André, Ney e o “detalhe que incomoda”

“Não pensamos na saída dele. Trocar treinador não é solução. O Botafogo tem se notabilizado por manter técnicos por longa duração. Temos é de trabalhar para começar a ganhar os jogos”

André Silva, diretor de futebol do Botafogo

  “A sequência de jogos sem ganhar é um detalhe que incomoda. Se for feita uma análise racional, o trabalho é bem desenvolvido. Quando cheguei, o Botafogo estava em 16º no Brasileiro. Tive competência para tirar daquela situação…”

Ney Franco, técnico do Botafogo

 

Ou seja: no que depender do nosso diretor de futebol, Ney Franco vai até o fim do campeonato. Mesmo que seja no fim da tabela.

E, para o treinador, a sequência de jogos sem vitória é apenas “um detalhe que incomoda”. E, numa análise “racional”, o trabalho é bem desenvolvido. Nesse trabalho “bem desenvolvido”, ele inclui a semana de treinamentos que começou com a afirmação que era preciso “mudar” e terminou com a confirmação do mesmo esquema retranqueiro 3-5-2 que nos mata de susto, raiva e vergonha.

Francamente: tem dias que dá um desânimo danado.

O problema é que esses dias estão se transformando em semanas, e agora, em meses de desgosto.

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12 Respostas para “André, Ney e o “detalhe que incomoda”

  1. A partir do post vigente, proponho a seguinte indagação: vocês realmente acreditam que o problema do nosso Botafogo seria resolvido apenas com a troca de treinador? Quero, antes de prosseguir, afirmar que Ney Franco passa longe do perfil de técnico que eu gostaria de ver no meu time de alma e coração. Também me envergonha ver o Botafogo jogar na retranca. Mas acho que nosso problema imediato não se limita a ele. Passa longe disso, aliás. Apesar de tudo, temos de encarar a realidade: mesmo com um elenco limitadíssimo, o cantor do caos conseguiu levar o time à final do Estadual, na prática, portanto, obteve o mesmo resultado que seu antecessor, que, cá pra nós, teve em mãos um grupo muito superior ao atual, ainda que igualmente longe daquilo que nós, torcedores por vezes idealistas até demais, almejamos. Estou confuso, confesso, quanto à continuidade de Ney Franco à frente desse time. Será que o risco de trocar de treinador, com o recurso humano que temos em mãos atualmente, valeria a pena? Ou aumentaria ainda mais o risco de acumular vexames, seja qual for o suposto novo técnico? O fato é que o clube não tem condições de melhorar, a curto prazo, o cenário atual (no que diz respeito a elenco e contratações). Acho, honestamente, que temos de cruzar os dedos para que os salários não atrasem, isso sim. E aceitar a realidade: Ney Franco formatou esse grupo e, por pior que possa parecer, está habituado a lidar com pernas de pau. Trocar o comando, na minha opinião, só tende a complicar a situação. A curto prazo pode enganar, mas depois… Sei não. Estou, como vocês podem perceber, um tanto conformado. Mas, sinceramente, não vejo outra saída senão apoiá-lo. O momento pede, no meu entendimento, união. Já bastam as críticas externas… Precisamos é de coragem e autocrítica: desse Botafogo não podemos exigir mais do que a entrega dos jogadores a cada partida.

  2. Amigo, prevejo que a diretoria fique sozinha dentro em breve. Os torcedores vão sumir dos estádios. Está todo o mundo ficando farto de tanta incompetência junta. De todos. Vamos à segundona se isto continuar deste modo…

    Abraços Gloriosos!

