Botafogo 1 x 1 framengo: Quente e frio

batista

Imaginem se  o Victor Simões e o Maicosuel também estivessem nessa foto, hein? Não teríamos desperdiçado tantas chances…

 

De cabeça quente, vamos espumar de raiva, querer dar uma coça no Wellington e Leandro Guerreiro por perderem uma disputa no último lance (ainda mais de um chutão para a frente!), tentar esganar o Thiaguinho Alessandro por deixar o Zé Roberto chutar na pequena área e lamentar a enésima vez que saímos frustrados nos últimos minutos da partida, especialmente em clássicos.

Mas, de cabeça fria, vamos voltar ao início da tarde de domingo e repassar a escalação do Botafogo neste clássico contra o favorito a vencer o campeonato: além da ausência de Maicosuel, fomos surpreendidos pelo desfalque do Victor Simões. E o nosso ataque passou a ser Lucas Silva, Diego e Reinaldo, com o Batista de elemento-surpresa. Não é muito, né?

Tanto é que o Lopes, um colega ranzinza da repartição, ao ver a escalação na telinha da tevê, sentenciou:

– Mas que time horroroso, hein?

Especialmente no primeiro tempo, o Botafogo tratou de desmentir o Lopes. Acho que nem o Ney Franco esperava a segura atuação do time em seu primeiro clássico. Recheado de reservas e bastante modificado, o Botafogo fez direitinho o feijão-com-arroz: tocando a bola no campo do adversário e fazendo jogadas rápidas, com tabelinhas envolventes – numa delas, saiu o golaço do Batista. Em outra, o Lucas Silva, após ótimo passe, perdeu o gol que o devolveria ao mundo dos vivos. O fla, perdido, lerdo e desligado, só teve chances nas bolas paradas. Enfim, um primeiro tempo surpreendente. 1 x 0 foi pouco. E, contra eles, é sempre pouco.

Mas, na segunda etapa, o time recuou, especialmente no reinício da partida. Para piorar, Alessandro, que já não fazia grandes coisas, resolveu colaborar ainda mais e fez um pênalti ridículo. A nossa sorte é que o Bobina está carregado de nhaca e o Renan fez uma defesaça – habemos goleiro, é só não queimar o cara.

 O framengo continuou pressionando, e o Renan fez outras duas grandes intervenções – numa delas, que tirou pelo alto, deu até arrepio de pensar se fosse o Castillo no lance…

Mas a verdade é que o time pregou. Wellington Júnior, que tinha entrado bem e perdido um gol na cara do Bruno, foi sumindo. Reinaldo idem. As outras substituições, com as entradas de Jougle e Alex, também se mostraram inócuas. Foi assim, com boa parte dos jogadores já sem pernas, que o Botafogo tomou mais um gol bobo – culpa, em primeiro lugar, do Wellington e do Leandro Guerreiro, que não conseguiram afastar uma bola totalmente previsível. Alessandro Thiaguinho, desatento, deixou Zé Roberto fechar pra cima do Renan e a bola sobrou para Josiel empurrar para dentro. Castigo, mais uma vez, imerecido.

De toda forma, estamos nas semifinais e com alguns jogadores que surprenderam positivamente no primeiro clássico com a camisa alvinegra: Fahel, Batista, Wellington. Reinaldo, enquanto teve pernas, também demonstrou inteligência e rapidez – apesar do gol perdido logo no início do jogo. Com Maicosuel e Victor Simões, o resultado teria sido outro – e, mais do que lamentar esse empate frustrante, é assim que temos que pensar para a próxima partida.

E saudar, claro, a impecável atuação do Renan, o grande nome alvinegro na partida.

E que venha a semifinal, na quarta-feira de cinzas!

PS: É impressão minha ou a zaga ficou bem menos vulnerável com as saídas de Juninho e Emerson?

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5 Respostas para “Botafogo 1 x 1 framengo: Quente e frio

  1. BOTAFOGO É ISSO: TEMOS QUE TORCER,CHORAR, CANTAR, SORRIR,JÁ FAZ PARTE DE NOSSA GLORIOSA HISTÓRIA.
    O RESULTADO POUCO IMPORTA. SER BOTAFOGUENSE É SER IMORTAL NESTA E EM OUTRAS BATALHAS.
    LEMBREM-SE: TEM COISAS QUE SÓ ACONTECEM COM BOTAFOGO.

  2. Depois de uma bela atuação no primeiro tempo, caiu o rendimento. Mais uma vez, o fla fez um golzinho nos acréscimos (foi a mesma coisa num jogo que eu não consigo me recordar qual, mas o josiel fez um golzinho nos acréscimos também). Uma besteira da zaga. O pior de tudo foi para quem assistiu o jogo pelo PFC. Espinosa comentando, logo antes do fla fazer o gol. Ele disse:

    – Com essa vitória o Botafogo só tem a ganhar.

    Mas o jogo só acaba quando termina. E logo depois, o gol. O problema de jogar contra o fla é que se o Botafogo sai na frente, ele relaxa como se o jogo estivesse ganho. Contra o flamengo, não dá pra contar essa vantagem boba, de 1 gol. Foi assim na final do carioca passado e foi assim nesse jogo. Espero que isso não aconteça mais.

  3. Um time que sofre de TPM (Trauma do Penúltimo Minuto) não pode jamais esquecer da máxima de Vicente Matheus – o jogo só acaba, quando termina…
    E’ isso aí.

  4. Algumas evidencias.
    Temos complexo de inferioridade.
    O Time encolheu no segundo tempo.
    Chega deste otimismo do Ney. O Time é ruim.
    Não temos banco.
    Não temos preparo físico.
    O Pior é que com um pouco mais de raça, prá variar, ganharíamos.

  5. Luciano, você vai me desculpar, mas contra os hediondos, o resultado é SEMPRE importante.

    Pereirinha, temos que adiantar o cronômetro e avisar aos jogadores que ainda tem 30 minutos de jogo – aí eles correm que nem loucos e são surpreendidos pelo fim da partida. Simples, não?

    Pereirão, a sigla é perfeita. TPM – espero que ela não apareça todo mês…

    E. Sales: assino embaixo de todos os pontos que você relacionou. E acrescentaria outro: não temos técnico. As substituições do Ney foram, no mínimo, estapafúrdias. Jougle e Wellington Júnior ao mesmo tempo???

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