flamengo 2 x 2 Botafogo: O trio sumiu

Todos já sabiam que o Botafogo entraria sem dois dos três atacantes que fizeram o time ganhar a Taça Guanabara e chegar à final.

O que ninguém nos contou é que o Victor Simões também não entraria em campo na segunda partida da decisão do campeonato estadual.

Porque eu me recuso a acreditar que esse cara que vestiu a camisa alvinegra hoje, e perdeu um pênalti no momento decisivo da partida, seja o mesmo que se tornou um dos artilheiros do time.

Victor Simões não jogou nada.

E, sem três atacantes e ainda com uma tarde pouquíssimo inspirada dos jogadores que poderiam fazer algum tipo de diferença em um lance individual (alguém viu o Thiaguinho em campo? E o Fahel?), o primeiro tempo correspondeu com precisão ao nosso pior pesadelo.

flamengo 2 x 0. E só não foi mais porque o time do fra, em termos de “poder ofensivo”, também é medíocre.

Aliás, o primeiro tempo da partida, como tinha sido a decisão da Taça Rio, foi uma autêntica pelada em termos de nível técnico. O que só reforça a tibieza das duas equipes diante dos outros times que disputarão o Brasileirão a partir da semana que vem – o que será assunto para outro comentário nos próximos dias.

Voltando ao jogo. Então o primeiro tempo acabou assim: 2 x 0 de desvantagem no placar, um time já limitado, sentindo como nunca a ausência do Maicosuel e, vá lá, do Reinaldo.

Aí, meus caros, eu achei que a fatura estava liquidada e torcia apenas para que o jogo acabasse logo, sem ampliação no placar.

Mas eis que…

na base da valentia e da raça, o Botafogo conseguiu empatar a partida. E quem se destacou nesse momento foi o Alessandro.

Sim, Tássia.

Para o FogoEterno, meus caros, Alessandro foi o melhor em campo. Para vocês verem como a coisa estava complicada para o nosso lado.

Alessandro fez juanita cometer um pênalti (aliás, outro juiz não daria essa penalidade, parabéns ao Bassols pela marcação e pela arbitragem, só faltou dar o outro pênalti cometido pelo mesmo joão, também metendo a mão na bola de forma ostensiva) e puxou o time para a reação.

O passe que ele deu para o Túlio (ex-Souza) concluir com categoria, no lance do empate, foi sensacional.

Aí, com a entrada do Gabriel e do Rodrigo Dantas (!!!), evidenciando a extrema limitação do nosso elenco, era hora de ficar realmente desesperado.

E ficou óbvio que o Botafogo, diante da circunstância do jogo, queria ir para a cobrança de penalidades.

A estratégia não deu certo, mas era a única disponível naquele momento.

Sobre as cobranças, pouco a comentar: o lance decisivo foi a primeira penalidade rubro-negra. Se o Renan, que tocou na bola, consegue rebater a cobrança do Kleberson, a gente ficaria com a vantagem psicológica. Mas ele não conseguiu e, na boa, nosso goleiro ainda precisa treinar MUITO a defesa de pênaltis.

E não foi apenas o acaso que fez o Juninho e o Leandro Guerreiro perderem as penalidades. Eles, remanescentes de 2007, sabiam do peso que carregavam nas chuteiras. E não tiveram a tranquilidade necessária para bater.

Resultado consumado. Mas com dois empates e, agora, com um time com poder de reação. 

Então, tudo é uma questão de perspectiva. Tri-vice? Sim. Mas, ao contrário de 2008, dessa vez não entregamos o ouro aos bandidos. Fizemos o máximo que podíamos. Infelizmente, contra os urubus, nosso máximo ainda não é o suficiente.

Ainda.

Um dia chegaremos lá. Isso não é superstição.

Basta investimento e planejamento.