  3. Marcelo,
    Não quero levantar ou dar moral para defunto, mas será que a competência do ano passado não foi o esquema deixado pelo antigo treinador?
    Respeito a opinião de todos, mas basta ir aos jogos para observar que não temos padrão tático. As substituições são seis por meia dúzia. O atual elenco foi montado por esse embuste chamado Ney Fra(n)co. Ele está completamente perdido, não sabe mais o que fazer. Elogiou o Rodrigo Dantas que nem banco fica. Elogiou o Laio.
    Elogiou (lembra do novo Renato Augusto ou da velocidade) e pediu a diretoria para renovar o contrato do Lucas Silva e agora é o primeiro da lista de dispensa, tardiamente.
    Está queimando o Leandro Guerreiro como zagueiro. Em breve esse jogador será hostilizado pela torcida.
    Insistir com Tássia do Alessandro é brincadeira. Insistir com o fraco do Emerson, escalar o Renato fora de forma física e técnica em um jogo, principalmente, em decisão não é ser profissional.
    Observem as incoerências sejam nas atitudes ou frases, desse treineiro, e vejam se ele não é culpado dessa desordem que é o time em campo. Só para exemplificar; no final do jogo passado disse que não houve tempo para treinamento, ora ele teve uma semana. Nessa semana disse que havia tempo e treinaria novo esquema, ora ele teve o mesmo tempo, ou seja, uma semana. Antes não havia e agora há?!
    Revejam os clubes por onde esse embuste trabalhou e constatarão que a falta de padrão tático, definição de titularidade, escalação e substituições duvidosas, jogadas ensaiadas, frases de efeito, advogar em causa própria, dizer que foi procurado por clubes do Brasil e do exterior, e a fase final e terminal é a crise no elenco, não são idênticas.
    Até o ano passado alguém conhecia o corinthians de Alagoas? Pois é, hoje conhecemos devido a esse poderoso esquadrão ter eliminado o Atlético paranaense no ano passado da copa do Brasil, quando esse embuste o treinava. Qualquer semelhança não é mera coincidência com a nossa desclassificação para o, também, poderoso time de Campos!
    Eu e outros torcedores estamos formados, com MBA, em “Neyfracologia”. Ele é treinador para time pequeno. Não é treinador para o nosso querido e amado GLORIOSO BOTAFOGO!

    Abs e Sds, BOTAFOGUENSES!!!

  4. Estou cansado de esclarecer nas Comunidades Botafoguenses que participo que o meu sobrenome é Ferreira e não Pereira.
    Apenas coincidência se nossa opinião é idêntica e que escrevemos de forma semelhante.
    Abraços,
    Luis Celso

  5. Comentário 1
    Gabriel.
    Companheiro, o que acho injustiça é rotular a nossa torcida de “ingrata”, “torcida de merda” e outros ingredientes menos agradáveis.
    Há uma diferença gritante entre administração geral e administração esportiva. Se a atual diretoria pensa em profissionalizar o clube então deveriam ter logo contratado, antes de mais nada, um profissional para tal. Um presidente remunerado. Bem como toda uma diretoria profissionalizada. Dar murro em ponta de faca não é um ato profissional. Encheram a bola do Lúcio Flávio e ontem, os mesmos, criticavam o rapaz pela sua lentidão e falavam da contratação de um outro atleta para o meio de campo – “Para “ajudar” ao Lúcio que é meio lento e dispenso.”. Pasmém !!!
    Na administração esportiva você tem que dar esperanças concretas para os sócios e para todos os torcedores. Somente paixão não adianta. Aliás, isso vale para todas as opções de nossas vidas. Você Gabriel pagaria uma taxa de vestibular ou de um concurso público somente para participar do processo ??? Com certeza que não. Essa atual diretoria não nos dá esperanças, falo isso desde janeiro. Palavras é uma coisa e fatos são outros.
    Quanto ao Ney Franco também o critico desde a sua contratação. É só pesquisarem. Técnico de clube e time pequenos. Chega a ser medíocre como todo o resto do nosso plantel, que é uma conseqüência da atual diretoria e do atual técnico também, que inclusive se sujeita a “indicar” e escalar jogadores por sugestões da traffic. Sem problema porque levarem 20% na transação. Não importa que o Botafogo caia para a segundona outra vez. Pelo menos para eles. Com um mínimo de visão futibolística o Teco nunca seria escalado contra o Sport já que no amistoso no sul ele tinha cometido as mesmas falhas e demonstrado a mesma lentidão de agora. Por quê a escalação dele então ???
    Desculpe-me Companheiro, mas quem pede apoio incondicional é ditador. Veja o caso do Hitler, ninguém chegava perto dele para lhe dizer que algo estava errado. Deu no que deu.
    Críticas são críticas e para mim não existem adjetivos posteriores.

