Resende 0 x 4 Botafogo: Acabou a brincadeira

mike

O último coletivo-apronto do ano, realizado na tarde desse domingo em Edson Passos, foi marcado pela tranqüilidade, com os gols saindo na hora certa.

Em nenhum momento, o Resende chegou a ameaçar o Botafogo, e, além da evidente queda de rendimento do finalista da Taça Guanabara ao longo da Taça Rio, para mim ficou claro que a zaga, sem Juninho, passa muito mais segurança do que com o nosso capitão.

Sim, meus amigos, estou afirmando que, nesse momento, o Juninho está um nível abaixo de todos os outros zagueiros. Inclusive do Teco, que ainda não estreou. Inclusive do Emerson.

Para facilitar o entendimento do Ney, fiz um esqueminha para ser copiado na lousa da sala de preleção de nosso treinador:

Zagas do Botafogo: Emerson e Wellington > Juninho e Wellington > Juninho e Emerson.

E a ironia é que a mais vulnerável dessas formações é a que está sendo escalada como titular. Se Ney Franco não tiver coragem de mudar, tomaremos mais um passeio do vasco na semifinal.

Sobre isso a gente comenta com mais detalhes ao longo da semana. Por enquanto, podemos destacar na última partida o crescimento de produção do trio Maicosuel – Reinaldo – Victor Simões, responsável pelos três primeiros gols e por 80% dos tentos alvinegros na temporada.

São eles que fazem a diferença, e, se São Carlito Rocha permitir, continuarão fazendo ao longo do ano.

A formação inicial com Gabriel e Alessandro, Thiaguinho e Leandro Guerreiro no meio, vinha bem  na partida – nosso lateral-esquerdo deu belas arrancadas, apoiou com segurança e estava desequilibrando até sentir uma contusão e ser substituído por Baptista. Aí, já com 1×0 de vantagem graças a uma bela jogada do VS concluída com segurança e tranqüilidade pelo Reinaldo (imaginem se fosse o Wellington Paulista na mesma situação?), o Botafogo diminuiu o ritmo até o intervalo. Fahel, sumido, só foi visto em um replay que mostrou pênalti não marcado a nosso favor.

No segundo tempo, um gol logo no início matou a partida, que virou apenas uma questão de tentativa (bem-sucedida, no caso do terceiro gol, do Maicosuel) e erro (Alessandro e Baptista, num duelo particular de quem chuta com maior grau de incompetência); ou de tentativa-e-erro juntos, a exemplo do quarto gol, do esforçado Jean Carioca.

No mais, acabou a brincadeira em 2009. Os próximos jogos do Botafogo, pela Copa do Brasil e pelo Estadual, serão decisivos e o time não pode mais se permitir momentos de displicência, como em algumas partidas da Taça Rio. Qualquer descuido será fatal, ainda mais se o Juninho estiver posando de xerife no meio da zaga.

E, para não dizer que não falei da estrela, com a vitória do Friburguense nesse domingo, o Botafogo estaria fora das finais se o Túlio não tivesse iluminado a sua trajetória no Botafogo na quinta-feira.

Ah, e sobre os confrontos, apenas um lembrete: um dos favoritos destacados e badalados pela imprensa especializada, no início do campeonato, não chegará sequer à final da Taça Rio.

Vamos às atuações:

Renan – Duas defesaças, se recuperando dos vacilos do último jogo. Nota 7,5

Alessandro – Louco para marcar um gol, tentou quatro ou cinco chutes – apenas um chegou na mão do goleiro. No primeiro deles, de sem-pulo dentro da pequena área, conseguiu a façanha de meter a bola na lateral. Mais uma façanha do pior jogador da temporada. Nota 4

Wellington – Discreto e seguro, marcou com eficiência. Nota 6

Emerson – Discreto e feijão-com-arroz, não chamou atenção, o que já é um avanço. Nota 5

Leandro Guerreiro – Mais uma série de oportunas antecipações. Nota 7

Gabriel – Estava bem, jogando com desenvoltura, até sentir contusão. Nota 7 Baptista entrou no seu lugar, com deslocamento do Thiaguinho novamente para a lateral. Nota 5

Thiaguinho – No meio, alternou bons e maus momentos – tem confiado demais em sua propalada habilidade em vez de tentar prosseguir a jogada com rapidez. Nota 6 Foi substituído por Túlio, que já demonstra maior segurança depois do gol da redenção contra o Madureira e fez boas jogadas, sempre procurando o gol – em uma delas, foi violentamente atingido por trás, provocando a expulsão de um adversário. Nota 6

Maicosuel – Faz a diferença e faz gols. É o cara que pode desequilibrar. O destaque da temporada. Nota 8 Para não tomar terceiro cartão, deu lugar a Jean Carioca, que fez um gol sai-nhaca importante para o rapaz. Nota 6 

Reinaldo – Com maior entrosamento, rende mais. Frieza e categoria no gol. Nota 7

Victor Simões – Um gol de oportunismo e dois chutes perigosos, mas sua grande jogada foi o passe para o Reinaldo no primeiro gol. Nota 7,5

Ney Franco – Na base da sorte (inclusive no caso dos jogadores suspensos, caso de Juninho), o time se recuperou nos dois últimos jogos da Taça Rio. Resta saber se terá algum coelho da cartola para surpreender o Dorival Júnior no clássico do próximo fim de semana. Nota 5

Gramado do estádio – Por que o Engenhão não pode ser assim? Nota DEZ.

foto: Lancenet

 

  

 

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4 Respostas para “Resende 0 x 4 Botafogo: Acabou a brincadeira

  1. Assisti o jogo pela tv (tive que aturar os comentários daquele flavelado júnior). realmente há jogadores do nosso elenco que dá o maior gosto de verem jogando… mas se jogarmos deste jeito contra o vasco (igual num campos de vagalumes onde somente algumas luzes se acendem), sei não vem outro chocolate por ai. não suposto mais ver o alessandro em campo, tá um caso sério…o que houve com o fahel??
    S.A a todos…

  2. perfeito, marcelo!
    concordo com tudo em sua análise.

    vamo que vamo!

  3. Marcelo,
    Temos que entrar a mil km e kw por segundo. Fungando nos cangotes dos caras, pois se entrarmos descansados e sonolentos quando acordarmos pode ser que eles estejam com um gol, como foi no primeiro jogo.

    Abs e Sds, BOTAFOGUENSES!!!

  4. Léo,
    só espero que o Fahel volte a se destacar em partidas decisivas como fez na Taça GB – porque, na verdade, o cara não fez um jogo em alto nível ao longo de toda a Taça Rio até agora, parece até que não entrou em campo!

    Valeu, de novo, Fábio! Você é o cara!

    Gil, concordo contigo. O time do vasco é muito rápido, e desconfio que vai partir pra cima. Se a gente não tiver MUITA atenção desde os minutos iniciais, ficará bem mais difícil. Abraço!

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