Vamos às atuações:

Renan – Podia pegar um pênaltizinho, né? Na partida, uma ou outra bobeira (como no primeiro gol deles), e algumas intervenções seguras. Nota 5

Alessandro – Pela raça e pelo segundo tempo, o melhor do time. Nota 7

Juninho – Um golaço de falta, muita dedicação, mas faltou a fibra de campeão na hora da penalidade. Nota 5

Emerson – Vacilou em alguns lances na primeira etapa, mas ao menos dessa vez não fez gol contra (e olha que ele “tentou”, numa cabeçada para trás, que quase mata a torcida alvinegra do coração). Nota 5 Foi substituído por Jean Carioca – na teoria, uma ótima substituição; na prática, pouco eficaz, por conta da limitação do rapaz. Nota 5

Leandro Guerreiro – Não tão bem como em outras partidas, mas ainda assim nosso homem de segurança. O pênalti perdido foi lamentável. Nota 6,5

Fahel – Mais uma vez, demasiadamente discreto. Nota 4

Léo Silva – Com a ausência do Maicosuel, foi o nosso “homem de armação”. Claro que não é a dele. Mas tem lugar no banco para o Brasileirão.  Nota 6

Eduardo – Nem de longe foi o jogador da primeira partida da final. Voltou a ser o Eduardo que conhecemos – irregular, muitas vezes desligado. Nota 5

Túlio (ex-Souza) – Uma boa partida, ainda mais para um jogador que estava condenado ao limbo pelo péssimo ano de 2008. Fez golaço e demonstrou muita raça. Se há algo a comemorar, é a sua ressurreição. Nota 7 

Thiaguinho – A segunda maior decepção do time. Nossa chance dependia de uma atuação realmente inspirada dele, como contra o vasco. Não aconteceu. Nota 2 Foi substituído por Gabriel, que arriscou alguns lances e mostrou personalidade na cobrança. Nota 6

Victor Simões – A primeira maior decepção. Perder um pênalti numa decisão, francamente! Tinha que fazer dois gols para compensar – pelo contrário, ainda perdeu pelo menos duas chances boas. Será que o coração rubro-negro bateu mais forte? Nota 1

Rodrigo Dantas – Entrou e não fez nada. Sem nota

Ney Franco – Seu feijão-com-arroz, ainda mais desfalcado de alguns ingredientes, foi pouco para a decisão. E é pouco para a grandeza do Botafogo. Nota 4

Falcão na transmissão – Enfim, a Globo se mancou e incluiu no seu time de comentaristas o Falcão, para equilibrar o predomínio rubro-negro determinado por Júnior e JRWright. Nota 5 para o Falcão, nota um para a Globo, que teve a festa que tanto batalhou para ter.

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9 Respostas para “flamengo 2 x 2 Botafogo: O trio sumiu

  1. Marcelo,
    não quero (e nem vou) aliviar para o lado do VS. O pênalti foi horrível e desde que ele passou a ser “pantera”, mascarou e deixou de jogar bola. Mas apesar de tudo, hoje eu acho que ao menos ele tentou, porém, foi impedido por conta do esquema covarde daquele que MERECE ser considerado o grande culpado pela perda do título: NF!
    No mais, concordo com tudo. Inclusive com o melhor em campo, que em minha opinião, tb foi o Alessandro!
    Abs e SA!!!

  2. pelo menos foi uma final com o flamerda sem sermos roubados.depois daquela bola na trave do tulio sousa eu comecei a pensar como o flamerda tem sorte.ganham com um gol contra,empatam com um gol contra num jogo q já era nosso se o maicocruel e o reinado ñ tivessem se machucado no mesmo lance.no jogo da dois chutes no gol e fazem dois gols,contando q um deles foi desviado pelo nosso jogador.sem contar nas finais de 2007 e 2008 q talvez tenha sido sorte deles dos arbitros terem errado os lances ao sel favor,apesar de eu achar isso menos provavel.espero q venham mais contratações q prestem ñ esse tal de tony,o leandro é uma boa contratação se ele jogar q nem jogou no palmeiras ano passado,mas um lateral direito e um meia ofensivo pra fazer dupla com o maicocruel e outro atacante que preste.

