silva – Um cartão amarelo por uma falta desnecessária e um chute ridículo. Nota 2

Ney Franco – É o de sempre – deixa seu time recuar toda vez que faz 1 x 0. Pelo menos aparenta ter descoberto que o Batista é titular. Agora só falta descobrir que Reinaldo e Jônatas estão sem condições de jogo. Nota 2

Transmissão do pay-per-view – Tão bisonha e tacanha quanto a arbitragem. Câmera mal posicionada, iluminação de filme brasileiro dos anos 70, dificuldade de foco – muitas vezes não consegui enxergar a bola. Nota ZERO

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2 Respostas para “náutico 2 x 2 Botafogo: Com juiz ou sem juiz?

  1. Está ficando parecido com aquele (qual foi mesmo?)ano que o Fogão (?) foi rebaixado. De empate em empate e uma derrotazinha no meio, estamos no caminho.
    E já dizem por aqui que se o vasco não subir, poderemos ter em 2010 dois campeonatos cariocas – o segundo, na série B do Brasileiro, com Botafogo, fluminense e, quem sabe?, até o flamengo.
    Eta futebol carioca ruinzinho!

  2. O Botafogo foi muito prejudicado pela arbitragem ontem. Foi uma coisa horrorosa. O árbitro fez de tudo para favorecer o time da casa.

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