  6. Comentário 2
    Hitler x Gestores x Botafogo x Torcedores.
    Assisti ao filme “A Queda” e identifiquei nele a gestão atual, dentro de qualquer empresa. Hitler estava acostumado a ser obedecido, premiava seus seguidores fiéis e castigava duramente os críticos e esse foi um dos motivos de não conseguir administrar a invasão dos russos a Berlim. Não estava acostumado a ser contrariado e, mesmo em perigo, só quis ouvir aqueles que estavam acostumados a não contestar seus planos e suas ordens. A melhor solução poderia vir de alguém que estava ao seu lado, mas o medo e a repressão fizeram com que todos se calassem. Exatamente assim tem funcionado o ambiente empresarial, entre gestores e empregados.
    O poder atrai aduladores, prontos a atendê-lo nos mínimos desejos, mas, por outro lado, estão prontos também a entregar os colegas que não seguem suas regras, a buscar os pontos fracos dos que se destacam – para que não passem ao grau de adulador sênior que eles tão duramente alcançaram, porque sacrificam suas famílias, sacrificam seus horários de almoço, de sono, sacrificam sua personalidade, seus valores, seus sonhos. Tudo em função de formar uma empatia tão perfeita com seu líder, a ponto de virarem gêmeos, quase seres clonados. E essa empatia é recompensada, enquanto que a individualidade pode ser duramente castigada.

    Hitler não quis ouvir que estava em perigo. Não quis ouvir que ia perder Berlim para os russos. Não quis ouvir que seus generais estavam se entregando. Não perdoava quem não seguisse suas ordens finais, mesmo quando já desesperado por não conseguir manter o controle da situação. Não quis ouvir os conselhos que poderiam vir a salvá-lo.
    Graças a Deus! Pois foi assim que nos livramos de um grande ditador sanguinário.

    Contrariar nem sempre é sinônimo de intromissão, má vontade, desmotivação ou ironia. Nem sempre uma crítica vem para prejudicar um projeto.

    Muito menos ser, no mínimo, “corneteiro”.
    Abraços,
    Luis Celso

  7. Comentário 3
    Gabriel.
    Companheiro, minha mensagem não foi uma resposta específica a Você e sim a todos aqueles que não analisam uma crítica, seja ela qual for, e logo partem para agressões. Sejam físicas ou verbais. Outros ainda adjetivam as críticas acrescentando “construtivas” ou “destrutivas”. Críticas são críticas e todas devem ser analisadas. A história está aí para provar.
    Quem critica não está perseguindo ninguém, apenas objetiva mudanças, melhorias, etc. pode até não dar certo. Mas não podem ser simplesmente jogadas no lixo já que ninguém é dono da verdade e muito menos possuí uma bola de cristal.
    A atual diretoria tem falhado, Ney Franco tem falhado, mas se Você observar a enquete que eu criei notará que a maioria absoluta quer um bom time, seja com a volta do Maicossuel, seja com a “Contratação” do Alexandre Pato. Poucos são contra a diretoria e o Ney Franco.
    Por isso achei sua resposta inicial agressiva demais e realmente lembrou-me o filme “A Queda” e, conseqüentemente, Hitler.
    E Você ainda não está aceitando qualquer opinião que seja contrária a sua já que não apresenta qualquer argumento concreto e objetivo e sim outras alfinetadas.
    Seria a mesma coisa você responder: A diretoria está vendo os problemas !!!
    Mas nós torcedores queremos que a diretoria esteja RESOLVENDO OS PROBLEMAS.
    Abraços,
    Luis Celso