  3. É, infelizmente alguns cantaram Cuca é vice, antes da hora e agora temos que amargar a tristeza de mais um resultado negativo.

    Quem culpa o treinador NF tem lá suas razões, mas, a perda do campeonato, certamente agradou a quem insistentemente fez desse quesito tema diário.

    A verdade é que mesmo quando tínhamos elencos maravilhosos ganhamos poucos títulos, não sei porque o destino sempre trama contra o BOTAFOGO, talvez fosse hora de trocar essa alcunha de Glorioso por uma mais humilde, porque com essa a gente só faz mesmo perder.

    Mesmo assim, continuo firme no sofrimento eterno de BOTAFOGUENSE. Abs e SB

  4. Análise irretocável.
    Ficou evidente que o elenco é pobre. Pelo menos demonstrou garra e lutou bravamente.
    Agora, que a sorte bafeja os urubus, tb é verdade. Acho que os anjos e santos sentem pena
    daquela mulambada imensa de descamisados e
    dão sempre uma mãozinha ou um pezinho.
    Pro brasileirão precisamos urgentemente:
    Mandar o Reinaldo e o Emerson embora, espetar
    um fio 220V no Fahel, explicar ao Eduardo que ele é só o Eduardo e não um astro da NBA, e finalmente emprestar o Victor Simões ao América para disputar a série Z do brasileiro.
    Para o América também devem ir o Renato, o
    Zárate, o Coral, o Diego e… se o nível é esse, eu também vou compor este escrete.

  5. Ezaú, o amigo sabe que sou um dos críticos mais ferozes e constantes do NF. Aliás, já conversamos (em altíssimo nível, por sinal) sobre algumas discordâncias que temos sobre o meu “exagero ou não” nas críticas ao treinador botafoguense, mas permita-me a defesa, caso uma parte do seu comentário tenha sido direcionada – entre outros – à mim tb: Amigo, não há a menor possibilidade de eu ter ficado feliz com o resultado!
    Se pensas assim, peço que repense, pois podemos discordar em várias questões relacionadas ao Botafogo, mas antes de “treinador “, “jogador B” ou “dirigente C”, o BOTAFOGO SEMPRE em primeiro lugar.
    E digo isso com absoluta tranquilidade (insistindo nas minhas críticas ferrenhas ao incompetente treinador). Só não acho justo a colocação feita pelo amigo, pois não sou menos e nem mais botafoguense do que qualquer um. Sou apenas “mais um” apaixonado pelo GLORIOSO (nas vitórias e nas derrotas, com ou sem NF, com ou sem Fahel), assim como você, o Marcelo e mais alguns milhões espalhados pelo mundo!
    Esclarecimento feito, termino da mesma forma que o seu comentário: Continuo BOTAFOGUENSE firme e forte, mas sem sofrimento, pois as vezes podemos ficar tristes, mas torcer/amar este clube não é sofrimento! Pelo contrário…
    Abs e SA!!!

  6. O framengo teve como sempre a sorte do seu lado.
    nós perdemos três pênaltis e, em um deles, o chute foi direto no pé do bruno (não acho que ele tenha “agarrado” a cobrança do Juninho, mas acabou pulando no canto certo e a bola esbarrou nas suas pernas).
    Mas o Botafogo não é time de entregar dinheiro pro ladrão para ele não te roubar – muito pelo contrário, nem foi roubado (nos dois sentidos).
    Com Maicou e Reinaldo fora do campo, e com um irreconhecível Victor Simões, o Glorioso fez tudo o que pôde, mas sem a dupla dinâmica – ou até o trio ofensivo – não pudemos fazer mais que dois gols.
    Mas no próximo Carioca ainda temos muitas chances, pois o vasco e a flor são meros espectadores.
    Só precisamos contratar jogadores mais ofensivos e capazes de substituir o Maicou e cia.
    A nossa estrela não se apagou.

    Abs e SA!!