  8. Comentário 4
    Gabriel
    Companheiro, revi tudo para encontrar em seus argumentos propostas concretas e o que vi foi isso:
    “tentando acelerar o processo de recuperação de ritmo do Teco?”
    Ora, esse “sistema” de acelerar a recuperação do Teco é equivalente a colocar uma pessoa em um helicóptero, ir até alto mar e jogá-la na água para que aprenda a nadar. Tanto que esta semana o Teco não treinou nem como reserva. É desespero do Ney ?? Lugar de desesperado é no hospício. Não como técnico do Botafogo.
    Não pensar alto ??? Companheiro, considerando suas sugestões estaremos dentro de cinco anos igual ao Remo. Nem a terceirona disputando.
    Precisamos de agressividade, inovações, coragem e criatividade. Já disse Amadeu Torres de Aragão que fazendo a mesma coisa que os outros já fizeram chegaremos no máximo onde os outros chegaram e nunca na frente.
    Já assisti esse “filme” entre dezembro de 1995 e março de 1996. Foi uma tremenda merda.
    Dizem que pior do que está não pode ficar mas o Botafogo atualmente consegue sempre se superar. Espero pelo menos que até Domingo o técnico consiga definir no mínimo um esquema tático.
    Luis Celso

  9. Comentário 5
    Gabriel.
    Companheiro, não queria lhe responder com uma crítica mas vai lá: Eu apresentei inicialmente uma crítica à diretoria e ao Ney Franco e deixei uma pergunta no ar. Você respondeu não com argumentos e sim com questionamentos. Não se responde a uma pergunta com outra pergunta. Isso é claro e óbvio.
    Mas os seus questionamentos quem deve responder é a diretoria do Botafogo e, principalmente, o técnico Ney Franco. Eles recebem para isso.
    A torcida tem mais é que cobrar mesmo, até porque nunca é ouvida. Então não adianta apresentar soluções. Eu, pelo menos, já passei dessa fase porquanto a única vez que me escutaram como torcedor foi em 1988 na administração Domingues. Já que eu trabalhava no Sesc com a Regina, esposa dele.
    Modéstia a parte, em 1989 fomos campeões.
    Abraços,
    Luis Celso

  10. Comentário 6
    Administração Esportiva Científica.
    É o que sempre defendi e apresentei um trabalho para o Botafogo em 1988. E cito alguns detalhes até hoje.
    Um exemplo foi o segundo gol brasileiro agora. Após uma grande defesa a adrenalina do goleiro vai a mil. Se em instantes a bola voltar na direção dele não terá condições de fazer uma defesa mais elaborada. Isso é comprovado cientificamente.
    Ora, então não temos condições de reviver o Lúcio Flávio andando da esquerda para a direita e da direita para a esquerda para cobrar escanteios. Principalmente após uma milagrosa defesa do goleiro adversário. E a merda, merda sim de técnico e não de torcida, do nosso técnico não enxerga o mínimo na preparação de uma equipe dentro e fora de campo.
    Luis Celso

  11. Comentário 7
    E sobre a adrenalina.
    O Júlio Cesar tem conhecimento do assunto. Após suas defesas ele “vibra”, ou seja, descarrega a dose extra. Não dá para ficar parado em uma situação dessa.
    Abraços,
    Luis Celso

    Em tempo: Nesse aspecto o Dunga tem razão: Vontade e garra. É o que falta para o nosso Botafogo. Tecnicamente o futebol brasileiro é imbatível. Com vontade e garra o medíocre time atual do Botafogo dá para vencer ao florminense.

  12. Prezado Luis Celso,

    O comentário: Comentário 2
    Hitler x Gestores x Botafogo x Torcedores, é um trecho de um artigo que escrevi.
    Por gentileza, vamos preservar a autoria dos textos que copiamos na internet.
    Grata

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