  7. O time titular do Botafogo é superior. O Botafogo tem mais coração. O Botafogo está acima. Não conta com a sorte, porém. Regaiu de forma brilhante no segundo tempo, mas abdicou de tentar vencer. E venceria, no tempo normal, tivesse a condição psicológia a favor. Especialmente, se não tivesse sido ultrajado em 2007. No entanto, pesou sobre si o fato de ter, injustamente, perdido aquela decisão. Foi superado, mais uma vez, por si mesmo. Na de hoje, amigos botafoguenses, faltou ao Botafogo aquilo que tem faltadp desde então: ambição. Tivesse o time imbuído do espírito dos vencedores, estaríamos agora festejando uma conquista sensacional. Porque sensacional foi a primeira metade do segundo tempo do Botafogo. Coração e entrega não faltaram. Faltou ambição. Aquela ambição dos que carregam, no peito, a certeza da vitória. O pecado foi não ter insistido no ataque. Havia tempo para a virada. E ela viria, vestida de preto e branco. O desfecho foi cruel, especialmente cruel com dois de nossos jogadores mais botaguenses, Lenadro Guerreiro e Juninho. Nem o Botafogo nem eles mereciam, por tudo o que fizeram com a camisa alvinegra, o castigo final. Victor Simões, no meu modo de ver as coisas, foi pura entrega e dedicação. Merecia ter feito o gol do título. Lutou com todas as forças de que dispunha, e com algumas mais, sofreu a cada lance desperdiçado, quis o tempo todo fazer a diferença. E merecia tê-la feito. Mas o Botafogo, talvez incrédulo diante do próprio poder de reação, ainda desconhecido de todos, torcedores e jogadores, comissão técnica e diretoria, abriu mão de sua superiodidade e, num extremo de humildade, permitiu o ressurgimento de um rival que chegou a se admitir inferior. Taí. O resultado espelha a realidade atual: o Botafogo é melhor do que supõe, e o adversário, bem, o adversário tem mais é que jogar as mãos para o céu em agradecimento ao que nunca mais terão.

    Botafogo para sempre.

    Saudações alvinegras,

  8. Marcelo
    Comentar após os acontecimentos é fácil, mas perdemos esse título no jogo que decidiu a taça Rio. Jogamos covardemente naquele jogo, não sei se por culpa do treinador ou dos jogadores.
    Esse mesmo jogo fez com que a torcida não acreditasse mais e não quero justificar a ausência, mas a partir daí não compareceu.
    Infelizmente o nosso BOTAFOGO está incorporando essa “cultura”. A cultura de jogar recuado ou covardemente. Nos jogos ou momentos que partimos pra cima ganhamos, e bem, ou encurralamos os molambos. Hoje não foi diferente e mais uma vez (não sei se culpa do treinador ou dos jogadores) deixamos de ganhar e colocar mais uma taça no salão nobre de GS. Como pode empatar um jogo desse e não tentar mais um pouco até a vitória? Os molambos ficaram temerosos e já estavam achando que esse ano não daria. Nossos jogadores ou o treinador fizeram mais força para não acreditarem!

    Abs e Sds, BOTAFOGUENSES!!!

  9. “Análise irretocável.
    Ficou evidente que o elenco é pobre. Pelo menos demonstrou garra e lutou bravamente.
    Agora, que a sorte bafeja os urubus, tb é verdade. Acho que os anjos e santos sentem pena
    daquela mulambada imensa de descamisados e
    dão sempre uma mãozinha ou um pezinho.
    Pro brasileirão precisamos urgentemente:
    Mandar o Reinaldo e o Emerson embora, espetar
    um fio 220V no Fahel, explicar ao Eduardo que ele é só o Eduardo e não um astro da NBA, e finalmente emprestar o Victor Simões ao América para disputar a série Z do brasileiro.
    Para o América também devem ir o Renato, o
    Zárate, o Coral, o Diego e… se o nível é esse, eu também vou compor esse escrete.”
    Análises irretocáveis.
    Sangrando,
    Luis Celso

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